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Archive for agosto \31\UTC 2010

A P&G (Procter & Gamble), detentora de marcas famosas como Gilette, Pantene e Oral-B, está com evento agendado para setembro em São Paulo. A empresa pretende inaugurar no Shopping Market Place seu primeiro espaço conceitual multiprodutos, batizado de P&G 5D Experience, com duração prevista de um mês (caso seja um sucesso, a experiência poderá ter sua permanência prolongada e a ação poderá acontecer também em outras regiões do país, ainda não reveladas). Não se trata de uma loja, pois os produtos não serão vendidos. Será mesmo um espaço dedicado à experimentação.

Trata-se de uma ação de marketing sensorial, marcada pela interatividade, que promete estimular todos os sentidos dos que participarem da experiência, que marcará a entrada no mercado brasileiro de marcas internacionalmente consagradas, como Olay, Head & Shoulders e Naturella. Além disso, a P&G pretende promever a associação na mente dos consumidores entre os produtos e a marca corporativa (e, é claro, aumentar sua participação no share geral dos mercados em que atua em 19,4%). Uma iniciativa similar foi feita no Canadá, mas apenas com foco em produtos de beleza. 

Algumas marcas que fazem parte do portfólio da P&G. Conhecem alguma(s)?

Por exemplo: o absorvente Naturella, que traz consigo uma idéia de conforto, terá em seu espaço uma cadeira onde o consumidor pode se sentar e, com um fone de ouvido e projetor de imagens, terá acesso a imagens e sons que tragam essa sensação. No caso de Olay, a experiência consiste em um equipamento que tira uma foto da consumidora e analisa a quantidade de rugas, sinais e sujeiras no rosto, para que ela saiba qual é o melhor produto para sua pele. Já Ariel, marca de sabão em pó, coloca o consumidor em uma cadeira, dentro de uma sala, onde ele terá a sensação de uma roupa dentro da máquina, com direito a cheiro.

Uma prévia do que será feito em setembro aconteceu ontem, no WTC Golden Hall, em São Paulo

Ontem mesmo a P&G  promoveu em São Paulo o P&G Experience, evento voltado para clientes, onde foram apresentados os lançamentos e um espaço conceito da P&G, com a exposição ideal de vários produtos.  A criação do P&G 5D Experience é de um pool de agências, entre elas Ponto de Criação e Newstyle.

O P&G Experience, que aconteceu em São Paulo. Em destaque, detalhes da experiência envolvendo as 3 marcas que serão lançadas no Brasil em breve: Naturella, Head & Shoulders e Olay (Fotos: Garotinha Juvenil)

 E atenção, leitoras, porque a Olay, marca líder de produtos para tratamento facial, é famosa por seus cremes que combatem o envelhecimento e preços que cabem em todos os bolsos (aqui no Brasil estima-se que o valor ficará entre R$20,00 e R$75,00). Fica a dica!

Fonte: Portal do Branding

Foto do evento e destaques: Garotinha Juvenil

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Calma, pessoal! Não estamos dizendo para todo mundo sair correndo por aí, fazendo mil loucuras ou o que der na telha, sem medir as conseqüências, mas nos ocorreu que talvez seja quase isso que algumas marcas estejam apontando para os seus consumidores.

Não, elas não estão dizendo para você agir inconsequentemente ou impulsivamente. Sem dúvida alguma não é este o caso! De qualquer forma, percebemos que duas marcas estão bombardeando seus consumidores com mensagens desafiadoras sobre deixar de lado as dúvidas que nos assolam e nos fazem congelar perante certos desafios e partir para o ataque.

E aí, já sabem quais são essas marcas? Nós contamos para vocês. A primeira foi a Diesel, com a campanha “Be Stupid“. E agora temos a Wrangler, tradicional marca de jeans, que volta com tudo na campanha “Stop Thinking“, que ainda será lançada dia 15 de setembro.

"Espertos usam a cabeça.Estúpidos escutam o coração."

Resumidamente, a campanha da Diesel, criada pela agência Anomaly, se baseia no binômio “esperto/estúpido”, mas ao contrário da máxima de que diz que “o mundo é dos espertos”, aponta para a existência de muitas, muitas vantagens em ser estúpido. Para a Diesel, ser estúpido significaria não ter medo de errar, se arriscar mais e, consequentemente, ser mais criativo. Já os espertos seriam mais contidos e se apegariam apenas ao que fosse mais seguro, sem experimentar muito. Abaixo temos o vídeo com o manifesto da campanha (e aqui a transcrição da mensagem que aparece no vídeo). É realmente muito emocionante e dá vontade de sair por aí com o peito aberto, sem medo de encarar a vida de frente e apostando mais em si mesmo.

A Wrangler, por sua vez, está se preparando para lançar a campanha “Stop Thinking“, que também nos inspira a deixar nossa espontaneidade,  nosso inconsciente e nosso compromisso com o presente falarem mais alto, sem pensar nos riscos potenciais, nas possíveis conseqüências e fracassos, pois apenas assim seremos capazes de conquistar vitórias incríveis. A razão agiria como um freio, então, temos que parar de pensar.

"Nós somos animais":um apelo aos instintos

É a segunda campanha da Wrangler que nos remete às emoções humanas e prega que devemos nos guiar por nossos instintos e espontaneidade (a primeira foi a “We are Animals“, segundo a qual todo homem, no fundo, é um animal com instintos apurados que simplesmente se esquece de usá-los no dia a dia). Na “Stop Thinking , a marca explora novamente a questão de agir por instinto, só que dessa vez relacionada aos esportes (base jumping, boxing, escalada, entre outros) e profissões que envolvem grandes riscos (como no caso dos bombeiros), numa campanha cheia de adrenalina, produzida pela agência Fred & Farid (foram lançados vídeos que são verdadeiros teasers, já disponíveis no You Tube).

Segundo o gerente de marketing da empresa, “Stop Thinking nos incita a ultrapassar o estado de medo e negatividade, nos lançando com coragem. Esse é o espírito da Wrangler…Acreditar nos nossos instintos para nos ajudar a conquistar o que é maravilhoso, desafiador, inesquecível…”

Tanto a campanha da Diesel, quanto as da Wrangler têm em comum o apelo ao lado emocional das pessoas, o que definitivamente veio em boa hora, uma vez que passamos por uma época de muita incerteza e insegurança, devido à crise econômica, atentados terroristas sempre aqui e ali, desemprego mundial… É também uma época na qual o consumo passa por transformações, em decorrência do cenário criado justamente por esse quadro de incertezas, gerando uma onda de culpa, minimalismo e consumo seletivo (conforme mencionamos aqui).

Parece até contraditório, mas as marcas estão fazendo o que é necessário para chamar atenção dos seus consumidores e retirá-los um pouco dessa atmosfera de medo e insegurança, seja através de power shops, seja através de campanhas publicitárias com apelo à espontaneidade e à emoção. O importante é estimulá-los a não ter medo, baseado no que escutamos nos noticiários e lemos nas manchetes dos jornais todos os dias, e mantê-los consumindo ativamente. Diesel e Wrangler são as marcas das pessoas que agem com coragem, ousadia, intuitivamente, sem medo de errar e sem preocupação com o olhar do outro. E elas deram aos consumidores justamente aquilo que faltava neste momento em suas vidas, ou aquilo que eles tiveram que deixar em segundo plano: emoção.

Agradecimentos: Juliana Laguna

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Somos fãs da Fifi Lapin e adoramos suas aventuras pelo mundo do high fashion. Fifi esteve presente na festa VIP de lançamento da coleção de Outono 2010 da marca inglesa Mulberry, clicando os mínimos detalhes e nós resolvemos aproveitar as fotos e as informações para fazer uma análise de como dar uma festa e, simultaneamente, reforçar os valores e a imagem da sua marca.

Primeiro, um pouquinho da história da Mulberry, contada pela própria marca: o toque cool da cidade somado ao toque artesanal do campo, Mulberry é uma mistura peculiar de características do lifestyle britânico, resultando em produtos que, a partir de 1971, ocuparam um lugar em Somerset e nas prateleiras do império inglês da moda na época, a Biba. A relação com suas origens permanece forte como vetor que norteia a vida da marca, inclusive com a manutenção do headquarters da empresa em Somerset e desejo expressamente declarado de investir nas fábricas inglesas, mantendo-se, assim, como a criadora da onda de desejo pelo “le style Anglais“.  

É claro que, apesar de manter suas origens, a Mulberry tem compromisso com seus consumidores, que vivem aqui e agora e precisam perceber que a marca trouxe o desejo pelo “le style Anglais” para o século XXI. E nada melhor do que manter suas origens inglesas e, ao mesmo tempo, agregar um toque de hype do que achar a it girl perfeita para ser a personalização da sua marca. Senhoras e senhores, a Mulberry lhes dá Alexa Chung, inglesa, ex-modelo, ex-VJ da MTV e namorada (ainda é, pessoal?) de um dos membros da banda Arctic Monkeys, Alexa virou ícone de estilo pelo mundo depois que Emma Hill, designer da Mulberry, viu Alexa carregando uma bolsa masculina da marca, a Elkington.

Alexa Chung, it girl inglesa, carregando a bolsa que leva seu nome

Alexa é a personificação da Mulberry no século XXI e formadora de opinião perfeita para atrair para a marca milhares e milhares de garotas e mulheres sedentas por acessórios que quebram um pouco a onda lady like que estava em voga. Sem falar que entrou para o hall da fama das mulheres tidas como ícones de estilo e cujos nomes foram usados para denominar bolsas de marcas internacionalmente famosas e desejadas: Jane Birkin, Grace Kelly, Jessica Stam, Daria Werbowy, entre outras.

E é claro que como embaixadora da Mulberry, Alexa não poderia deixar de comparecer nas festas promovidas pela marca. Olha só ela, atacando como DJ, no lançamento da coleção de Outono 2010 em Singapura (clicada para o blog Fifi Lapin):

Alexa atacou de DJ em Singapura, na festa de lançamento da coleção de outono 2010 da Mulberry

É claro que, como em toda festa, uma das atrações sempre é a comida. E achamos incrível o cardápido servido pela Mulberry na festa em Singapura. Segundo Fifi Lapin, foram servidos mini fish and chips (boa técnica de marketing sensorial, como falamos aqui, lembram?), tradicional e famoso prato da culinária britânica (olha aí, mais uma vez, a marca reforçando suas origens, mas de uma forma totalmente nova e contemporânea), além de mini hamburgueres, mini tortas de limão e cupcakes (super trendy!) decorados com o mais famoso produto da marca atualmente – a bolsa Alexa.

Os cupcakes, que são super trendy, decorados com a bolsa Alexa

E descobrimos mais um detalhe very british da festa: os convidados VIP foram transportados num tradicional táxi inglês até o local da festa. Cuidado com todos os detalhes, afinal é a cabeça do consumidor sempre faz associações automáticas, quase inconscientes. Pensando nisso e, mais uma vez, visando reforçar a marca e o lançamento da coleção de outono 2010, olhem atentamente para a ambientação criada pela Mulberry na festa em Singapura: flores douradas por todos os lados, refletindo sempre tons de lilás, roxo,rosa e suas variações, que fazem parte da cartela de cor da coleção lançada.

A cartela de cor da coleção foi a inspiração para a ambientação da festa de lançamento da coleção de outono 2010

Agradecemos à foférrima Fifi Lapin que nos inspirou a fazer esse post. Olha só que gracinha nossa musa usando, é claro, Mulberry!

Fifi Lapin usa look da coleção outono 2010 da Mulberry

Agradecimentos e fotos: Fasheccentric,  Fifi Lapin

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Tom Ford fez aniversário ontem e nada melhor do que homenageá-lo admirando sua loja na 845 Madison Avenue, em Manhattan. Mais uma vez, lembramos que um espaço comercial capaz de transmitir ao cliente os valores da marca sempre é melhor do que um lugar impessoal, voltado apenas para a venda de mercadorias.

Campanha do perfume masculino lançado por Tom Ford. Em sua loja na Madison Avenue os clientes encontram toda sua coleção Private Blends (coleção de perfumes com misturas exóticas em frascos lindíssimos ), abrigados numa sala especial, toda decorada com mármore e espelhos

Quem segue a trajetória de Tom Ford, desde de sua presença como diretor criativo da Gucci, conhece seu trabalho, seu charme, sua determinação e elegância. Aliás, Ford é um daqueles designers que consegue ter um estilo pessoal tão forte que o imprime a tudo que o cerca e faz com que nós, meros expectadores, consigamos perceber seu toque em cada detalhe. Não seria diferente na sua primeira loja, situada à Madison Avenue. Um verdadeiro reduto do bom gosto e da sofisticação, sua loja é marcada pela escolha de belos materiais, atenção aos detalhes e uma certa opulência.

Bem-vindo à loja de Tom Ford, na Madison Avenue.

Em 2006, dois anos após deixar a Gucci, Ford anunciou a criação de uma linha de roupas masculinas e a abertura de sua primeira loja. Ninguém esperava pouco, afinal Tom Ford sempre foi sinônimo de glamour e design sofisticado. E ele não decepcionou: seus produtos, inspirados nas criações de Savile Row e na alfaiataria italiana feita à mão, foram reunidos num espaço que une arte e moda.  Logo na entrada nos deparamos com um quadro da coleção particular do próprio designer, feito pelo artista Lucio Fontana, além de uma mesa esculpida em bronze, em formato de crocodilo, do escultor francês Claude Lalanne. As duas peças de artes estão devidamente emolduradas pelo impecável chão de mármore e paredes forradas em camurça customizada, tingida à mão.

A dramática escadaria oval, com paredes recobertas por painéis de ébano, é a atração central da loja de Tom Ford e serve de moldura para uma esculta de Jean Arp

Tudo isso para que, segundo Tom Ford, o espaço tivesse uma determinado mood. “A loja deveria transmitir uma idéia como se o antigo glamour hollywoodiano tivesse invetando o conceito de atelier de roupas masculinas”. Para tal, Ford trabalhou lado a lado com o designer de interiores  Bill Sofield, seu antigo parceiro na elaboração de interiores para as lojas Gucci, e concebou uma loja com um clima residencial, na qual cada espaço fosse como um cômodo de uma casa. Por exemplo, toda a coleção de ready-to-wear fica numa espécie de sala de estar, iluminada durante o dia com luz natural, após a abertura das cortinas, onde também encontram-se cadeiras do período neoclássico, urnas no estilo art déco, entre outros detalhes magníficos.

O salão que vende a linha de ready-to-wear nos lembra uma salada de estar e é ricamente decorado

“Tudo dentro da loja foi customizado, ou é antigo ou uma obra original de arte contemporânea”, diz Bill Sofield, do Studio Sofield em Nova Iorque. O maior desafio foi garantir que todos os aspectos do design fossem executados dentro dos padrões precisos exigidos por Tom Ford. O consultor de visual merchandising e display, John Field, concorda com a declaração de Sofield. Tom Ford é conhecido por sua precisão e exigência, mas por igual envolvimento e paixão por seu trabalho. “Ele trabalhou duro para levar para a loja seu elemento artístico pessoal”, diz Field. “Para ele, é como se fosse sua outra casa. É assim que ele quer se tratado numa loja. É a versão atual para um tratamento diferenciado e exclusivo. As pessoas mais abastadas estão à procura de individualidade”, conclui o visual merchandiser. Para quem quiser ser atendido com horário marcado, a loja ainda disponibiliza os serviços de um mordono e de uma empregada particulares para atender todos os pedidos do cliente.

Muitas das peças estão em armários de vidro, como neste cômodo que nos lembra uma sala de estar, com lareira de mármore

Outra área da loja, totalmente preparada para receber seus clientes como se eles estivessem em casa

Para mais detalhes sobre materiais e objetos utilizados em cada “cômodo”, basta clicar aqui.

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Durante toda essa semana tivemos vários posts (aqui, aqui e aqui) que nos remeteram à questão de marketing sensorial, principalmente através de associações entre marcas e comida (o que, às vezes, chega a ser irônico, tendo em vista toda a discussão sobre tamanhos, o histórico de valorização da magreza extrema e, agora, até uma tentativa de redenção através do culto ao plus size e modelos “com curvas” que paira sobre a indústria da moda).

A inspiração para o título deste post veio da Vogue Paris (“Esse final de semana eu comerei em uma loja”), que publicou uma matéria sobre os restaurantes em Paris que são associados à marcas famosas, como Armani e Ralph Lauren. Várias marcas foram além das balinhas, água, café e espumante servidos nas lojas aos clientes e abriram seus próprios restaurantes, bares, cafés, hotéis e até mesmo spas. Passaram a fazer parte integralmente do cotidiano dos consumidores. Pode ser que você não possa comprar uma roupa na Armani, mas se você se identifica com o universo da marca, com certeza poderá, por exemplo, tomar seu expresso no Emporio Armani Caffé ou comprar uma barra de chocolate da Armani Dolci, na flagship store, em Milão.

A flagship store da Armani na Via Manzoni, em Milão e uma lista das marcas e serviços que podem ser encontrados em seu interior, entre eles, dois restaurantes: Emporio Armani Caffé e Nobu, de culinária japonesa

Todos os empreendimento lançados sob tutela das grandes marcas de moda têm elementos coordenados entre si e com a identidade da marca, criando uma mensagem sólida que será transmitida aos consumidores. Armani, sem dúvida alguma, é nosso exemplo favorito, porque ao longo de anos na indústria da moda, não apenas se diversificou, criando e negociando linhas de produtos diversos e novas marcas, como também se diferenciou, separando-se dos concorrentes através da construção de uma história única, constituindo um forte DNA para a  marca.

Armani Hotel, o interior do restaurante Nobu, CD com a música do Emporio Armani Caffé e a lista de negócios sob a tutela da marca, à disposição dos clientes na flagship store de Milão (flores, doces, livros e objetos para casa, tudo num mesmo local)

Armani adotou a diversificação horizontal (negócios diferentes do seu core business, que envolve produção de roupas) e vertical (dentro do core business).

Horizontalmente, surgiram as linhas de bolsas, óculos, bijuterias, perfumes, maquiagem e, acreditem, até mesmo flores, livros e doces (selecionados de acordo com a identidade da marca Armani e vendidos na sua flagship store em Milão, onde também encontramos a Armani Casa, com objetos de decoração e móveis criados sob a chancela Armani e o Nobu, restaurante japonês). Tal esquema oferece mais riscos, afinal se afasta muito do core business e pode promover a diluição da identidade da marca, fazendo com que alguns dos consumidores não a associem a determinada linha de produto.

Verticalmente, a Armani lançou marcas que carregam seu DNA, mas atendem a consumidores diferentes (ou seja, continua sendo Armani, mas os produtos, os preços, a comunicação e a distribuição são totalmente diferentes). Daí surgiram Giorgio Armani, Emporio Armani, Armani Jeans, Armani A/X, Armani Collezioni, Armani Privé, entre outras. 

Emporio Armani Caffé e a propaganda de uma linha de batons em cores terrosas, chamada Caffé Collection. Mera coincidência?

E como tudo isso está relacionado ao marketing sensorial? Bem, nada melhor para ilustrar tal conexão do que a foto acima: a marca Armani se diversifica horizontalmete criando o Emporio Armani Caffé (nota: o café leva o nome de uma das marcas jovens e acessíveis do grupo Armani, a Emporio Armani, o que é muito interessante se pararmos para pensar em luxo acessível, ou seja, ainda que você não seja cliente Armani no que tange à roupa, talvez você possa levar um pouquinho de Armani com você tomando um latte macchiato todos os dias), para que você, além de ter acesso à marca de uma maneira diferente, tenha seu paladar e olfato (afinal, quando o assunto é comida, esses sentidos caminham juntos) estimulados dentro de um espaço onde tudo grita “Armani!”, da decoração aos saquinhos de açúcar, passando pelo cardápio e fotos de campanhas publicitárias da marca pelas paredes. 

O seu universo e o universo-Armani se fundem completamente. Ele passa a fazer parte da sua rotina, do seu estilo de vida. Há identificação entre você e a marca e você é capaz de resolver várias questões com apenas uma visita à flagship store na Via Manzoni, onde encontrará doces, flores, livros, revistas, móveis para casa, entretenimento, comida e até roupas. Dentro da loja ou mesmo fora dela, é a marca que estimula seu olfato, seu paladar, seu tato, sua visão, oferece entretenimento e, se você teve uma ótima experiência no Caffé e é uma mulher vaidosa, com certeza ficará tentada a comprar algum batom  da edição limitada Caffé Collection, para ter sempre ao seu lado uma lembrança daquele momento. 

Delírio nosso ou não, pelo menos temos certeza de que  algumas marcas de moda querem não somente dividir um lifestyle com seus clientes, mas principalmente querem fazer parte dele, de preferência em todos as searas possíveis, estimulando todos os cinco sentidos e criando, dessa forma, conexões emocionais.

Outro exemplo interessante vem da marca Dolce & Gabbana, que tem sob sua tutela o bar-restaurante Gold, em Milão. Dourado no nome e em seu interior, o Gold é mistura sofisticação e toques kitsch, bem de acordo com o estilo dramático e passional da marca italiana, atendendo um público mais jovem, porém abastado, que gosta de unir boa coluniária e boa música. Não podemos nos esquecer que a marca, em parceria com a Motorola, lançou o celular D&G V3, que não poderia ter outra cor, a não ser dourado. O celular oferecia aos fãs da marca wallpapers e ringtones exclusivos e, o mais importante, um sinal sonoro, emitido ao ser ligado e desligado, onde se escutava, após algumas notas musicais, uma voz dizer, sensualmente: “Dolce and Gabbana“. Assim, a D&G marcou presença na vida de seus consumidores, se conectando a todos eles, através de opções de entretenimento, além de estimular seu paladar, seu olfato, tato, visão e audição, através de um serviço e um produto.

A paixão pelo dourado, marca de Dolce & Gabbana, presente no seu bar-restaurante Gold (dourado no nome e em seu interior).A parceria com a Motorola rendeu o lançamento do V3 D&G (dourado, claro).

Fontes: The Cool Hunter e Vogue Paris

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Loja TF no CityCenter Las Vegas

… UM FINAL DE SEMANA SUPER SOFISTICADO!

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