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Posts Tagged ‘maria bonita extra’

Recentemente uma polêmica tomou conta de blogs, sites e até mesmo de jornais de renome. Entre os envolvidos, a marca carioca Maria Bonita Extra e a Galeria Fortes Vilaça. O motivo foi um só: a Galeria, que representa o artista Ernesto Neto, acusou a marca de moda feminina de plágio.

O trabalho de merchandising visual feito para a vitrine de verão 2012 envolve uma grande escultura, criada pela artista plástica e visual merchandiser responsável, Lise Marinho, que declarou não desconhecer a criação de Ernesto Neto e que “artistas são antenas do mundo e, por isso, é comum encontrar pessoas em diferentes partes dele fazendo coisas similares” (trecho retirado de matéria do site Chic). A arista plástica também declarou que e inspirou no parque High Line, em Nova York, e num brinquedo de acrílico de montar, popular nos anos 60, citado também por Neto como o ponto de partida para a sua série de esculturas (segundo matéria publicada no jornal Folha).

À esquerda, a vitrine da MBE; à direita, a escultura Mitodengo, do artista Ernesto neto

O próprio artista disse que nem sabe se considera a escultura na vitrine da marca carioca um plágio, mas que trata-se de algo surpreendente. “Importa que as pessoas não achem que é minha escultura.”, declarou a Folha.

Para agravar a situação, a coluna do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O Globo (31 de agosto de 2011), publicou uma foto da vitrine da marca norte-americana J.Crew, na qual uma estrutura colorida idêntica à utilizada na vitrine da Maria Bonita Extra aparece.

Detalhe, à esquerda, da nota sobre a polêmica das vitrines

Detalhe da vitrine da marca J. Crew, de abril de 2010

Segundo a linha do tempo, a escultura de Ernesto Neto data de 2009; a vitrine da J. Crew é de 2010 e a da Maria Bonita Extra, de agosto de 2011.

 

Só nos resta perguntar, como sempre: “referência ou coincidência?

 

Fotos: Onze e Onze, She Fancies

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Conforme mostramos aqui e aqui, o recurso de usar neon nas vitrines foi muito explorado por várias marcas de prestígio no exterior, de Marc Jacobs a Maison Martin Margiela. Também mostramos que é possível e interessante usá-lo no interior das lojas, como acontece na Reserva Mini, loja dedicada ao público masculino infantil.

Seguindo as mais modernas tendências em vitrinismo e visual merchandising, a nova loja conceito da C&A, inaugurada ao longo da semana passada, usou e abusou do neon em suas vitrines para destacar as parcerias recém-lançadas com Maria Bonita Extra,  Amir Slama e Renato Kherlakian. Todas as 3 vitrines foram concebidas e produzidas pela Vimer, de São Paulo. E preparem-se, porque a cada mês teremos novos recursos cenográficos que prometem chamar nossa atenção!

As vitrines desenvolvidas pela Vimer confirmam a tendência do uso de neon

Fotos: Blog da Vimer

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A C&A inaugurou ontem, no Shopping Iguatemi (shopping que abriga várias marcas de luxo), em São Paulo, uma flagship store que promete dar o que falar no varejo brasileiro de moda. Depois de uma mega festa para convidados na terça-feira, a loja abriu para o público ontem, com vários convidados especiais e eventos dedicados aos consumidores que adoram moda e fast fashion. E a festa continua hoje, com ações especiais voltadas para o público-alvo.  

O visual merchandising da flagship store é mais refinado em comparação ao das demais lojas da empresa

Detalhe para a iluminação cenográfica - lembram de quando falamos aqui sobre lâmpadas diferentes e instalações em Londres?

Mais um detalhe da nova loja, com destaque para a exposição dos produtos e o lustre dourado

Com certeza a empresa encontrou o lugar ideal para divulgar e comercializar suas parcerias fashion que deram o que falar nos últimos anos, seguindo os passos de outras redes de fast fashion, como H&M e TopShop, que ganharam grande destaque mundo afora depois de associar seus nomes ao de marcas famosas e personalidades, como Lanvin, Viktor & Rolf, Cavalli, Comme des Garçons e Kate Moss. Por aqui, a C&A apostou em nomes como Alexandre Herchcovitch, Gloria Coelho, Espaço Fashion, Isabela Capeto, Reinaldo Lourenço, Marcelo Sommer, Sergio K., Amir Slama e até com celebridades e modelos, como Beyoncé, Isabeli Fontana e Gisele Bündchen. Nasceu a linha C&A Collection, que envolve as parcerias com Espaço Fashion (em sua segunda edição, dessa vez inspirada no Rio de Janeiro), Glória Coelho (linha de produtos esportivos com assimetria e transparência), Isabela Capeto (looks para crianças) e… Maria Bonita Extra! Sim, serão 35 looks com plaquinhas metálicas em forma de coração, laços, bordados, animal prints e florais, como manda o DNA de uma das marcas mais fofas do mercado.

Outro destaque é a marca de jeans premium SOUL, desenvolvida em parceria com Renato Kherlakian (ex-Zoomp), que trará produtos um pouco mais caros dos que tradicionalmente encontramos nas lojas da C&A e uma numeração bastante flexível, entre o 35 e 46. Olhem só o corner, totalmente dedicado ao jeans e com ambientação jovem e despojada que evoca ao duo mais badalado de todos os tempos: jeans e camiseta.

Dá para pirar no corner da Soul e comprar vários jeans legais

E as novidades não param por aí! A loja abrigará, também, um pop-up shop semelhante a que fica instalada na Bienal durante a São Paulo Fashion Week, com produtos maravilhosos e um VM de enlouquecer: super moderno, com enfoque nos nichos e, novamente, iluminação cenográfica (que também aparece na entrada da loja e que citamos aqui e aqui como inspiração, lembram?).

O pop-up shop é igual ao da Bienal durante a SPFW!

As ações que aconteceram durante o lançamento foram focadas no público-alvo da loja, que é diferente das demais unidades da empresa (definitivamente a flagship store do Shopping Iguatemi atenderá ao público que busca um pouco mais do que preço e que com certeza tem maior acesso às informações sobre moda e tendências que circulam pelo mercado), e em temas atuais, como democratização da moda, além de contar com a presença de nomes consagrados do universo fashion, como Erika Palomino e Julia Petit. Várias blogueiras também foram convidadas para conversar com o público, uma vez que o boom dos blogs ajudou no processo de aproximação entre marcas consagradas e os consumidores. E ficamos sabendo que a loja será a primeira a oferecer aos clientes os serviços de assessoria de estilo pessoal, uma iniciativa incrível que realmente ajuda a tornar a moda mais acessível a todos.

Outra grande novidade é a área da loja dedicada à lingerie, numa parceria com a Valisère, que abriu recentemente sua primeira loja (uma flagship store num bairro nobre de São Paulo e sobre a qual falamos aqui). O espaço terá até um bar de café e chocolate! Delicioso…

O setor totalmente dedicado à lingerie

 

O corner da lingerie é clean e sofisticado, com espaço para relaxar e conversar com as amigas durante as compras

Essa é a segunda flasghip store da C&A (a primeira foi aberta na China e, obviamente, é voltada para atender às demandas específicas do consumidor do país) e a divulgação do evento agitou todas as redes sociais (principamente através do Twitter e do blog da marca), o que ajudou a promover as ações que estão ocorrendo desde terça-feira na loja, em São Paulo.

Queremos conferir de perto. Que tal a C&A abrir uma flagship store aqui no Rio, hein? Fica a dica!

Fotos: Chic, We Are Shop Talk (mais fotinhos de outros corners no blog We Are Shop Talk! Imperdível!!!)

Fontes: C&A (via Twitter), Chic, Lilian Pacce, FFW, Vírgula

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Tiramos fotos de algumas vitrines no Shopping da Gávea, onde muitas lojas ainda estão em liquidação (e, simultaneamente, com preview da coleção de verão 2010). A comunicação com o cliente em época de liquidação pode comprometer um pouco a vitrine. Como a grade de produtos sempre fica “furada”, ou alguns produtos acabam rapidamente, existe o risco diário de movimentação na vitrine, o que pode ser um problema em determinadas lojas (não só pela estrutura da loja em si, sua arquitetura e VM, como também por regras impostas pela administração do próprio shopping, que geralmente autoriza a realização das vitrines apenas antes da abertura e depois do fechamento).

O boneco articulável segura sacolas da Mara Mac, na loja do Fashion Mall

Algumas marcas, visando driblar o problema de movimentação de manequins durante o horário de funcionamento e manutenção da vitrine, aderiram aos adesivos ou produções básicas e artifícios que dessem leitura do momento de redução de preços, como a Casual Street e a Checklist. Outras lojas, sem vitrine alguma, como a Puket, trabalharam com uma programação visual bacana na parte central da loja. A Redley apostou numa programação visual com letras bem grandes e tridimensionais, em vermelho, além de um tag, como o que geralmente encontramos nas roupas, versão gigante, em sua vitrine menor. E, finalmente, a Maria Bonita Extra fez uma vitrine com muitos manequins usando roupas da coleção em liquidação e um adesivo com um detalhe muito fofo, que remete ao universo delicado e feminino da marca (o coração usado no ponto de exclamação) 

Vitrine na Checklist, com manequim usando produção básica e carregando sacolas vermelhas, onde podemos ver os descontos oferecidos aos clientes

A Puket, que não possui vitrine, usou programação visual na parte central da loja

Vitrine da Casual Street, onde também vemos as sacolas vermelhas, só que acompanhadas de uma arara e manequim com peças em liquidação

Uma das vitrines da Redley, com letras tridimensionais em vermelho

O detalhe do tag gigante na vitrine da Redley

A vitrine da Maria Bonita Extra, apenas com adesivo minimalista indicando a liquidação, mas que remete ao universo da marca

É claro que, como sempre, gostaríamos de ver as vitrines com programação visual diferenciada também em época de liquidação, mas sabemos que o varejo brasileiro, em geral, ainda trabalha muito com a noção de “guerra de preços” e considera que anunciar apenas os descontos é suficiente. Outro problema que geralmente acontece nessa época (e que, diga-se de passagem, deveria ser evitado a qualquer custo) é a vitrine transbordando produtos. Além de ser desagradável aos olhos, devido à grande poluição visual, uma vitrine abarrotada pode comunicar aos clientes que os produtos da estação não tiveram grande aceitação e, portanto, não venderam muito bem.

Também achamos importante descatar que liquidação não é sinônimo de bagunça. Algumas marcas ainda acreditam que os consumidores associam araras abarrotadas e bagunça com loja movimentada e que vende muito (provavelmente, porque o preço é ótimo). Essa crença está totalmente ultrapassada e, ao nosso ver, configura inclusive descaso com o cliente, tanto aquele que compra só na liquidação, quanto os que compram rotineiramente. Tratar o cliente com dignidade e o produto com cuidado são considerações ainda mais importantes durante a época dos descontos.

No mais, uma loja sempre limpa, cujo interior, mesmo durante a liquidação, parece organizado, com tags especiais sempre pendurados adequadamente e no mesmo sentido, transmite uma sensação ótimas aos clientes, de que a loja é bem cuidada, qualquer que seja a data especial do varejo.

Uma curiosidade: o vermelho (cor vibrante que normalmente é associada à paixão, amor, energia e até perigo) é sempre muito usado em época de liquidação (achamos até que já fazemos uma associação entre vermelho e liquidação naturalmente) e, geralmente, as lojas que fogem deste padrão em suas vitrines acabam se destacando. A Osklen, por exemplo, anuncia sua liquidação através de um adesivo verde, com letras vazadas onde se lê a palavra “SALE”. Já  multimarcas Valen apostou num adesivo que cobriu suas duas vitrines, na cor roxa (que, dizem, é a cor que atrai riqueza), numa decoração simples e sofisticadamente despojada, bem de acordo com a filosofia da marca.

Vitrine da Valen durante a realização do bazar

O adesivo verde da Osklen já faz parte da identidade visual da marca. O verde é uma cor que geralmente tem boa aceitação. A vitrine acima é da filial do Fashion Mall.

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