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Posts Tagged ‘galeria melissa’

Recentemente vários jornais noticiaram que uma onda de “desenhos” feitos com post-its decoravam janelas de escritórios franceses. Os temas eram diversos: personagens de desenhos animados, de jogos de video game, de livros infantis, de filmes e até mesmo do badalado jogo Angry Birds.

Você reconhece todos as personagens acima?

Angry Birds e personages de jogs e desenhos animados invadiram as janelas de prédios comerciais

Não é de hoje que os post-its fazem sucesso e são usados para decorar vidros por aí. Várias vitrines já abusaram dos bloquinhos coloridos nos quais anotamos nossos lembretes e recadinhos e criaram painéis maravilhosos, padrões geométricos e outras decorações incríveis (veja mais aqui, aqui e aqui)

Vitrine da Bergdorf Goodman, de junho de 2006

Detalhe da vitrine da Anthropologie

Por aqui, ficamos impressionadas com o trabalho feito no exterior da Galeria Melissa, em São Paulo, que foi coberta por post-its nos quais os visitantes deixavam recados e declaravam seu amor à marca.  Para o lançamento da coleção Melissa Power of Love, a marca fechou parceria com a Post-it® e usou 350 mil folhas coloridas, com 30 mil recadinhos espontâneos (lovemark é isso aí!). Posteriormente foi feita uma animação executada por 25 animadores ao longo de 5 meses, fotografada passo a passo. Confiram abaixo o making of da animação e o resultado final.

Detalhe da fachada da Galeria Melissa

E vocês acham que a onda de post-it na vitrine já esfriou? Então confiram o recente trabalho de merchandising na vitrine da marca Paul Smith. Divertido, não?

Vitrine Paul Smith, com um smiley feito com os tradicionais post-its amarelos

Fotos: BBC , Maria Vitrine, Acervo Âme Consultoria,

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Dose dupla de “referência ou coincidência?” aqui no blog.

Começando com a vitrine da Bergdorf Goodman e o exterior da Galeria Melissa (falamos sobre eles aqui) e a vitrine abaixo, em Londres, da Club Monaco para a Browns. Post-it em alta!

Galeria Melissa

Vitrine da Bergdorf Goodman

Club Monaco para Browns

E que tal usar pregadores na sua vitrine? A Anthropologie apostou na idéia e usou o material com maestria para criar uma espécie de vestido, que nos lembrou ouriços. Já a Whistles, em Londres, não aproveitou tão bem o material…

Vitrine Anthropologie (detalhe)

Vitrine Whistles

Fotos: Reprodução, Confashions from Kuwait

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Adoramos um post-it, não é? Por mais que nossa memória esteja afiada, quem não gosta dos pequenos e coloridos papéis, nos quais podemos anotar o que devemos fazer, deixar recadinhos fofos e até fazer desenhos?

O coletivo Illegal Art, em outubro de 2006, criou uma instalação no SoHo, em Nova Iorque, para lembrar as pessoas das suas tarefas, promessas e compromissos. Uma lista gigante de “coisas a fazer”.

Lista gigante de afazeres, criada pelo coletivo Illegal Art, em NY

Já a nossa querida Bergdorf Goodman, em junho de 2006, criou vitrines nas quais rostos bem conhecidos por todos nós foram reproduzidos através da colagem de milhares de post-its coloridos.

 

Vitrines das Bergdorf Goodman, em junho de 2006

 

E eis que ontem, quando ficamos sabendo do lançamento da coleção de outono-inverno da Melissa, não pudemos deixar de ver as fotos (afinal, somos fãs dos sapatinhos de plástico desde que foram lançados) e nos deparamos com o exterior da Galeria Melissa, em São Paulo, coberto por post-its coloridos! As blogueiras e demais convidados que passaram pelo local aproveitaram para deixar recadinhos nos post-its da fachada. Fofura!

Quer deixar seu recadinho lá, dizendo se é referência ou coincidência? Dá um pulo na Rua Oscar Freire, 827, em São Paulo.

E para mais loucuras incríveis com post-t, basta clicar aqui .

Fotos: Bárbara Cassou, La Estampa, Mocoloco

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Certos conceitos de marketing e varejo despontam no exterior e chegam aqui meio deturpados. Um deles é o conceito de flagship store ou concept store. Em vários países da Ásia, Europa e nos Esatados Unidos, as flagship stores tornaram-se referências nas principais cidades associadas à moda, comércio, cultura e entretenimento.

Detalhe do interior da Colette, em Paris, que seleciona os produtos que revende dentro de um rídigo padrão de estilo de vida. A loja tem fama internacional e é capaz de dar às marcas que a ela se associam o status de cool. Além disso, abriga exposições e lançamentos de produtos exclusivamente desenvolvidos para a loja.

A palavra flagship poderia ser traduzida como nau capitânia, ou seja, navio em que se acha embarcado o capitão e aquele cujas ordens todos os demais navios deverão seguir. A idéia se transfere para o universo do varejo como a loja onde a essência da marca estará representada de uma maneira inovadora, devido ao altíssimo grau de investimento envolvido e conceito revolucionário, demonstrando sua grandeza e posição no segmento de varejo ao qual pertence. Essa espécie de loja existe para estabelecer e comunicar força e potência da marca, carregando o grande impacto do novo. Difere em vários aspectos das lojas denominadas de piloto, uma vez que essas gozam do mesmo nível de investimento financeiro, nem de inovação.

 

O conceito de concept/flagship store surgiu ao longo dos anos 90, quando grandes marcas desenvolveram a idéia de grandes espaços comerciais voltados para um determinado tema ou estilo de vida, ao invés de criar uma experiência de venda segmentada em vários departamentos. Um das primeiras lojas conceito abertas no mundo foi a 10 Corso Como, em Milão (uma curiosidade: uma das proprietárias da loja já foi editora da Vogue) , seguida pela internacionalmente famosa Colette, em Paris e, em seguida, pela Quartier 206, em Berlim.

Um pedacinho do interior da 10 Corso Como em Milão.

 Alguns exemplos de concept store são mundialmente conhecidos, como Niketown, a Levi’s de São Francisco e Nova Iorque, a loja da Barbie (em Buenos Aires, Shanghai e outros lugares do mundo) e a loja da Appel, em Nova Iorque.

A Niketown nasceu depois que a empresa escolheu cidades-chave ao redor do mundo que fossem verdadeiras vitrines para o grande espaço que pretendiam construir e instalaram suas lojas no coração comercial de cada uma, em edifícios que lembrassem grandes ginásios que existiam antigamente em centros urbanos. Todas as Niketowns ao redor do mundo oferecem aos clientes e visitantes em geral um ambiente totaltemente focado em somente um tema: esportes. O objetivo é que cada pessoa saia da loja sabendo, pelo menos, um pouco sobre a marca, algum esporte ou atleta.

Detalhe da Niketown em Londres, conhecido como "Studio"

Outra marca que inovou e surpreendeu seus clientes com suas flagship stores foi a Levi’s. Tudo em seu interior é diferente, da exposição dos produtos, como se fossem alimentos dentro de um supermercado, até a possibilidade do cliente customizar seu jeans, o que é um belo fator de diferenciação. Na loja de São Francisco o cliente também encontra a sua disposição um scanner que tira suas medidas corporais com precisão e desenvolve um jeans totalmente exclusivo, único, perfeito para o seu corpo. Além disso, também é possível vestir seu jeans e mergulhar em uma espécie de banheira (num processo conhecido como shrink-to-fit). Logo após o mergulho refrescante, o jeans passa por um processo de secagem no corpo do cliente, com o auxílio de secadores especiais, para obter um ajuste perfeito.   

Detalhe do Tailor Shop, dentro da loja de São Francisco da Levi's, onde o cliente pode customizar seus jeans ou qualquer outro produto adquirido na loja

 Um exemplo que encanta até mesmo quem não é fã da boneca é loja conceito da Barbie, que possui filiais ao redor do mundo, inclusive uma bem pertinho do Brasil, em Buenos Aires. Definitivamente não é mais uma loja qualquer, mas um verdadeiro pólo de entretenimento, para as meninas e suas mães. Além de oferecer a oportunidade ao cliente de customizar sua Barbie ideal num computador, no qual todos os detalhes podem ser escolhidos (da cor da pele aos cabelos, passando pelas roupas), o edifício possui espaço para abrigar festas infantis, um vestiário onde as crianças podem experimentar o figurino da igual ao da boneca, em tamanho real, além de spa para cuidar das unhas e cabelos e sorveteria. No último andar, as mães podem se deliciar num restaurante comandado por um chef internacional.

A fachada da loja da Barbie em Buenos Aires, no bairro de Palermo

Um detalhe presente em todas as flaship stores da Barbie: um cilindro de vidro que rodeias as escadarias, adornador por todos os modelos de Barbie já produzidos (na foto, o interior da loja de Londres)

No Brasil também já temos alguns belos exemplos de lojas conceito, como a da marca Havaianas e Melissa. A loja conceito da Havaianas é uma  verdadeira brand experience: nela o cliente pode customizar seu par de Havaianas com inúmeras combinações de solas, tiras e pins, além de encontrar a instalação “barraca de feira”, que nos remete à origem popular da sanália de dedo. Toda a linha Havaianas está disponível na loja, da mais simples a mais sofisticada, dos modelos de exportação, passando pelas bolsas. O espaço foi criado pelo arquiteto Isay Weinfeld.

A barraca de feira nos remete aos primórdios da comercialização das Havaianas

 

O cilindro de vidro, que serve de display para a linha de bolsas e acessórios da marca, e o paredão com todas as cores de Havaianas, que dá um toque alegre à atmosfera da loja

A Galeria Melissa (que realmente é mais do que uma loja conceito, é um mix de galeria de arte e loja), também em São Paulo, já abrigou exposições de roupas da estilista Vivienne Westwood (que criou lindos modelos em parceria com a marca), da boneca Barbie e a cada coleção lançada passa por alterações. A prova disso é a fachada do espaço, em constante mudança, sempre em parceria com artistas de vanguarda e profissionais da arquitetura e design de renome.  Em seu interior, além de comprar Melissas, as clientes podem visitar o jardim artificial, com flores de resina, além de visitar exposições e comprar livros e outros objetos, produzidos por marcas de vanguarda com exclusividade para a Galeria.

Detalhe da fachada da Galeria Melissa, durante a coleção inspirada na temática africana

Detalhe do jardim plástico, que fica no interior da loja, como um jardim de inverno

Detalhe do interior da área de exposição de produtos, dentro da Galeria

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