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Posts Tagged ‘marketing e branding’

I’m blue“, dizem os povos que falam inglês. Mas você conhece o significado dessa expressão? Ela tem origem no sentimento dominante do blues, antigo ritmo criado pelos escravos negros dos Estados Unidos, e significa estar pra baixo, triste. Por outro lado, a cor azul também pode significar beleza, magnitude e está associado ao céu e ao mar.

O significado das cores e seu impacto é muito estudado e ainda existe muita polêmica, em parte porque ainda não se consegue investigar o impacto psicológico das cores de maneira científica. Além disso, embora exista consenso sobre a propriedade de certas cores, ele varia conforme a época, a cultura e a religião. Por exemplo, o verde é a cor do Islã; o branco representa luto para alguns povos orientais; o vermelho representa boa sorte para os chineses e, atualmente, é associado à luta de vários povos por justiça e igualdade. O roxo, no Brasil, era ligado à morte por causa da religião católica e da Quaresma.

Além disso, as cores podem ter sua percepção alterada se combinadas a outros estímulos, como a textura: uma cor fria, combinada à uma textura rústica, pode denotar a sensação de conforto e tornar ambientes mais aconchegantes (e quantas vezes não vimos isso nas vitrines e interiores de Anthropologie?). Segundo Lilian Ried Miller Barros, fundadora do Universo da Cor (SP), não se pode analisar apenas a influência isolada de cada cor. É importante estudar a composição do cenário como um todo num determinado ambiente, especialmente suas nuances e contrastes. “Ambientes com fortes contrastes entre as cores nos deixam mais despertos e alertas, enquanto contrastes suaves nos provocam a sensação de relaxamento”, afirma Lilian.

Em tempos de color block e rejeição dos consumidores de peças de roupa tingidas por pigmentos nocivos aos seres humanos e ao meio ambiente, é cada vez mais importante investir no estudo das cores para desenvolver uma identidade visual adequada, a fim de que todos possam decodificar a mensagem que marcas de produtos desejam transmitir.  Estudos de universidades norte-americanas apontam percepções dominantes associadas às principais cores, apesar das variações de acordo com cultura e religião. Reproduzimos, abaixo, os resultados da pesquisa e acrescentamos alguns informações sobre o uso das cores na moda e em vitrines. Vamos conferir?

1 – Verde

Sensação de frescor. Associado à relva, mata, ar puro. Representa paisagens naturais, palmeiras, liberdade, abertura, porém carrega consigo a impressão subjetiva de angústia e autocontrole. Na moda, aparece muito em coleções de inspiração tropical e militar. No Brasil, a marca Osklen usa a cor em sua sinalização de liquidação.

A combinação com outras cores, objetos e estímulos já altera o impacto da cor verde

2 – Branco

Sensação de luz-espaço. Associado à neve, clara de ovo, papel, arroz, vestido de noiva. Representa paz, harmonia, pureza, limpeza. Sua impressão subjetiva está relacionada à inibição dos impulsos, bloqueios e perturbação. Na moda, além de representar pureza e  noivas, está associado ao minimalismo, às festas de final de ano, à classica tshirt, além de lingerie e camisas masculinas. Nas vitrines, é a cor da virada de ano e também é muito usada, em várias nuances e combinada com texturas, para criar ambientes aconchegantes e com ar vintage.

Martin Margiela explora muito o branco em suas lojas. Seus funcionários usam jalecos brancos, como cientistas em laboratórios.

Gelo, neve, "White Christmas"

O branco também ajuda a criar contraste

3 – Vermelho

Sensação de euforia, exaltação, calor. Associado ao sangue, boca, maçã, morango, pimenta, Ferrari e Papai Noel. Representa perigo, desejo, força, paixão, fogo e sexo. A impressão subjetiva é de agitação, impulsividade e agressividade. Na moda, lembramos logo de Valentino e seus inesquecíveis vestidos vermelhos; das solas dos sapatos Louboutin; de peças sensuais de lingerie; de luxo e sofisticação. Nas vitrines, sem dúvida, é a cor do Dia dos Namorados, do Natal, do Dia das Mães e, principalmente, das liquidações.

Vitrine Louis Vuitton, com fundo vermelho em contraste com as gaiolas douradas

Vitrine de Dia dos Namorados

Vermelho é, sem dúvida, a cor mais comum na hora de anunciar liquidação

4 – Azul

Sensação de frio, imensidão. Associado ao céu, mar e firmamento. Representa magnitude, dignidade e beleza. Causa a impressão subjetiva de supercontrole e negativismo. É a cor do jeans (indigo blue), muitos presente também no estilo navy e, quando combinado com tons terrosos, vermelho e dourado, confere a sensação de sofisticação. Muito em voga nos últimos anos devido à inspiração nas obras do artista Yves Klein.

5 – Laranja

Sensação de vigor, vitalidade, fulgor, intensidade. Associado ao outono, laranja, girassol, cenoura, gema de ovo e Dia das Bruxas. Representa poder, exuberância, calor, ingenuidade. Impressão subjetiva de criatividade, entusiasmo e inquietude. Na moda, é muito utilizada em roupas infantis, street wear e nas vitrines de Halloween. É a cor das embalagens da marca Hermès.

6 – Amarelo

Sensação de vitalidade, brilho, luminosidade, está associada ao sol e ao ouro. Representa prazer, riqueza e nosso país. Impressão subjetiva de alegria, disposição, ambição e medo. Na moda, aparece associada ao sol, ao limão (principalmente quando na versão neon) e mostarda e é bastante usada como “pontos de luz” em looks (bolsas, cintos e bijuterias amarelas  e douradas sempre ficam lindas quando combinadas com outras cores).  Muito usada nas vitrines de verão e, recentemente, naquelas decoradas com post-it (dizem que a cor amarela aumenta a concentração).

7 – Roxo/Lilás/ Magenta

Sensação de suavidade, profundidade. Associado ao violeta e ametista. representa magia, luxo e esoterismo. Provoca impressão subejtiva de inquietação, intuição, profundidade, introversão e labilidade afetiva. Nos tempos antigos, roupas tingidas com este pigmento eram caríssimas e, portanto, apenas os muito ricos podiam usá-las. Hoje em dia é bastante usada em roupas de festa, em diversas nuances.

8 – Preto

Sensação de escuridão-espaço, está associado à noite, ébano, carvão. Representa a morte, noite, sombra, autoridade, vazio e sofisticação. A impressão subjetiva é de tristeza, melancolia e depressão. Na moda, certamente está associado ao minimalismo, à sofisticação e sensualidade, sendo muito usada em lingeries e vestidos de festa. É a cor do couro, do fetiche e das roupas mais tradicionais. Karl Lagerfeld se veste apenas usando as cores preto e branco (aliás, o duo preto-branco ou preto-creme nos remete à marca Chanel). Costuma aparecer muito nas coleções de inverno ao lado do cinza.

Preto e branco na vitrine de inspiração fetichista da Louis Vuitton

Vitrine de Natal toda preta!

Preto e branco: minimalismo e elegância

Fonte: Revista Planeta, novembro de 2011, edição 470

Fotos: Reprodução

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Inaugurado no dia 7 de outubro deste ano, o projeto temporário denomidado Sensorium: An Immersive Journey Through Lucid Dreams From the Sensory World, da marca Sephora, promete guiar os consumidores numa experiência de imersão através de sonhos lúcidos pelo universo sensorial.

No alto, à esquerda, a fachada da loja Sephora, divulgando o evento; nas demais fotos, detalhes de espaços que fazem parte da experiência sensorial

Localizada em NYC, a experiência em 4D consiste numa espécie de museu de fragrâncias e é fruto da colaboração entre Sephora e Firmenich. O objetivo, segundo a vice-presidente de marketing da Sephora, Sharon Rothstein, é fazer com que os consumidores pensem sobre as fragrâncias de uma maneira totalmente diferente. Para atingi-los, foi desenvolvida uma viagem interativa que viabiliza experimentar a influência das fragrâncias no cotidiano.

Objetos que remetem aos perfumes e materiais de uso cotidiano, como especiarias (muitas delas presentes nas fórmulas dos perfumes), fazem parte da decoração e colaboram para a experiência olfativa

Mais elementos do cotidiano exploram o link entre experiência olfativa e emocional

Tudo começa com uma linha do tempo que acompanha a evolução dos perfumes. Em seguida, num compartimento especial (denominado sensory deprivation chamber), o público escuta relatos de pessoas que perderam sua capacidade olfativa. Dando continuidade à experiência, as pessoas são envoltas em interações odoríferas e afetivas, que terminam no fragrance bar, onde é possível experimentar fragrâncias sem marca que ajudarão os envolvidos a descobrir sua identidade odorífera e seu signature perfum (alguns deles estarão à venda).

O fragrance bar, no qual cada pessoa pode descobrir seu perfume especial

O preço para participar dessa experiência é de US$ 15,00, reembolsáveis na forma de um gift card do mesmo valor da Sephora. O projeto ficará aberto ao público até 27 de novembro.

E para quem acha a idéia de fragrance bar muito inovadora, descobrimos que Jean Patou, no final dos anos 20, transformou o bar dentro da sua loja em Paris, destinado a servir coquetéis aos maridos que esperavam suas esposas durante longas provas de roupas, num mix de bar tradicional com fragrance bar, onde os clientes podiam provar coquetéis e perfumes, muitos deles inspirados em drinks famosos da época. Também era possível misturar seus próprios aromas, criando perfumes exclusivos. Uma experiência sensorial em plena década de 20 do século passado, quando nem se sonhava em explorar os sentidos através de ações de marketing.

Fotos: Reprodução

 

 

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O novo projeto da Urban Outfitters tem uma nome engraçado: Store on Tour (algo como “loja viajante”). Diferente só no nome, pois trata-se, na verdade, da nossa velha conhecida pop-up store.

Por enquanto, só temos fotos da loja sendo construída numa espécie de container (mais exemplos de lojas em containers aqui, aqui, aqui ) e outra, liberada pela própria empresa, de parte do interior pronto. O legal é que efetivamente a loja itinerante visitará cidades norte-americanas onde não existe Urban Outfitters ainda.

Store On Tour: em construção

Parte da loja organizada e prontinha para invadir várias cidades nos EUA!

O visual da parte externa do container que abrigará o pop-up shop

 

Se você pretende visitar os EUA, não deixe de conferir a programação da Store On Tour aqui.

Fotos: Reprodução

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O elemento surpresa é sempre uma excelente estratégia de merchandising visual. Entrar num ambiente esperando por uma determinada experiência (ou até mesmo não esperando nada) e ser surpreendido por algo totalmente inusitado por render uma agradável reação dos clientes e mesmo dos funcionários. Sabemos que umas das funções do merchandising visual é ajudar a vender um determinado produto através do seu posicionamento no interior de uma loja, mas achamos que esse conceito deve ser expandido: o merchandising, ao lado do marketing sensorial, deve ajudar a vender uma idéia, um “espírito”, algo que talvez seja até difícil de descrever em palavras, mas que sabemos ser necessário, principalmente com a concorrência feroz, a crise econômica e a falta de tempo dos consumidores. Entra em cena a necessidade de construir a marca não apenas no ponto de venda (trademarketing), mas de expandir esse crescimento para o ambiente corporativo.

Do ponto de vista dos clientes, acreditamos que um ambiente surpreendente é capaz de gerar word of mouth (o famoso boca a boca, totalmente espontâneo e gratuito). Por outro lado, arriscamos dizer que um ambiente de trabalho diferenciado é parte da construção do brand equity (um importante ativo intangível, construído através de um conjunto de ações que visam criar estruturas certas de identificação e conhecimento da marca com seu público-alvo e, por que não?, com seu público interno), principalmente quando a marca pretende criar experiências  que incentivem o seu público interno (neste caso, um ambiente diferenciado faria parte de uma série de ações de endomarketing, que visam promover o bem-estar e, conseqüentemente, melhorar a produção e a capacidade intelectual das equipes).

Ao olhar as fotos abaixo, percebemos que o ambiente de trabalho de certas empresas está longe de se encaixar no ultrapassado perfil dos escritórios de antigamente.

Escritório da Skype, em Estocolmo, na Suécia

Escritório da Ogilvy & Mather (o briefing era criar um "parque de diversões de idéias")

E a sinalização do escritório da agência Upperkut, em Montreal? Adoramos a plaquinha que indica a sala do café e a sala do chefe.

E quem diria que esse ambiente faz parte do escritório de um banco de investimentos! Sim, do Macquarie Investment Bank, na Austrália

Os funcionários da Dtac, em Bangkok, não podem reclamar: o escritório oferece até mesmo uma pista de corrida interna, além de quadras para tênis e futebol

Para entender melhor sobre o assunto, recomendamos o texto sobre os 12 atributos de um ambiente de trabalho realmente interessante, escrito por  Tony Schwartz. O autor aponta a necessidade de ambientes de trabalho que estimulem seus funcionários e proporcionem real engajamento (uma vez que apenas 20% de funcionários ao redor do mundo, em diversas empresas, se declararam efetivamente engajados em seus trabalhos).

Fotos: The Cool Hunter 

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Que tal conhecer as atividades de artistas urbanos contemporâneos que deixam sua marca pelo mundo e interagir com eles em tempo real? Essa é a nova ação da Ballantine’s na sua fanpage no Facebook. Vídeos são divulgados através da página, mostrando os artistas em ação, como se estivéssemos vendo tudo através dos olhos deles. Ao mesmo tempo, os artistas interagem com os usuários que acompanham o processo, respondendo seus comentários ao vivo.

QR-Code tatuado que, quando escaneado pelo leitor, revela uma animação

Recentemente, dois exemplos muito legais foram divulgados. Otatuador francês K.A.R.L. tatuou o primeiro QR-Code no corpo de um amigo e transmitiu todo o processo ao vivo, interagindo com os fãs e respondendo seus comentários que eram feitos através da página no Facebook. O código tatuado realmente funcionou e, quando escaneado pelo leitor no smartphone, revelou uma animação muito legal (assista abaixo).

E preparem-se, porque no próximo projeto vocês poderão interagir com o grafiteiro 45 R.P.M. (assistam ao teaser abaixo, curtam a fanpage no Facebook e participem!) na criação de uma obra. A ação ocorrerá amanhã e será transmitida ao vivo (mais detalhes na fanpage da Ballantine’s no Facebook).

Fonte: PSFK

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Na dúvida de como proteger sua vitrine durante a mudança de coleção ou durante a montagem/ troca semanal? Fica a dia da gigante H&M (nós achamos o máximo!).

Idéia bem humorada de H&M

Fonte: We ❤ It

 

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O Torneio de Wimbledon, um dos mais tradicionais quando o assunto é tênis, terminou ontem com a vitória do sérvio Djokovic sobre o espanhol Nadal. O jogo foi emocionante e ao longo de todo campeonato, a Nike apostou num trabalho especial de visual merchandising para destacar sua ligação como grande patrocinadora dos esportes com um dos eventos mais importantes do universo do tênis profissional (além de aproveitar para gerar ainda mais brand awareness)

Símbolo do torneio de tênis, que ocorre no Reino Unido

Confiram as fotos abaixo das vitrines da marca em Londres, em Oxford Circus.

Nadal foi a grande estrela da campanha "Live for the Game", da Nike

Fotos gigantescas foram combinadas a raquetes, bolas de tênis e bancos nas vitrines

No interior da loja, uma instalação com uma parede forrada por bolas de tênis

Nadal não venceu, mas as vitrines e a instalação causaram impacto e evocaram um dos eventos mais importantes e tradicionais do verão no Reino Unido!

Para quem gosta de tênis, as vitrines da Galeries Lafayette fizeram uma bela homenagem a Roland-Garros e seu vínculo com a marca Lacoste (basta clicar aqui para conferir fotos e vídeos).

Fotos: Reprodução, Acervo Âme Consultoria

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