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Posts Tagged ‘levi’s’

…um final de semana com muitas promessas e vontade de mudar!

Façamos como a Levi’s, que lançou a campanha Water<Less, chamando nossa atenção para a necessidade de economizarmos água, um recurso tão limitado. Não é a primeira vitrine/campanha neste verão europeu que foca em questões ambientais relacionadas à água. Vimos semana passada a campanha da marca Quiksilver e, antes disso, as maravilhosas vitrines da Selfridges, combinadas com ações de marketing dentro da loja em Londres, parte do projeto chamado Project Ocean. E não podemos nos esquecer da pop-up store da H&M na praia, para chamar atenção para a ONG WaterAid.

Vitrine Levi's em Londres

Essa é a rova de que as ações de marketing aparecem integradas em todas as plataformas de exposição da marca

Importante ressaltarmos que essas campanhas estão presentes em todas as plataformas de comunicação da marca, ou seja, existem páginas especiais no Facebook, vitrines temáticas, hotsites, vídeos no YouTube, além de eventos no ponto de venda.

Uma super trend alert que também esperamos ver por aqui, no verão 2012 brasileiro!

 

Fotos: Retail Store Windows

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O crescente papel do Facebook no varejo foi um dos temas da National Retail Federation’s Innovate 2011 em São Francisco, semana passada. E enquanto muitas marcas acham que estão tirando o máximo proveito dessa mídia social através de fan pages e do fluxo de visitas via Twitter, estudiosos sobre o tema garantem que isso é apenas arranhar a superfície de uma ferramenta de grande potencial.

Já se fala em f-commerce, onde o “f” significa Facebook, como a nova fronteira. E não pensem que essa é uma realidade distante: créditos do Facebook, que são usados para compras virtuais de bens no site, não são vendidos apenas na forma de gift cards em lojas como  Target, Wal-Mart e Best Buy, também já são oferecidos aos clientes American Express como opção de prêmio.

Muitos varejistas desenvolveram sofisticadas estratégias de mídias sociais que estão trazendo mais do que fãs e seguidores para as empresas – elas estão definindo novos parâmetros e causando impacto.

O gerente de informação da Wet Seal (focada em roupas adolescentes), Jon Kubo, não dá a mínima para a fidelidade do cliente, que considera um conceito bastante vago. Para ele, o mais importante para obter resultados nas mídias sociais é garantir o envolvimento dos clientes, ou seja, manter um diálogo verdadeiro e virtual com os consumidores.

Os esforços da empresa incluem dar aos consumidores a possibilidade de desenvolver e recomendar looks numa espécie de competição online  e um jogo para iPhone que permite que consumidores gerenciem sua própria loja virtual da Wet Seal. Tudo começa com vídeos postados nas páginas do Facebook e YouTube que atraem 35 mil visitas. Ao envolver os consumidores em cada etapa do projeto, a empresa gera 100 mil visitas nas lojas, 300 mil visitas no YouTube e 10 milhões de posts no Facebook.

A estratégia interativa ajudou a Wet Seal a contabilizar 1,3 milhões de fãs no Facebook, colocando a empresa entre os 15 varejistas com mais fãs nessa mídia e chamando a atenção para a retenção e acúmulo de todos os “curtis” enviados diariamente. A idéia é saber exatamente o que chama a atenção dos fãs e o que eles gostam. E o que é melhor: toda essa movimentação é responsável por 20% das vendas online da Wet Seal, o melhor ROI (retorno do investimento) de um projeto tecnológico que a empresa já obteve.

Parece que nosso alerta para a importância dos prosumers e da interatividade não foi em vão, não é? Kubo ressalta que se a empresa não sabe que tipo de relacionamento quer ter com seus consumidores e que tipo de controle sobre a marca eles terão, simplesmente não tem um programa de mídia social.

A empresa Steve Madden, que fabrica sapatos femininos, lançou recentemente uma campanha para contabilizar 100 mil fãs no Facebook, oferecendo descontos para compras online e avisando aos clientes que se um deles liberasse seu código de desconto para outros, toda a promoção seria cancelada. Além de contabilizar os fãs necessários, a promoção gerou 200 mil dólares em vendas em apenas 15 dias.

Atualmente 32% dos usuários de redes sociais acessam páginas de empresas no Facebook e no Twitter pelo menos 1 vez ao mês. E nós damos nosso testemunho de que acessamos esse tipo de página diariamente. O mais importante é ter sempre em mente que, qualquer que seja a experiência ou canal oferecido ao cliente, o importante é que isso se converta em vendas.

Outra grande novidade é o Big Commerce, uma página no Facebook de uma empresa que oferecia seus serviços offline e agora lançou um aplicativo online através do qual qualquer empresa ou pessoa pode vender, comprar ou avaliar produtos. Para entender melhor como funciona o processo, basta assistir ao vídeo abaixo.

Empresas como a Levi’s já possuem uma loja dentro do BigCommerce chamada Friends Store, permitindo que os 400 milhões de usuários do Facebook compartilhem suas informações sobre as peças de roupa. Ao acessar a loja, qualquer usuário pode conferir quais são as peças mais votadas e, se desejar, entrar na brincadeira apenas clicando no botão “Connect with Facebook”. Automaticamente o Facebook mostra  seus amigos que também gostaram de algo da Levi’s e vocês começam a trocar avaliações.

Para entender melhor esse processo, que tal ver o vídeo abaixo? E vale lembrar que o que parece estranho pode virar realidade em breve: um recente acordo entre Facebook e PayPal aponta para o futuro das transações comerciais online, que por enquanto acontecem nos sites das empresas, mas em breve poderão acontecer através do próprio Facebook.

Fonte: Investors, Blog3

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Estampa de bolinhas (ou polka dots, em inglês) é uma das nossas favoritas e uma super tendência nas coleções de inverno que estão chegando às lojas. Contudo, quem poderia imaginar uma vitrine natalina, tradicionalmente cheia de luzes, vermelho, verde, dourado e prateado, coberta por bolinhas? Gary Card com certeza conseguiu isso!

O rapaz é um profissional multimídia muito talentoso que ficou conhecido por sua longa colaboração com a revista modernete Dazed & Confused e por ter, entre seus clientes famosos, marcas como Adidas, Stella McCartney, Hermès, Liberty e Top Shop.

Gary Card

E a maior surpresa foi a parceria que o artista fez com a Levi’s em Londres, na loja da Regent Street, para a qual fez uma instalação natalina usando bolinhas em preto e branco. Totalmente inesperado, não é?

Fachada da loja na Regent Street

Detalhe da vitrine

Bonequinhos fofos feitos em jeans

Quer saber ais sobre Gary Card? Tem um mini perfil dele aqui.

Fotos: Liganova

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Certos conceitos de marketing e varejo despontam no exterior e chegam aqui meio deturpados. Um deles é o conceito de flagship store ou concept store. Em vários países da Ásia, Europa e nos Esatados Unidos, as flagship stores tornaram-se referências nas principais cidades associadas à moda, comércio, cultura e entretenimento.

Detalhe do interior da Colette, em Paris, que seleciona os produtos que revende dentro de um rídigo padrão de estilo de vida. A loja tem fama internacional e é capaz de dar às marcas que a ela se associam o status de cool. Além disso, abriga exposições e lançamentos de produtos exclusivamente desenvolvidos para a loja.

A palavra flagship poderia ser traduzida como nau capitânia, ou seja, navio em que se acha embarcado o capitão e aquele cujas ordens todos os demais navios deverão seguir. A idéia se transfere para o universo do varejo como a loja onde a essência da marca estará representada de uma maneira inovadora, devido ao altíssimo grau de investimento envolvido e conceito revolucionário, demonstrando sua grandeza e posição no segmento de varejo ao qual pertence. Essa espécie de loja existe para estabelecer e comunicar força e potência da marca, carregando o grande impacto do novo. Difere em vários aspectos das lojas denominadas de piloto, uma vez que essas gozam do mesmo nível de investimento financeiro, nem de inovação.

 

O conceito de concept/flagship store surgiu ao longo dos anos 90, quando grandes marcas desenvolveram a idéia de grandes espaços comerciais voltados para um determinado tema ou estilo de vida, ao invés de criar uma experiência de venda segmentada em vários departamentos. Um das primeiras lojas conceito abertas no mundo foi a 10 Corso Como, em Milão (uma curiosidade: uma das proprietárias da loja já foi editora da Vogue) , seguida pela internacionalmente famosa Colette, em Paris e, em seguida, pela Quartier 206, em Berlim.

Um pedacinho do interior da 10 Corso Como em Milão.

 Alguns exemplos de concept store são mundialmente conhecidos, como Niketown, a Levi’s de São Francisco e Nova Iorque, a loja da Barbie (em Buenos Aires, Shanghai e outros lugares do mundo) e a loja da Appel, em Nova Iorque.

A Niketown nasceu depois que a empresa escolheu cidades-chave ao redor do mundo que fossem verdadeiras vitrines para o grande espaço que pretendiam construir e instalaram suas lojas no coração comercial de cada uma, em edifícios que lembrassem grandes ginásios que existiam antigamente em centros urbanos. Todas as Niketowns ao redor do mundo oferecem aos clientes e visitantes em geral um ambiente totaltemente focado em somente um tema: esportes. O objetivo é que cada pessoa saia da loja sabendo, pelo menos, um pouco sobre a marca, algum esporte ou atleta.

Detalhe da Niketown em Londres, conhecido como "Studio"

Outra marca que inovou e surpreendeu seus clientes com suas flagship stores foi a Levi’s. Tudo em seu interior é diferente, da exposição dos produtos, como se fossem alimentos dentro de um supermercado, até a possibilidade do cliente customizar seu jeans, o que é um belo fator de diferenciação. Na loja de São Francisco o cliente também encontra a sua disposição um scanner que tira suas medidas corporais com precisão e desenvolve um jeans totalmente exclusivo, único, perfeito para o seu corpo. Além disso, também é possível vestir seu jeans e mergulhar em uma espécie de banheira (num processo conhecido como shrink-to-fit). Logo após o mergulho refrescante, o jeans passa por um processo de secagem no corpo do cliente, com o auxílio de secadores especiais, para obter um ajuste perfeito.   

Detalhe do Tailor Shop, dentro da loja de São Francisco da Levi's, onde o cliente pode customizar seus jeans ou qualquer outro produto adquirido na loja

 Um exemplo que encanta até mesmo quem não é fã da boneca é loja conceito da Barbie, que possui filiais ao redor do mundo, inclusive uma bem pertinho do Brasil, em Buenos Aires. Definitivamente não é mais uma loja qualquer, mas um verdadeiro pólo de entretenimento, para as meninas e suas mães. Além de oferecer a oportunidade ao cliente de customizar sua Barbie ideal num computador, no qual todos os detalhes podem ser escolhidos (da cor da pele aos cabelos, passando pelas roupas), o edifício possui espaço para abrigar festas infantis, um vestiário onde as crianças podem experimentar o figurino da igual ao da boneca, em tamanho real, além de spa para cuidar das unhas e cabelos e sorveteria. No último andar, as mães podem se deliciar num restaurante comandado por um chef internacional.

A fachada da loja da Barbie em Buenos Aires, no bairro de Palermo

Um detalhe presente em todas as flaship stores da Barbie: um cilindro de vidro que rodeias as escadarias, adornador por todos os modelos de Barbie já produzidos (na foto, o interior da loja de Londres)

No Brasil também já temos alguns belos exemplos de lojas conceito, como a da marca Havaianas e Melissa. A loja conceito da Havaianas é uma  verdadeira brand experience: nela o cliente pode customizar seu par de Havaianas com inúmeras combinações de solas, tiras e pins, além de encontrar a instalação “barraca de feira”, que nos remete à origem popular da sanália de dedo. Toda a linha Havaianas está disponível na loja, da mais simples a mais sofisticada, dos modelos de exportação, passando pelas bolsas. O espaço foi criado pelo arquiteto Isay Weinfeld.

A barraca de feira nos remete aos primórdios da comercialização das Havaianas

 

O cilindro de vidro, que serve de display para a linha de bolsas e acessórios da marca, e o paredão com todas as cores de Havaianas, que dá um toque alegre à atmosfera da loja

A Galeria Melissa (que realmente é mais do que uma loja conceito, é um mix de galeria de arte e loja), também em São Paulo, já abrigou exposições de roupas da estilista Vivienne Westwood (que criou lindos modelos em parceria com a marca), da boneca Barbie e a cada coleção lançada passa por alterações. A prova disso é a fachada do espaço, em constante mudança, sempre em parceria com artistas de vanguarda e profissionais da arquitetura e design de renome.  Em seu interior, além de comprar Melissas, as clientes podem visitar o jardim artificial, com flores de resina, além de visitar exposições e comprar livros e outros objetos, produzidos por marcas de vanguarda com exclusividade para a Galeria.

Detalhe da fachada da Galeria Melissa, durante a coleção inspirada na temática africana

Detalhe do jardim plástico, que fica no interior da loja, como um jardim de inverno

Detalhe do interior da área de exposição de produtos, dentro da Galeria

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