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Posts Tagged ‘fotografia’

Com tantas câmeras disponíveis atualmente em nossos celulares, laptops e outros gadgets, tirar fotos tornou-se algo trivial. Todo mundo se sente um pouco fotógrafo profissional, até mesmo um pouco jornalista investigativo e até um pouco artista. Todos os dias somos soterrados com milhares de imagens digitais, que compartilhamos com nossos amigos minutos após capturarmos aquilo que nos chamou atenção.

Ben Powell, no entanto, estava com saudades das fotos de antigamente, que tirávamos com máquinas analógicas e resolveu prestar uma homenagem ao acessório que, hoje em dia, quase já pode ser taxado de vintage. Aproveitou a vitrine da Kuji Shop, no Reino Unido, para fazer uma instalação em sua vitrine, que combina manequins com câmeras analógicas penduradas no pescoço e vários rolos de filmes, formando a palavra focus (foco, em português, também conhecido como ponto focal).

A fachada da Kuji Shop, como fotos e manequins que levam máquinas analógicas penduradas no pescoço

Detalhe dos rolos de filme, que foram colados bem juntinhos para formar a palavra "focus"

Para ver o processo de criação da vitrine, basta assistir ao vídeo abaixo. Para matar as saudades das máquinas analógicas, basta lembrar da famosa e super trendy Lomo.

Fotos e vídeo: Go Get Creative

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JOGO DOS SETE ERROS

A vitrine com a foto no cavalete

A foto

 A Fendi fez uma brincadeira interessante na vitrine de uma das suas lojas: reproduziu em seu interior a ambientação captada em uma foto, que encontra-se presente na própria vitrine, apoiada num cavalete. Dá até para brincar de jogo dos sete erros, não?

Fonte: The Window Shopper

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Depois de falarmos ontem sobre a divertidíssima vitrine da Louis Vuitton na Bond Street, outra marca tradicional, com loja na mesma rua em Londres, renova seu espírito ao investir numa vitrine totalmente antenada a um dos assuntos mais importantes da moda desde o século passado: street style.

Os consumidores ganharam poder e espaço dentro das empresas de moda, que não produzem mais uma coleção sem contar com a participação, de alguma maneira, de clientes e das consultorias e assessorias independentes (entre eles, os blogs de moda e de street style). As novas mídias e a globalização deram voz aos consumidores de moda e os aproximaram mais das marcas, eliminando alguns intermediários (como as tradicionais revistas e suas editoras superpoderosas) e consagrando o fenômeno bubble up (que é marcado, principalmente, pela influência do street style nas grandes marcas de moda, que antes reinavam absolutas como as grandes lançadoras de tendências). É claro que a marca não perdeu seu controle/poder, mas definitivamente teve que se adaptar às mudanças sociais e culturais que a tecnologia promoveu nas últimas décadas.

Scott Schuman, criador do blog The Sartorialist,totalmente dedicado ao stree style

A  Hermès  (também falamos sobre ela aqui e aqui) inovou mais uma vez, unindo bom humor e um tema bem contemporâneo e badalado. Famosa por suas bolsas feitas manualmente e sob encomenda e echarpes estampadas de seda que viraram ícones de moda e estilo, a marca se empenhou, através das vitrines abaixo, na revitalização da sua imagem (definitivamente tirando a poeira que alguns consumidores mais jovens podem associar à tradição) e, simultaneamente, na conquista de novos consumidores (mostrando que produtos icônicos podem fazer parte de looks modernos e joviais).

Mas como funcionaria uma “parceria” entre a tradição da Hermès e o olhar contemporâneo de Scott Schuman, do mundialmente famoso e celebrado blog de street style, The Sartorialist? Confiram…

Fotos de street style na vitrine da Hermès. Algum produto foi exposto?

Não houve nenhuma parceria oficial entre a marca e o blogueiro/fotógrafo, mas o trabalho de Scott Schuman definitivamente foi a fonte de inspiração para essas vitrines da Hermès. Olhando rapidamente, parece uma vitrine extremamente simples, só com uma foto, mas se olharmos de perto, teremos uma grande surpresa…

Os produtos "de verdade" estão "camuflados" na própria foto. Quase não dá para vê-los!

Olhando com atenção, descobrimos que acessórios “de verdade” foram incorporados à foto. A vitrine é tão incróvel e bem produzida que somente com muita atenção conseguimos perceber quais são os acessórios que fazem parte da foto e quais são aqueles que estão fisicamente expostos. Na foto acima, por exemplo, o relógio, o bracelete, os anéis e a echarpe de seda não fazem parte da foto e estão lá, expostos como numa vitrine tradicional – só que de uma maneira totalmente surpreendente!

O lenço no pulso do rapaz está realmente exposto na vitrine e não faz parte da foto

É muito importante destacar que, através dessa vitrine, também é possível divulgar que a marca pode fazer parte do estilo de vida de qualquer pessoa: homens e mulheres, de todas as idades. Não importa quem você seja, sempre haverá uma maneira diferente de usar um produto Hermès. Basta olhar para a foto acima para entender isso.

A echarpe, o relógio e o colar não fazem parte da foto. Em algumas fotos fica fácil dizer o que foi adicionado posteriormente.

Outro detalhe interessante é perceber que, em boa parte das fotos, os modelos que foram clicados são bem jovens, o que promove uma associação, na mente dos consumidores, que a Hermès não está parada no tempo e seus produtos, apesar de serem ícones, não estão ultrapassados e podem ser usados em looks totalmente contemporâneos e muito cool.

Em todas as lojas, além das fotos com acessórios que foram adicionados posteriormente, existem vitrines tradicionais, com um painel onde vemos a foto de uma rua e um manequim usando peças Hermès. Só para não assustar os consumidores mais… “caretas”.

Vitrines mais tradicionais também estavam presentes, mas abordando também a estética das fotos de street style

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Quem passa por uma vitrine sempre pode ver, do outro lado do vidro, manequins estáticos que parecem olhar para o nada, passivos. E se eles estivessem olhando de volta para nós? E se estivessem observando a vida do outro lado do vidro?

As fotos de David Law  retratam a mobilidade e a vida das cidades refletida nos vidros de vitrines de onde manequins sem vida nos encaram dia após dia, numa tentativa de entender como a nossa realidade invade e participa das vitrines e como elas interagem de volta com as cidades. Por outro lado, as fotos são como uma crítica à futilidade inerente ao consumo e à beleza inatingível.

Algumas das fotos de David Law

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