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Posts Tagged ‘galeria de arte’

Último post da semana “referência ou coincidência?“: balões na vitrine da Galeries Lafayette em dezembro de 2010 e na vitrine da H&M, em fevereiro de 2011.

Vitrine Galeries Lafayette

Detalhe dos balões carregando frascos de perfume

Vitrine da H&M

Fotos: Journal des Vitrines e Mes Vitrines NYC

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Lembram quando falamos sobre as guerilla stores aqui? Commes des Garçons, sem dúvida alguma, foi e sempre será a marca que servirá de exemplo quando o assunto for loja temporária com visual invodador. E quando pensávamos que ela ficaria nos provocando com pop-up stores misteriosas e diferentes, outra surpresa: uma flagship store gigantesca em Seoul, que parece uma mistura de toca de coelho futurística e espaço de consumo conceitual, localizada numa área badalada da cidade, o que demonstra a preocupação e interesse da marca de ter lojas permanentes carregadas de conceito e design, em lugares culturalmente interessantes.

O visual da flagship store em Seoul

São 1.600 metros quadrados (a maior loja da marca até agora) totalmente remodelados, aproveitando a estrutura de um prédio que já existia. O projeto foi liderado pela designer  e fundadora da marca, Rei Kawakubo, e resultou num espaço que mistura vidro e laqueado branco. São sete “andares” com todas as linhas da marca, o que demonstra uma preocupação com o crescente número de fãs-consumidores na Coréia do Sul, além de uma galeria de arte (a segunda da marca dentro de uma de suas lojas) e a filial de uma padaria/restaurante.

Fachada da loja, toda em vidro e p&b

O primeiro andar abriga a primeira filial da Rose Bakery fora da Europa e um espaço permanentemente dedicado ao guerilla retail, chamado Play Box, mas o destaque da loja, sem dúvida alguma, vai para os cantinhos mais escondidos, corredores encapsulados que conectam os andares da loja e servem de loja/galeria, com uma seleção especial de produtos da própria marca e também de outros desginers e artistas, como o chapeleiro Stephen Jones.  O lançamento foi marcado por uma frota de Mini Coopers pretos estampados com bolinhas brancas, que circularam pela cidade e, depois, ficaram parados em frente a loja (foto acima).

Os túneis misteriosos que conectam os 7 andares da loja e abrigam uma seleção especial de produtos da própria marca, além de outros criados por designers e artistas mundialmente reconhecidos

Sapatos expostos dentro de caixas de vidro em um dos corredores-túneis misteriosos

O subsolo do prédio, que no esboço do projeto acima aparece com o nome de SIX, abrigará uma galeria de arte com exposições três vezes ao ano, a partir de outubro de 2010 (inicialmente no dia 21/10). Na inauguração, obras de David Lynch, o que, de certa forma,  demonstra o comprometimento da marca com artistas de vanguarda e contemporâneos.

O subsolo da flagship store abrigará a segunda galeria da marca, chamada SIX, com exposição a partir de 21/10

 Como mencionamos acima, a CDG tem diversas linhas, entre elas a Black (com peças em branco, preto e cinza apenas), lançada por Rei Kawakubo durante a crise econômica e que se tornou sucesso absoluto de vendas, superando em 50% as estimativas iniciais. A idéia foi unir o shape desconstruído, assinatura da marca, com tecidos comuns, menos sofisticados, em produtos com preços acessíveis.

Os produtos da linha Black tem um espaço especial para sua disposição

Outra linha que ganhou um espaço próprio foi a Play, conhecida de todos graças ao icônico coração com dois olhinhos, criado pelo designer gráfico Filip Pagowski. O que muita gente não sabe é que essa linha é desenvolvida por outro grande nome da moda e protegido de Rei Kawakubo, Junya Watanabe.

Produtos da linha Play, inclusive a parceria com a marca Converse, em destaque na loja

A disposição de produtos é feita em paredes e cubos brancos, com nichos em algumas de suas faces, além de módulos posicionados nos espaços, sempre em linhas simples e muito clean. Desta forma, a marca garantiu que características da sua identidade fossem representadas, como minimalismo (não confundir com simplicidade ou algo simplório), sobriedade e, claro, seu posicionamento avant-gard.

A disposição em paredes com nichos e linhas simples e clean garante que os produtos sejam o principal destaque no interior da loja, além de manter a identidade da marca

A coleção de malas de viagem está exposta em blocos gráficos e estampados, ao longo de outro corredor

Produtos da linha "Beatles", que foi frebe na Coréia do Sul, exposto separadamente das outras linhas

Fonte: Wallpaper

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A loja Chanel, no SoHo, reabriu semana passada (dia 09/09), um dia antes do evento mundialmente badalado Fashion’s Night Out (10/09). Depois de cinco meses fechada para reformas, a loja abre novamente suas portas aproveitando a passagem de Karl “Kaiser” Lagerfeld por Nova Iorque, onde recebeu o prêmio Fashion Visionary Award do Couture Council.

Poster anunciando a reabertura da loja do SoHo

Com a colaboração do parceiro de longa data da marca, Peter Marino (também responsável pela maravilhosa flagship store da Louis Vuitton em Londres, que mencionamos aqui), a nova loja-galeria apresenta os tradicionais produtos Chanel (alguns deles exclusivamente vendidos só nessa loja), além de trabalhos dos artistas Alan Rath, Gregor Hildebrandt e Robert Greene, num verdadeiro mix entre moda, arte e entretenimento no ponto-de venda.

Visão parcial do interior da loja Chanel no SoHo, projeto de Peter Marino

É fundamental destacarmos que a associação moda-arte é uma excelente forma de posicionar os produtos de luxo no inconsciente dos consumidores como “pequenas obras primas”, o que reforça a idéia de exclusividade e, de certa forma, ajuda a justificar os altíssimos preços dos produtos à venda. Além disso, como já comentamos tantas vezes, não existem mais, pelo menos no exterior, espaços comerciais que sejam apenas pontos-de-venda de produtos. Ninguém mais quer sair de casa apenas para comprar. Os consumidores querem diversão e interação, afinal se for para comprar um produto sem emoção, é mais fácil fazê-lo via internet (e com Net-a-Porter, além das lojas virtuais das próprias marcas de luxo, isso não é mais um problema).

Uma das principais atrações da loja, além das linhas exclusivas de produtos e obras de arte, é um imenso frasco de Chanel No.5, com mais de 3 metros de altura, todo feito em acrílico e iluminado com LED, onde os clientes poderão ver as imagens dos desfiles da Chanel em Paris, além de video art do multitalentoso Karl Lagerfeld.

Tela de plasma? Isso é para lojas comuns. Na Chanel os desfiles e video art são transmitidas num frasco de Chanel No.5

Sempre adoramos como a marca Chanel é gerenciada, com ênfase em sua própria história, símbolos e ícones, misturando com perfeição tradição e contemporaneidade, o que confere vida nova a produtos que estão no mercado há muitos anos, como o perfume Chanel No.5. Muitas são as histórias e mitos sobre o lançamento do perfume e seu frasco, o que, diga-se de passagem, é outra característica de Chanel: toda sua trajetória é um verdadeiro mistério e nunca saberemos com certeza o que se esconde atrás de cada criação. Talvez por isso seja uma marca tão desejada e celebrada até hoje, com tantos fãs. 

Frascos do perfume Chanel No.5, na versão pop art de Andy Warhol

Tudo sobre a loja da Chanel no SoHo está aqui. E para entender melhor como o frasco de Chanel No.5 é importante para a história da marca e marca presença no inconsciente de seus consumidores, basta clicar aqui para ver imagens do lançamento inovador do perfume Eau Première, uma verdadeira experiência de marketing sensorial.

Fonte: Hint

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