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Há tempos atrás, Karl Lagerfeld, o Todo Poderoso no comando da Chanel, nos brindou com uma parceria muito interessante: junto com a Coca-Cola Light, lançou garrafinhas que se tornaram item de colecionador e foram vendidas em pontos exclusivos, como na Colette e Galeries Lafayette. Cada uma custava 47 euros (provavelmente uma edição especial, na embalagem que destacamos abaixo, não a garrafinha simples) e a campanha, como sempre, foi fotografada pelo próprio Lagerfeld e contou com a presença dos seus “modelos protegidos”: Coco Rocha e Baptiste Giacobini. É sempre bom prestar atenção a certos detalhes: por exemplo, na foto da campanha, Coco Rocha usa uma versão feminina da roupa que se tornou uniforme de Lagerfeld – camisa branca com colarinho altíssimo, lenço preto decorado com uma jóia chamativa e luvinhas sem dedo.

Instalação maravilhosa na Galeries Lafayette (a assinatura de Lagerfeld é feita com garrafas de Coca-Cola Light)

Detalhe do projeto de visual merchandising para o lançamento da Coca-Cola Light + Lagerfeld, na Galeries Lafayette

Campanha da parceria com a Coca-Cola Light

A embalagem maravilhosa da garrafinha especial

A parceria com a Coca-Cola está de volta, dessa vez com três novas garrafas que foram criadas para a Diet Coke/ Coca-Cola-Light e que serão vendidas com exclusividade na Harvey Nichols e em outros pontos especiais, como na Colette (foi realizada uma pré-venda virtual dia 7/05 e no dia do lançamento, 9/05, o produto já estava esgotado!) e na Printemps (que arrasou no merchandising visual no interior da loja, dando bastante destaque ao lançamento do produto).

As novas garrafas decoradas

Novamente, a campanha ficou aos cuidados do Kaiser. Durante o evento de lançamento, os garçons que ajudaram a apresentar o produto estavam “fantasiados” de Karl Lagerfeld – detalhe que nós achamos particularmente maravilhoso, pois adicionou uma boa dose de humor à ação de divulgação (sem falar que Lagerfeld já se tornou um ícone e adoramos qualquer coisa que remeta à sua imagem: ursinhos, toy art, sacolas, etc.)

A campanha da parceria com a Diet Coke

E que tal conferir como foi fotografada a campanha acima?

Qual deles é o Kaiser de verdade?

Abaixo, alguns dos detalhes do trabalho de merchandising visual na Colette e na Printemps. As garrafinhas ainda podem ser encontradas num box de formato triangular, especialmente desenhado pelo próprio Lagerfeld, que vem com os três modelos diferentes. O preço? 49 euros !!!

Bar especialmente montado na Colette para divulgar o produto

Uma vitrine incrível na Printemps, com as garrafas em tamanho gigante

Outra vitrine na Printemps, combinando garrafas gigantes com neon rosa

Deu até sede, né? Hora de brindar com o Kaiser e uma Coca-Cola Light geladinha… Cheers!

Fotos: Reprodução, Loja Villa, Über Fashion, Fashion Victim, i-First Person Singular, Exame, Tokidoki, Front Row 

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O caso de amor entre a marca Chanel e Colette está abalando Paris! Anunciamos aqui a abertura da pop-up store e agora já temos fotos para mostrar a vocês! Enjoy!

Fachada da pop-up store, com os horários de funcionamento e dos eventos escritos no vidro, de maneira bem despojada

Panorâmica do interior da loja. Reparem que o azul, cor-símbolo da Colette, aparece em vários detalhes dentro do espaço, inclusive no móvel azul à direita, que é em forma de "c"

Adoramos essa mesa expositora!

Outra parte do interior da loja - araras, manequins, grafite e displays diferentes misturados no mesmo ambiente

O azul-colette é onipresente. Reparem no balcão em forma de "c", nos cubos expositores e outros móveis e até nos toys em forma de urso, segurando bolsas Chanel

Mais detalhes do interior da loja. Os provadores com paredes grafitadas ficaram incríveis!

Acima, Petite Coco muito elegante, combinando traje Chanel com o azul-Colette; fotocabine ("must have" de todo evento moderno); embalagem com a ilustração by Karl Lagerfeld; cupcake bar cheio de delícias; jaqueta Chanel com broche em formato de Lagerfeld (AMAMOS!!!!)

Demonstração de camélias do artesão do Lemarié; no alto, à direita, Kevin Lyons grafitando bolsas Chanel; abaixo, Soledad também imprimindo sua arte nos produtos da maison francesa

Fotos: Another Mag, Colette, High Snobiety

 

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Lagerfeld, acreditem, tem seu lado rock’n’roll. Entre 1 e 10 de março, Chanel e Colette se unem numa pop-up store que ficará alojada num antiga garagem, bem industrial, com 200 metros quadrados, no endereço 336-340 rue Saint-Honoré. A loja oferecerá bolsas grafitadas, capecetes para donos de scooters e CDs, além de produtos Chanel s/s 2011 e de outras marcas, inclusive de jovens designers, selecionados pela Colette. Tudo ao som do famoso DJ Michel Gaubert.

Coco segura uma bolsa Colette: luxo e vanguarda em dose dupla, numa atmosfera rock'n'roll

Ilustradores, grafiteiros e outros artistas, como Kevin Lyons, Soledad, André, Fafi e SO-ME, estarão presentes, em dias e horários diversos, customizando alguns modelos de bolsas. Se a sua praia for entender mais sobre a maison mais famosa da França, uma demonstração de como são feitas as famosas camélias, símbolo da Chanel, acontecerá dia 2 de março, comandada pelos profissionais do couture atelier Lemarié.

Além disso, o espaço também abrigará um nail bar e um cupcake bar. Ótimas opções para quem quiser relaxar enquanto decide o que comprar (detalhe: uma boneca colecionável, feita por Karl Lagerfeld, estará dsponível. Será a nossa querida Petite Coco?).

Horários e mais informações aqui. Fotos em breve!

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…UM FINAL DE SEMANA COR DE ROSA!

Vitrine homenageando Barbie, na Colette

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Todd Selby retratou interiores de casas, apartamentos, estúdios e ateliês de personalidades artsy sem retoque algum e convidou os proprietários dos espaços a preencher um questionário, para que cada um revelasse detalhes particulares e curiosidades sobre a relação estilo pessoal – espaço – criatividade. O projeto virou livro, que foi lançado em abril deste ano, mas antes disso, a Colette, sempre na vanguarda, conseguiu alguns exemplares em março e programou uma série de eventos envolvendo o lançamento do livro.

O mais bacana desse lançamento antecipado foi a vitrine-ambiente produzida pela Colette especialmente para o evento, na qual os clientes podiam entrar, relaxar um pouco, cantar num karaokê e folhear o livro (e comprá-lo, claro). Achamos a idéia simplesmente sensacional, ainda mais porque explora muitos sentidos ao mesmo tempo, como mencionamos aqui, fator indispensável quando a marca (no caso, a Colette) pretende desenvolver conexões emocionais com seus clientes, extrapolando os argumentos e benefícios racionais. Como diria Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi, “os sentidos são a via expressa para as emoções humanas” e, com certeza, quem se emociona se torna mais “aberto” ao consumo.

Vitrine The Selby na Colette, totalmente interativa (março, 2010)

 

Outro ângulo da vitrine interativa

Como se não bastasse, a Colette promoveu o The Selby Shop, com lançamento do livro The Selby Paris (com edição limitada, lógico), exposição, venda de objetos correlatos e até mesmo projeção de um filme.

Detalhes da exposição e da pop-up store The Selby na Colette (março, 2010)

Fontes: fotos da vitrine, Blog 284; fotos do The Selby Shop na Collete e mais informações sobre eventos relacionados, aqui

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A DC Comics comemorou seus 75 anos com muito estilo. Entre 31/05 e 05/06 (sim, curtíssimo prazo) a Colette homenageou alguns dos super heróis mais famosos do mundo com a ajuda poderosa de alguns designers e marcas que amamos: Alexis Mabille, Balmain, Lanvin, Karl Lagerfeld, Sonia Rykiel, Maison Michel, Pierre Hardy, Julien David, Thierry Lasry, Repetto e Roger Vivier.

Vitrine comemorativa da Colette em homenagem aos 75 anos da DC Comics

 

As marcas e designers citados acima já estão acostumados a criar roupas e acessórios que transformam qualquer simples mortal em um super fashionista e não decepcionaram ao homenagear Super Homem, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Mulher Gato, entre outros, com criações incríveis! Confiram abaixo:

Sonia Rykiel e Maison Michel criaram para a Mulher Maravilha; Balmain fez uma tee em homenagem ao Batman; as botas da Mulher Gato são de Roger Vivier; e os óculos de Thierry Lasry para Plastic Man

As sapatilhas Repetto foram inspiradas no Flash; a camiseta do Batman é Lanvin; a bolsa do Super Homem, por Pierre Hardy; as luvas inspiradas no Lanterna Verde por Karl Lagerfeld; a gravata borboleta é criação de Alexis Mabille e faz referência ao Coringa; e a echarpe do Super Man é criação de Julien David

Agora já dá para virar super herói quando der vontade, com muito estilo!

Fonte:  Fashion Indie (foto da vitrine), The Blot Says (fotos das roupas & acessórios)

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Certos conceitos de marketing e varejo despontam no exterior e chegam aqui meio deturpados. Um deles é o conceito de flagship store ou concept store. Em vários países da Ásia, Europa e nos Esatados Unidos, as flagship stores tornaram-se referências nas principais cidades associadas à moda, comércio, cultura e entretenimento.

Detalhe do interior da Colette, em Paris, que seleciona os produtos que revende dentro de um rídigo padrão de estilo de vida. A loja tem fama internacional e é capaz de dar às marcas que a ela se associam o status de cool. Além disso, abriga exposições e lançamentos de produtos exclusivamente desenvolvidos para a loja.

A palavra flagship poderia ser traduzida como nau capitânia, ou seja, navio em que se acha embarcado o capitão e aquele cujas ordens todos os demais navios deverão seguir. A idéia se transfere para o universo do varejo como a loja onde a essência da marca estará representada de uma maneira inovadora, devido ao altíssimo grau de investimento envolvido e conceito revolucionário, demonstrando sua grandeza e posição no segmento de varejo ao qual pertence. Essa espécie de loja existe para estabelecer e comunicar força e potência da marca, carregando o grande impacto do novo. Difere em vários aspectos das lojas denominadas de piloto, uma vez que essas gozam do mesmo nível de investimento financeiro, nem de inovação.

 

O conceito de concept/flagship store surgiu ao longo dos anos 90, quando grandes marcas desenvolveram a idéia de grandes espaços comerciais voltados para um determinado tema ou estilo de vida, ao invés de criar uma experiência de venda segmentada em vários departamentos. Um das primeiras lojas conceito abertas no mundo foi a 10 Corso Como, em Milão (uma curiosidade: uma das proprietárias da loja já foi editora da Vogue) , seguida pela internacionalmente famosa Colette, em Paris e, em seguida, pela Quartier 206, em Berlim.

Um pedacinho do interior da 10 Corso Como em Milão.

 Alguns exemplos de concept store são mundialmente conhecidos, como Niketown, a Levi’s de São Francisco e Nova Iorque, a loja da Barbie (em Buenos Aires, Shanghai e outros lugares do mundo) e a loja da Appel, em Nova Iorque.

A Niketown nasceu depois que a empresa escolheu cidades-chave ao redor do mundo que fossem verdadeiras vitrines para o grande espaço que pretendiam construir e instalaram suas lojas no coração comercial de cada uma, em edifícios que lembrassem grandes ginásios que existiam antigamente em centros urbanos. Todas as Niketowns ao redor do mundo oferecem aos clientes e visitantes em geral um ambiente totaltemente focado em somente um tema: esportes. O objetivo é que cada pessoa saia da loja sabendo, pelo menos, um pouco sobre a marca, algum esporte ou atleta.

Detalhe da Niketown em Londres, conhecido como "Studio"

Outra marca que inovou e surpreendeu seus clientes com suas flagship stores foi a Levi’s. Tudo em seu interior é diferente, da exposição dos produtos, como se fossem alimentos dentro de um supermercado, até a possibilidade do cliente customizar seu jeans, o que é um belo fator de diferenciação. Na loja de São Francisco o cliente também encontra a sua disposição um scanner que tira suas medidas corporais com precisão e desenvolve um jeans totalmente exclusivo, único, perfeito para o seu corpo. Além disso, também é possível vestir seu jeans e mergulhar em uma espécie de banheira (num processo conhecido como shrink-to-fit). Logo após o mergulho refrescante, o jeans passa por um processo de secagem no corpo do cliente, com o auxílio de secadores especiais, para obter um ajuste perfeito.   

Detalhe do Tailor Shop, dentro da loja de São Francisco da Levi's, onde o cliente pode customizar seus jeans ou qualquer outro produto adquirido na loja

 Um exemplo que encanta até mesmo quem não é fã da boneca é loja conceito da Barbie, que possui filiais ao redor do mundo, inclusive uma bem pertinho do Brasil, em Buenos Aires. Definitivamente não é mais uma loja qualquer, mas um verdadeiro pólo de entretenimento, para as meninas e suas mães. Além de oferecer a oportunidade ao cliente de customizar sua Barbie ideal num computador, no qual todos os detalhes podem ser escolhidos (da cor da pele aos cabelos, passando pelas roupas), o edifício possui espaço para abrigar festas infantis, um vestiário onde as crianças podem experimentar o figurino da igual ao da boneca, em tamanho real, além de spa para cuidar das unhas e cabelos e sorveteria. No último andar, as mães podem se deliciar num restaurante comandado por um chef internacional.

A fachada da loja da Barbie em Buenos Aires, no bairro de Palermo

Um detalhe presente em todas as flaship stores da Barbie: um cilindro de vidro que rodeias as escadarias, adornador por todos os modelos de Barbie já produzidos (na foto, o interior da loja de Londres)

No Brasil também já temos alguns belos exemplos de lojas conceito, como a da marca Havaianas e Melissa. A loja conceito da Havaianas é uma  verdadeira brand experience: nela o cliente pode customizar seu par de Havaianas com inúmeras combinações de solas, tiras e pins, além de encontrar a instalação “barraca de feira”, que nos remete à origem popular da sanália de dedo. Toda a linha Havaianas está disponível na loja, da mais simples a mais sofisticada, dos modelos de exportação, passando pelas bolsas. O espaço foi criado pelo arquiteto Isay Weinfeld.

A barraca de feira nos remete aos primórdios da comercialização das Havaianas

 

O cilindro de vidro, que serve de display para a linha de bolsas e acessórios da marca, e o paredão com todas as cores de Havaianas, que dá um toque alegre à atmosfera da loja

A Galeria Melissa (que realmente é mais do que uma loja conceito, é um mix de galeria de arte e loja), também em São Paulo, já abrigou exposições de roupas da estilista Vivienne Westwood (que criou lindos modelos em parceria com a marca), da boneca Barbie e a cada coleção lançada passa por alterações. A prova disso é a fachada do espaço, em constante mudança, sempre em parceria com artistas de vanguarda e profissionais da arquitetura e design de renome.  Em seu interior, além de comprar Melissas, as clientes podem visitar o jardim artificial, com flores de resina, além de visitar exposições e comprar livros e outros objetos, produzidos por marcas de vanguarda com exclusividade para a Galeria.

Detalhe da fachada da Galeria Melissa, durante a coleção inspirada na temática africana

Detalhe do jardim plástico, que fica no interior da loja, como um jardim de inverno

Detalhe do interior da área de exposição de produtos, dentro da Galeria

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