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Posts Tagged ‘brand awareness’

O Torneio de Wimbledon, um dos mais tradicionais quando o assunto é tênis, terminou ontem com a vitória do sérvio Djokovic sobre o espanhol Nadal. O jogo foi emocionante e ao longo de todo campeonato, a Nike apostou num trabalho especial de visual merchandising para destacar sua ligação como grande patrocinadora dos esportes com um dos eventos mais importantes do universo do tênis profissional (além de aproveitar para gerar ainda mais brand awareness)

Símbolo do torneio de tênis, que ocorre no Reino Unido

Confiram as fotos abaixo das vitrines da marca em Londres, em Oxford Circus.

Nadal foi a grande estrela da campanha "Live for the Game", da Nike

Fotos gigantescas foram combinadas a raquetes, bolas de tênis e bancos nas vitrines

No interior da loja, uma instalação com uma parede forrada por bolas de tênis

Nadal não venceu, mas as vitrines e a instalação causaram impacto e evocaram um dos eventos mais importantes e tradicionais do verão no Reino Unido!

Para quem gosta de tênis, as vitrines da Galeries Lafayette fizeram uma bela homenagem a Roland-Garros e seu vínculo com a marca Lacoste (basta clicar aqui para conferir fotos e vídeos).

Fotos: Reprodução, Acervo Âme Consultoria

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Falamos aqui recentemente sobre vitrines que foram inspiradas por acontecimentos que abalaram e “sacudiram” a sociedade. Primeiro, tivemos o exemplo da marca Hackett, que promoveu uma campanha para reverter parte do lucro obtido com a venda de produtos para ajudar as vítimas do tsunami que destruiu várias regiões no Japão. Em seguida, vimos a vitrine de Marc Jacobs, no West Village (NY), apoiando o casamento entre pessoas do mesmo sexo, numa verdadeira jornada em prol dos direitos humanos em NY.

Infelizmente, nem sempre os eventos impactantes e simbólicos em nossa sociedade dão boas vitrines (ou merecem tal destaque, até porque, sinceramente, não contribuem em nada para a imagem da marca). Por exemplo, o que podemos pensar a respeito da vitrine abaixo, da marca Party On, descrita pelo Yorkshire Post (do Reino Unido) como uma “loja chique”.

Em primeiro plano, vemos um boneco à esquerda, caracterizado como Osama bin Laden, segurando uma bandeira branca e “jorrando sangue”. De pé, à direita, uma manequim feminina, portanto uma arma de plástico e trajando roupas de inspiração militar. Como pano de fundo, a bandeira dos Estados Unidos.

Definitivamente, o assassinato de Osama bin Laden por militares norte-americanos foi um evento que chamou a atenção do mundo. Ficamos horrorizadas ao assistir, pela televisão, a comemoração do povo nas ruas ao redor dos EUA, afinal um criminoso de guerra deveria ser capturado e levado a julgamento, como mandam os preceitos da sociedade moderna e civilizada. Ações baseadas no famoso “olho por olho, dente por dente” nos fazem retroceder ao tempo das cavernas!

No mais, ficamos chocadas com a declaração de uma funcionária da loja Party On. Segundo ela, a marca gosta de produzir displays que chamem a atenção e que, enquanto ela estava trabalhando, apenas constatou que várias pessoas riam e tiravam fotos em frente a vitrine. Aparentemente nenhuma reclamação foi feita.

Vale tudo em nome de “chamar atenção”? Má publicidade é melhor do que nenhuma publicidade? Acho que devemos parar por alguns instantes e refletir sobre o assunto. Antes dessa foto, nunca tínhamos ouvido falar na Party On, o que faria muita gente dizer que, graças à polêmica vitrine, a loja ficou conhecida até mesmo no Brasil. Porém, para nós, a impressão em relação à Party On foi extremamente negativa. Se morássemos ou visitássemos a cidade onde fica a loja, jamais compraríamos lá. Resumindo, achamos a vitrine de um tremendo mau gosto, além de ser tremendamente grosseira! Portanto, derrubamos o argumento de que uma vitrine desse tipo seria capaz de gerar brand awareness, afinal quem se interessa se o consumidor conhece a marca, mas a associa a algo grotesco?

E o que uma vitrine desse tipo pode trazer de bom para a marca? Absolutamente nada! Que marca gostaria de ter sua imagem associada a algo grosseiro e até mesmo visto por muitos como preconceituoso? A vitrine de uma loja é o primeiro ponto de contato que a marca tem com o consumidor. Se você não conhece uma marca, mas passa por uma vitrine que lhe atrai, você se sente “puxado” para o interior da loja. Então para que jogar fora uma oportunidade de atrair clientes para o interior da sua loja e, ainda por cima, ter sua imagem associada a adjetivos nada favoráveis?

Enfim, esperamos que nenhuma outra marca, em nenhum outro lugar do mundo, resolva seguir o péssimo exemplo da Party On. Assim como o que aconteceu envolvendo a marca Kenneth Cole e a questão política no Egito (falamos sobre isso aqui), esses assuntos são delicados, envolvem questões mais profundas do que podemos imaginar e não devem ser tratados desrespeitosamente, ainda mais numa vitrine.

Fonte: Yorkshire Post

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Todos os eventos da atualidade acabam virando fonte de inspiração para vitrines mundo afora. Achamos isso ótimo, porque além de mostrar uma proximidade do universo fashion com o que está acontecendo na sociedade atualmente, também é perfeito como ferramenta para chamar atenção e gerar brand awareness, atrair divulgação gratuita e espontânea, além de mostrar alinhamento com valores importantes para marca. Já citamos alguns exemplos por aqui, como no caso da vitrine que visava arrecadar fundos para ajudar o Japão e até mesmo no caso da agência W+K. Será uma tendência?

E para aproveitar o clima de romantismo e expectativa que está rondando os noticiários do mundo todo, graças ao evento de amanhã, que tal aproveitar e conferir a vitrine da Liberty of London? Simplesmente maravilhosa, ela aproveita a celebração das bodas reais e aposta numa vitrine bem humorada, com um toque kitsch e que faz alusão ao sonho de muitas garotas que cresceram embaladas por histórias de princesas (além de dar alfinetadas na monarquia, um dos esportes favoritos dos ingleses).

Na vitrine, além de um Mini, muitas flâmulas com a Union Jack

Adesivos que fazem trocadilhos engraçados sobre casamento e realeza

Um bolo de muitos andares com uma miniatura da Rainha Elizabeth no topo

"Se você consegue ler isso, você está bem próximo de se tornar membro da realeza!"

Canecas com desenhos de antigas rainhas e princesas que marcaram a história do Reino Unido

Fotos (and many thanks to): Boy Meets Fashion

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A agência Wieden + Kennedy tem algo em comum com o mais novo casal real britânico: as mesmas iniciais (W+K = William e Kate, Widen e Kennedy). De olho num dos eventos mais badalados de abril e que já está na mídia global desde que o noivado foi anunciado, a empresa resolveu interagir com os curiosos que passam pela sua filial na Hanbury Street.

A "vitrine" do escritório da Wieden + Kennedy

A instalação na “vitrine” do escritório conta com um super bolo de quase dois metros de altura, inspirado nos bolos dos casamentos reais do passado. Será que o bolo do casório de William e Kate será parecido?

O bolo cenográfico, com quase 2 metros de altura

 Do lado direito da vitrine, a agência resolveu oferecer aos mais empolgados com as bodas reais um souvenir digital: basta a pessoa se posicionar em frente ao local indicado, seguir as instruções e, depois, seguir até a página da empresa no Facebook para “pegar” seu postal-foto. Isso nos lembrou muito a campanha Never Hide, da Ray-Ban, que também contava com fotos especiais que poderiam ser divulgadas no site da marca e no perfil do Facebook. Foi assim também que funcionou com a fotocabine do evento de lançamento da coleção de inverno da Farm.

Mais uma campanha que une vitrine interativa e Facebook

Um exemplo interessante. Atenção para a minicoroa!

Depois é só pegar sua foto no perfil do Facebook e compartilhar com todos os seus amigos!

A agência espera que os londrinos e  os visitantes especialmente atraídos pelo casamento do ano (1,1 milhões de pessoas, dá para acreditar?) se sintam um pouco mais envolvidos com o grande evento do ano. Além disso, no dia 28 de abril (um dia antes do casamento), a empresa resolveu oferecer a quem decidir passar pelo seu escritório lindos cupcakes W+K, feitos pela rainha dos cupcakes, Lily Vanilli.

A Wieden + Kennedy declarou que já que nem todo mundo conseguiu um lugar na lista de convidados do casamento real, a idéia é oferecer uma experiência especial aberta a todos. Os convidados com certeza se sentirão como os membros e amigos da família real e poderão saborear um delicioso cupcake, além de apreciar a exposição de souvenirs do casamento real, na galeria da Wieden + Kennedy (que fica no escritório da agência e é tão pequena que cabe na sua recepção!).

Amamos a estratégia da agência britânica que gerou brand awareness internacionalmente para a empresa/marca e ainda contribuiu para divulgar não apenas a agência, bem como seus serviços, usando como gancho um dos eventos mais comentados do ano, que com certeza contará com cobertura da mídia internacional. Isso sem falar na interação com o público e o belo uso da rede social, o que potencializa ainda mais a divulgação da agência. Se fosse possível, faríamos uma reverência aos colaboradores da Wieden + Kennedy, responsáveis pela brilhante idéia.

Fotos: Wieden + Kennedy

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Campanhas em formato de vídeo, dirigidas por grandes nomes do cinema e da fotografia, já se tornaram lugar comum. Chanel apostou numa mini-sala de cinema na Selfridges, em Londres, para o lançamento do seu novo perfume. E agora é a vez da Louis Vuitton se aproximar do universo do cinema. Não, não será através de figurino, nem vídeo promocional.

A maison francesa promoverá uma pop-up store durante o Festival de Cinema de Cannes, localizada na Croisette, bem próximo da sua flagship store. A pop-up da Louis Vuitton ficará aberta até o final de agosto desse ano e terá como foco roupas para noite e os acessórios mais representativos da marca.

Não temos fotos da loja, que ainda não abriu, mas que tal dar uma conferida no preview da vitrine?

Preview da vitrine, liberado pela maison francesa LV

Belíssima estratégia da marketing e branding, que gera brand awareness para a marca de luxo francesa e ainda se cria uma conexão entre a marca e um evento relacionado à cultura, arte e sofisticação, para ninguém se esquecer dos valores com os quais a Louis Vuitton quer ser associada. Bravo!

 

 

 

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Lojas que vendem materiais para diversos serviços, desde lâmpadas até ferramentas, nunca apostam em técnicas de merchandising visual ou marketing, quanto mais em vitrines (aliás, nunca vimos uma que tenha vitrine).

Imaginem, então, como ficamos surpresas quando descobrimos a Cole’s Hardware, fundada em 1920 em São Francisco, e suas vitrines inovadoras e de baixo orçamento – pulamos de tanta empolgação! Não poderia ser diferente, ainda mais quando a empresa tem como slogan “hardware for the soul” (tradução livre: ferragens para a alma).

Achamos muito interessante a opção da Cole’s, afinal a empresa trabalha com produtos que, normalmente, não são explorados no ponto de venda através de nenhuma grande ação de marketing e, geralmente, são adquiridos em função de preço, não de marca/diferenciação.

E  o retorno desse simples investimento feito pela empresa é impressionante: a probabilidade de sabermos da existência da Cole’s Hardware no Brasil era nula e por conta dessa vitrine, olha só quanta divulgação. Lá fora, a empresa ganhou brand awareness, figurando em blogs sobre merchandising visual, flickrs e outras mídias sociais, pois várias pessoas ficaram tão encantadas e surpresas quanto nós.

As vitrines foram inspiradas em clássicos das artes feitos por Van Gogh, Pollock e Michelangelo (clima artsy se espalhando por aí, conforme falamos aqui anteriormente), foram premiadas e receberam críticas maravilhosas no Yelp, site de São Francisco onde os moradores postam suas impressões sobre negócios locais, como restaurantes e lojas. E mais: todos os produtos usados na realização da vitrine estão à venda na Cole’s.

A vitrine artsy da Cole's Hardware

À esquerda, o quadro de Van Gogh; à direita, a vitrine da Cole's

À esquerda, a obra de Michelangelo; à direita, mais um detalhe da vitrine da Cole's

E procurando por aí, também achamos uma vitrine da Cole’s que está dentro da tendência color block, sobre a qual falamos aqui: cores super vibrantes e misturadas, na Cole’s elas aparecem em fitas adesivas, luvas de borracha, tesouras e outros materiais.

Muitas cores na vitrine da Cole's

Detalhes da vitrine super colorida acima

Adoraríamos que a Cole’s abrisse uma filial no Rio de Janeiro.

Fontes: Mannequin Madness, Flickr Lois Lane 74

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Não sabemos se os pontos comerciais abaixo vendem só comida ou foram projetados para que também pudéssemos comê-los com os olhos. Se fosse possível traduzir em imagens a expressão eye candy (alguém ou algo que é visualmente atraente ou agradável de se olhar), as marcas abaixo com certeza ganhariam prêmios pelo seu sucesso nessa tarefa!

O fato é que tais marcas criaram ambientes que oferecem aos consumidores uma nova forma de experimentá-las, onde o elemento da surpresa modifica totalmente sua percepção, o que torna a experiência memorável. Isso faz com que todos queiram compartilhar a novidade, inclusive através das redes sociais, o que, em útima análise, se traduz em publicidade gratuita para a marca,  brand awareness e, possivelmente, em vendas.  

A Snog é mundialmente famosa por suas lojas super modernas e coloridas. A marca nasceu do desejo de seus sócios de vender no Reino Unido o melhor e mais saudável iogurte frozen que, segundo eles, é a melhor “iguaria” que já provaram mesmo depois de rodar o mundo experimentando diversos alimentos com texturas e sabores únicos. A marca também promove novos artistas, usando seus trabalhos em campanhas e interiores. O projeto é de autoria do escritório Icon Design, que desenvolveu os espaços visando transmitir a idéia de uma marca pontuada pela longevidade e vigor necessários à expansão. O foco também foi manter a identidade da marca e criar um clima de intimidade e frescor, que atraisse um público jovem e urbano.

Detalhes do interior de algumas lojas da Snog. As mesas e bancos em formas orgânicas nos lembram cogumelos e o chão forrado de verde até parece um gramado. As cores são sempre em tons cítricos, vibrantes e fluo. Elementos de arte contemporânea, como toy art e adesivos elaborados por novos artistas são marcas registradas.

Outro ambiente maravilhoso é o da Patisserie des Rêves, em Paris, que vende todo tipo de delícias tadicionais e açucaradas da culinária francesa. O diferecial está no ambiente clean-cool, onde doces são tratados como jóias exclusivas e ficam em display dentro de redomas de vidro. Basta chegar na loja, fazer sua escolha com o auxílio de algum atendente e seu pedido será enviado para o subsolo, onde será preparado e enviado para o piso superior da loja, já embalado e pronto para ser levado.

Na Patisserie des Rêves, os doces são expostos em redomas de vidro, como jóias. A vitrine é minimalista e as estantes têm nichos coloridos.

Aproveitando o mood açucarado, a confeitaria alemã Das Neue Kubitscheck, propriedade de um punk  e ativista do Greenpeace (sim, podem acreditar!), tinha como foco repaginar a empoeirada tradição de preparar, apresentar e vender os bolos e tortas através do slogan  “Fuck the Backmischung!” (Dane-se a mistura de bolo!), que também indica o compromisso da marca com a qualidade da matéria-prima utilizada. O projeto da loja e o branding são do escritório alemão Designliga e deram um espírito totalmente moderno à confeitaria, cuja loja data dos anos 50 (contudo, alguns aspectos dignos de respeito da tradição alemã de preparar doces foram preservados). A marca faz exposições em locações inusitadas em parceria com artistas, mentes criativas e pensadores de vanguarda.

Definitivamente a marca Das Neue Kubitschechk sacudiu a poeira da confeitaria dos anos 50, mantendo apenas a tradicional qualidade e técnica alemã de preparar doces

E para os carnívoros de plantão, que tal o açougue nada convencional na Austrália, chamado Victor Churchill? A empresa nasceu em 1876 e hoje é um dos principais fornecedores dos melhores restaurantes da Austrália, China e Singapura. O escritório responsável pelo interior da loja é o australiano Dreamtime Australia Design, famoso por projetos de bares e restaurantes que combinam elementos tradicionais e modernos. O briefing era criar um espaço exclusivo, misturando o estilo dos tradicionais açougues europeus com elementos de design de ponta, visando redefinir a categoria, não apenas no país de origem, mas mundialmente. 

O açougue Victor Churchill visa redefinir a categoria através de uma loja que mistura tradição e elementos de design de ponta

Detalhe imperdível da vitrine do açougue: cortes especiais em caixas de cobre e vidro, além de um par de botas em exposição

Para fechar com chave de ouro, mais um interior incrível que pode nos fazer esquecer completamente da comida: o restaurante Germain, em Paris. O local foi totalmente revitalizado pela arquiteta India Mahdavi e a principal atração é a escultura amarela de uma mulher usando um sobretudo, cuja primeira metade fica no primeiro piso da loja (onde funciona um café), enquanto o seu tronco fica no segundo andar, que abriga a área VIP. Comer pra que, não?

A escultura que fica entre os dois andares do café-lounge é uma escultura chamada Sophie, do artista Xavier Veilhan

Fontes: The Cool Hunter, Dezeen

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