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Posts Tagged ‘commes des garçons’

Os animais estão em várias vitrines por aí: Louis Vuitton, Anthropologie, Hermès, Bonpoint, etc. Parece até que a tendência de animal print passou para as vitrines, que resolveram mostrar a “fonte de inspiração” dessas estampas que tanto amamos!

E quando conferimos as fotos do interior da loja I.T Beijing Market (uma parceria entre a gigante do varejo de Hong Kong I.T e a marca Commes des Garçons) quase gritamos de tanta emoção: mais animais, só que dessa vez, no interior da loja. Sim, esculturas gigantescas no interior da loja que vende todas as linhas da marca Comme des Garçons e ainda tem corners com produtos Rick Owens, Dior Homme, Martin Margiela, Visvim e Thom Browne.

Acreditamos que essas esculturas de animais como parte do VM da loja só podem ser idéia da querida Rei Kawakubo, que prega a teoria do beautiful chaos (definitivamente, tudo isso dentro de uma loja é lindo, mas deixa o ambiente meio “caótico”, não é?).

Confiram!

Passarinhos

Elefante

Pelicano

Para quem não curte muito o mundo animal, separamos alguns detalhes que são igualmente lindos e merecem destaque.

Violoncelos gigantes no meo da loja

Parede cheia de canecas

Detalhe da parede acima. Que fofura!

Fonter: Superfuture, Hypebeast

 

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Nós podemos apostar que você já ouviu falar em pop-up stores. NÃO?! Hum, então pode ser que este post ajude um pouco. A primeira vez que escutamos falar em pop-up retail (varejo pop-up) foi em 2004 (!!!), numa matéria sobre tendências do site Trendwatching .  O site, então, já apontava como tendência a manifestação temporária do varejo ao redor do mundo, pelos Estados Unidos e Europa.

A idéia era bem simples: se novos produtos vêm e vão, por que será que as lojas que os abrigam também não poderiam fazer o mesmo?  A versão pop-up de marcas consagradas acrescentou ao varejo tradicional uma bela dose de frescor, exclusividade e surpresa que tradicionalmente poderíamos apontar como características de galerias de arte (sempre abrigando trabalhos e mostras de novos artistas), teatros e, para citar um exemplo conhecido de todos, do Cirque du Soleil (que tem sempre um novo espetáculo na manga, com novos números e em diversas cidades ao redor do mundo).

Podemos dizer que são elementos da “tendência pop-up” a surpresa, o entretenimento, a “exclusividade para as massas” (que deve ser entendida como uma oportunidade dos consumidores, já acostumados a bens e serviços de alta qualidade, terem acesso a mais exclusividade e a um status diferenciado. Por exemplo, os lounges das companhias aéreas nos aeroportos se encaixam dentro dessa tendência.), o caráter temporário dos empreendimentos e a “espontaneidade planejada” (que soa contraditório, mas deve ser entendido como a vontade dos consumidores de tomar decisões espontanemente sobre o que fazer ou o que comprar, pois a única coisa que eles aparentam ter vontade de planejar é como ser espontâneos).

Nós, como boa parte dos consumidores e apaixonados por coisas bonitas e divertidas, adoramos uma flagship store e uma loja bem decorada e inovadora em seu interior, mas uma pop-store dá um toque cool e de agilidade à marca que a adota, sendo uma nova plataforma de comunicação com o público em geral (os já consumidores da marca e aqueles que ainda não a conhecem). Além disso, vários representantes do universo do e-commerce, como a Amazon, aderiram à tendência e abriram pop-up stores na época do Natal em Londres e Düsseldorf, ganhando uma bela parcela da atenção offline do público.

A marca mais lembrada quando o assunto é pop-up store é a Commes des Garçons, que abriu sua primeira loja temporária em Berlim, em março de 2004, com previsão para durar 1 ano, nem um dia a mais, nem um a menos. A loja ficou conhecida como Guerrilla Store  e se espalhou, sempre com um período de duração de 1 ano, por outros lugares do mundo: Los Angeles, Varsóvia, Colônia, Singapura, Atenas, Beirute, entre outras cidades ao redor do mundo.

O interior da Guerrilla Store em Varsóvia, que ficou instalada dentro de uma loja de frutas do período stalinista. Cool, very cool.

O mais interessante é que todas as lojas foram abertas em grandes e famosas cidades, mas sempre longe dos lugares mais badalados e em espaços inusitados (em Varsóvia, a pop-up store foi aberta numa mercearia do período stalinista), sempre com uma decoração realizada com orçamento limitado, o que não foi obstáculo para a realização de um belíssimo trabalho de visual merchandising, totalmente impressionante.

O cartaz anunciando a abertura da Guerrilla Store em Los Angeles

A Guerrilla Store de Los Angeles ficava num beco. Localização duvidosa para abrigar uma loja de uma marca de luxo, não?

Difícil acreditar que neste beco existia uma pop-up store, não? Prova de que a moda é território para quem tem gosto pela aventura!

Finalmente, uma pista de que a Guerrilla Store era realmente ali.Ufa!

O conceito usado pela Commes des Garçons deu aos consumidores algo que foi percebido como exclusivo, marcado pela sensação de descoberta e de aproveitar ao máximo enquanto for possível. Por outro lado, a marca usou o canal para introduzir rapidamente novos produtos ao redor do mundo.

O ambiente dentro da loja era mais animador, reforçando a sensação de descoberta, de ultrapassar um obstáculo e chegar ao prêmio prometido.

E que prêmio! Mesmo com um orçamento limitado, o visual merchandising da pop-store foi de tirar o fôlego (e muito mais interessante do que o interior de muita loja por aí)

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