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Posts Tagged ‘ícones’

A partir de hoje, dia 05/09, a Harrods (Londres) abrigará um projeto em homenagem à marca francesa, cuja criatividade e influência são atemporais. Além de vitrines especiais inspiradas pela recente coleção de ready-to-wear criada por Karl Lagerfeld, lojas especiais de roupas, acessórios e artigos de beleza dividirão um grande espaço junto com uma instalação baseada em ícones da maison, como colares de pérolas, camélias e o próprio monograma da marca.

"A moda passa. O estilo permanece..."

A loja ficará no primeiro piso e terá paredes externas em preto e branco, adornadas com cabeças de leão (todo mundo se lembra do gigantesco leão durante o desfile da Chanel, não é? E aqueles que apareceram nas vitrines?). Internamente, o espaço será dividido em 3 ambientes: um vermelho; um verde; e, finalmente um azul. Acessórios em geral, bolsas, sapatos e jóias estarão expostos num clima que nos remeterá à uma floresta suntuosa e encantada, segundo nota divulgada pela própria Harrods.

O gigantesco leão no desfie de alta costura da Chanel. Coco Chanel nasceu sob signo de leão e tinha em casa uma escultura, em mármore, exatamente igual a do leão que aparece na foto.

O leão apareceu também nas vitrines da Chanel. No alto, à direita, um modelo masculino usa máscara de leão durante o desfile da marca; abaixo, botões Chanel com leões gravados em relevo

No espaço dedicado à beleza, também no primeiro andar, o destaque é da Knightsbridge Collection, criada por Peter Philips, Diretor Criativo da Divisão de Maquiagem da maison francesa. Além disso, serão oferecidos serviços de maquiagem e manicure, edição limitada de alguns produtos de beleza da marca e frascos gigantes de Chanel No. 5 para colecionadores e fãs.

No terceiro andar, outra instalação, denominada Une Promenade, será aberta ao público no dia 06/09 (mas conseguimos fotos exclusivas para vocês!), completando a “Chanel Experience” promovida pela Harrods. O tema será “Coco in Wonderland” (Coco no País das Maravilhas) e a entrada é marcada por uma cortina de pérolas. Os visitantes poderão fazer uma viagem pelo universo da marca Chanel através de todos os seus ícones.

A famosa bolsa 2.55

O perfume mais vendido no mundo: Chanel no. 5

O responsável pela continuidade do sucesso da maison francesa: Karl Lagerfeld

La Petite Coco, nosso objeto de desejo

Pérolas combinadas ao traje mais famoso da marca: o tailleur

Toy inspirado em ícones da marca (e nosso objeto de desejo #2!)

Os espelhos que decoram, até hoje, a loja da marca na Rue Cambon, em Paris

Miniaturas de criações da marca com camélias

Fotos: Daily Mail, Square with Flare, Two Pink Peonis, Glam UK, Harrods

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Durante essa semana comentamos sobre a reabertura da loja da Chanel no SoHo, durante o evento Fashion’s Night Out. A maior atração da loja, no entanto, não era a linha de maquiagem desenvolvida e vendida lá com exclusividade. O que nos chamou atenção, claro, foi um enorme display de quase três metros de altura, no formato do frasco do perfume Chanel No.5, em acrílico e iluminado com LED. Trata-se de um display especial, através do qual serão transmitidos os desfiles da marca e vídeos artísticos produzidos e dirigidos por Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel.

A partir disso, constatamos a importância, para a marca, do produto Chanel No.5 e como a imagem do frasco do perfume tornou-se um ícone, para sempre associado a seus valores e ao que ela representa. Na nossa opinião, Chanel é provavelmente a marca que mais explora, principalmente em vitrines e na cenografia de seus desfiles, os ícones através dos quais sempre será lembrada, afinal eles ilustram sua história e se confundem com ela: bolsa de matelassê com alça de corrente, bijuterias de inspiração bizantina, colares de pérolas, broches em forma de camélias brancas, blusas com listras horizontais, os dois “c” entrelaçados, frascos de Chanel No.5, entre outros.

Alguns estudiosos de moda e consumo apontam que esse trabalho com ícones e história da marca é devido ao momento de crise econômica pela qual passamos, que desencadeou uma queda no consumo, abrindo as portas para o culto ao minimalismo. Com certeza achamos que a análise é pertinente, entretanto temos que lembrar que não é de hoje que Chanel explora sua própria história em vitrines, cenografias de desfiles e lançamentos de produtos.

Vitrine da Chanel, na qual vemos displays em forma de frascos do perfume Chanel No.5

Na vitrine de acessórios, os frascos são esculturas que ajudam a criar a atmosfera perfeita para exposição de bolsas e colares da marca

Assim, a marca se fortalece e reforça sua identidade visual e valores na mente dos consumidores e admiradores ao redor do mundo através de um processo de retroalimentação positiva (procedimento através do qual parte do sinal de saída de um sistema é transferida para a entrada deste mesmo sistema, com o objetivo de diminuir, amplificar ou controlar a sua saída; no caso de retroalimentação positiva, temos uma ampliação da saída do sistema), através do qual amplia constantemente não apenas da venda de produtos da marca e sua base de admiradores, mas principalmente sua influência dentro do próprio universo das empresas de moda. O consumidor é rei (na vitrine, o manequim até usa uma coroa de papel, olhem bem esse detalhe), mas gravitando ao seu redor só existe o universo da própria Chanel, nada mais.  

Ao redor do consumidor-manequim, gravitam ícones da marca Chanel

É como se Chanel trabalhasse uma espécie de profecia auto-realizadora, que é uma expectativa ou um pré-conceito que se cria de algo ou de alguém e, mesmo que ela seja errônea ou diferente da vontade do próprio indivíduo em questão, pode se concretizar. Ou seja, sempre tivemos uma determinada percepção de Chanel (a marca da camélia branca, das pérolas, da bolsa de matelassê com alça de corrente dourada, dos sapatos bicolores), muito iconográfica e ligada aos produtos desenvolvidos ao longo de anos de construção da marca e isso jamais poderia ser deixado de lado, nem mesmo agora, em pleno século XXI. Chanel, apesar da presença de Karl Lagerfeld e seu esforço para torná-la uma marca contemporânea, sempre terá em nossas mentes conexão com elementos que viraram clássicos. E  usar um clássico, hoje, é um ato que demonstra atitude, posicionamento arrojado, capacidade de fluir entre passado e futuro, construindo um presente mais rico e divertido. Então, por que não explorar essa visão do consumidor em vitrines e desfiles marcados por versões gigantes de seus principais produtos-ícones? A marca trabalha essa imagem, mas sempre dentro de seus próprios parâmetros e interesses.

Fotos: Journal des Vitrines

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Acreditamos que tudo, dentro e fora do ponto-de-venda (displays, cabides, provadores, vendedoras, blogs, etc), deve transmitir os valores da marca. Afinal, é através desses detalhes (totalmente relevantes, devemos destacar) que a marca se comunica, ainda que não verbalmente, com seus consumidores.

A prova disso é o tapume da loja Tommy Hilfiger, no Shopping Leblon, que está atualmente fechada para reformas. O que poderia ser um simples tapume, cobrindo a fachada da loja e anunciando que em breve ela será reaberta, vira um verdadeiro display dos valores da marca norte-americana.

No tapume vemos a representação de ícones da cultura pop americana, como o Super Homem, um detalhe do verso da nota de dólar, um mega sanduíche, a tocha da Estátua da Liberdade, a capa da revista New Yorker, a placa da Route 66, Betty Boop, o cartaz do filme Tubarão, uma foto do homem na superfície da Lua, um copinho de café para viagem, entre outros. Ou seja, ícones que refletem valores bem americanos, que representam uma cultura, da qual a Tommy Hilfiger faz parte e na qual se inspira para criar roupas esportivas, jovens e despojadas. É olhar e deduzir: Tommy Hilfiger é uma all american brand.

A marca Tommy Hilfiger nasceu em 1985, através da associação entre Thomas Jacob Hilfiger e Mohan Murjani, magnata indiano do setor têxtil, que desejava revisitar e atualizar o estilo preppy da Ralph Lauren, acrescentando um apelo popular e jovem.

Saiba mais sobre a história da marca aqui.

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