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O crescente papel do Facebook no varejo foi um dos temas da National Retail Federation’s Innovate 2011 em São Francisco, semana passada. E enquanto muitas marcas acham que estão tirando o máximo proveito dessa mídia social através de fan pages e do fluxo de visitas via Twitter, estudiosos sobre o tema garantem que isso é apenas arranhar a superfície de uma ferramenta de grande potencial.

Já se fala em f-commerce, onde o “f” significa Facebook, como a nova fronteira. E não pensem que essa é uma realidade distante: créditos do Facebook, que são usados para compras virtuais de bens no site, não são vendidos apenas na forma de gift cards em lojas como  Target, Wal-Mart e Best Buy, também já são oferecidos aos clientes American Express como opção de prêmio.

Muitos varejistas desenvolveram sofisticadas estratégias de mídias sociais que estão trazendo mais do que fãs e seguidores para as empresas – elas estão definindo novos parâmetros e causando impacto.

O gerente de informação da Wet Seal (focada em roupas adolescentes), Jon Kubo, não dá a mínima para a fidelidade do cliente, que considera um conceito bastante vago. Para ele, o mais importante para obter resultados nas mídias sociais é garantir o envolvimento dos clientes, ou seja, manter um diálogo verdadeiro e virtual com os consumidores.

Os esforços da empresa incluem dar aos consumidores a possibilidade de desenvolver e recomendar looks numa espécie de competição online  e um jogo para iPhone que permite que consumidores gerenciem sua própria loja virtual da Wet Seal. Tudo começa com vídeos postados nas páginas do Facebook e YouTube que atraem 35 mil visitas. Ao envolver os consumidores em cada etapa do projeto, a empresa gera 100 mil visitas nas lojas, 300 mil visitas no YouTube e 10 milhões de posts no Facebook.

A estratégia interativa ajudou a Wet Seal a contabilizar 1,3 milhões de fãs no Facebook, colocando a empresa entre os 15 varejistas com mais fãs nessa mídia e chamando a atenção para a retenção e acúmulo de todos os “curtis” enviados diariamente. A idéia é saber exatamente o que chama a atenção dos fãs e o que eles gostam. E o que é melhor: toda essa movimentação é responsável por 20% das vendas online da Wet Seal, o melhor ROI (retorno do investimento) de um projeto tecnológico que a empresa já obteve.

Parece que nosso alerta para a importância dos prosumers e da interatividade não foi em vão, não é? Kubo ressalta que se a empresa não sabe que tipo de relacionamento quer ter com seus consumidores e que tipo de controle sobre a marca eles terão, simplesmente não tem um programa de mídia social.

A empresa Steve Madden, que fabrica sapatos femininos, lançou recentemente uma campanha para contabilizar 100 mil fãs no Facebook, oferecendo descontos para compras online e avisando aos clientes que se um deles liberasse seu código de desconto para outros, toda a promoção seria cancelada. Além de contabilizar os fãs necessários, a promoção gerou 200 mil dólares em vendas em apenas 15 dias.

Atualmente 32% dos usuários de redes sociais acessam páginas de empresas no Facebook e no Twitter pelo menos 1 vez ao mês. E nós damos nosso testemunho de que acessamos esse tipo de página diariamente. O mais importante é ter sempre em mente que, qualquer que seja a experiência ou canal oferecido ao cliente, o importante é que isso se converta em vendas.

Outra grande novidade é o Big Commerce, uma página no Facebook de uma empresa que oferecia seus serviços offline e agora lançou um aplicativo online através do qual qualquer empresa ou pessoa pode vender, comprar ou avaliar produtos. Para entender melhor como funciona o processo, basta assistir ao vídeo abaixo.

Empresas como a Levi’s já possuem uma loja dentro do BigCommerce chamada Friends Store, permitindo que os 400 milhões de usuários do Facebook compartilhem suas informações sobre as peças de roupa. Ao acessar a loja, qualquer usuário pode conferir quais são as peças mais votadas e, se desejar, entrar na brincadeira apenas clicando no botão “Connect with Facebook”. Automaticamente o Facebook mostra  seus amigos que também gostaram de algo da Levi’s e vocês começam a trocar avaliações.

Para entender melhor esse processo, que tal ver o vídeo abaixo? E vale lembrar que o que parece estranho pode virar realidade em breve: um recente acordo entre Facebook e PayPal aponta para o futuro das transações comerciais online, que por enquanto acontecem nos sites das empresas, mas em breve poderão acontecer através do próprio Facebook.

Fonte: Investors, Blog3

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