Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘mechandising visual’

É quase impossível esquecer a campanha Never Hide promovida pela Ray-Ban. Tudo começou quando a marca espalhou 12 telões pela movimentada e internacionalmente conhecida Times Square, em NY, nos quais eram projetadas fotos de consumidores usando seu Ray-Ban favorito, que foram enviadas por eles mesmos através de um hotsite criado pela marca.

Outdoor na Times Square, NY

Dando continuidade à campanha, a Ray-Ban montou grandes molduras que ficavam próximas aos principais pontos turísticos ao redor do mundo (teve até uma aqui no Rio de Janeiro!). Quem quisesse poderia tirar uma foto, que acabava parecendo um cartão postal. Depois, as pessoas eram estimuladas a fazer o upload dessa foto no site da empresa, onde foi criada uma verdadeira comunidade virtual e todos poderiam ver as fotos uns dos outros. No fim, a campanha ganhou espaço nas redes sociais, como Facebook e Twitter.

Foto tirada em Paris

E a empresa não parou por aí! O sucesso foi tão grande e a mensagem já estava tão gravada na mente das pessoas que o projeto de merchandising visual nos pontos de venda seguiu os mesmos rumos da campanha publicitária. Brincando com a idéia das fotos e dos cartões postais, foram montados displays nos quais vemos, ao fundo, pontos turísticos badalados (como Big Ben, o letreiro de Hollywood, a Torre Eiffel, entre outros), e em primeiro plano, desenhos de pessoas, no quais foram aplicados óculos Ray-Ban de verdade!

Vitrine Ray-Ban

Cartões postais, recordações de viagens - sempre com Ray-Ban!

Impossível se esconder e não ser notado quando se usa Ray-Ban.

Um excelente trabalho que demonstra a continuidade da campanha publicitária, sua conexão com as novas mídias e sua coordenação com o trabalho de merchandising visual no ponto de venda. Garantia de que a mensagem da marca não se perderá, o que é muito importante no caso da marca Ray-Ban, uma vez que ela não possui lojas próprias, apenas corners e/ou displays em grandes pontos comerciais e, como vimos anteriormente, nem sempre esses locais são explorados da melhor maneira possível.

Fotos: Step Into The Window

Read Full Post »

Falamos aqui recentemente sobre vitrines que foram inspiradas por acontecimentos que abalaram e “sacudiram” a sociedade. Primeiro, tivemos o exemplo da marca Hackett, que promoveu uma campanha para reverter parte do lucro obtido com a venda de produtos para ajudar as vítimas do tsunami que destruiu várias regiões no Japão. Em seguida, vimos a vitrine de Marc Jacobs, no West Village (NY), apoiando o casamento entre pessoas do mesmo sexo, numa verdadeira jornada em prol dos direitos humanos em NY.

Infelizmente, nem sempre os eventos impactantes e simbólicos em nossa sociedade dão boas vitrines (ou merecem tal destaque, até porque, sinceramente, não contribuem em nada para a imagem da marca). Por exemplo, o que podemos pensar a respeito da vitrine abaixo, da marca Party On, descrita pelo Yorkshire Post (do Reino Unido) como uma “loja chique”.

Em primeiro plano, vemos um boneco à esquerda, caracterizado como Osama bin Laden, segurando uma bandeira branca e “jorrando sangue”. De pé, à direita, uma manequim feminina, portanto uma arma de plástico e trajando roupas de inspiração militar. Como pano de fundo, a bandeira dos Estados Unidos.

Definitivamente, o assassinato de Osama bin Laden por militares norte-americanos foi um evento que chamou a atenção do mundo. Ficamos horrorizadas ao assistir, pela televisão, a comemoração do povo nas ruas ao redor dos EUA, afinal um criminoso de guerra deveria ser capturado e levado a julgamento, como mandam os preceitos da sociedade moderna e civilizada. Ações baseadas no famoso “olho por olho, dente por dente” nos fazem retroceder ao tempo das cavernas!

No mais, ficamos chocadas com a declaração de uma funcionária da loja Party On. Segundo ela, a marca gosta de produzir displays que chamem a atenção e que, enquanto ela estava trabalhando, apenas constatou que várias pessoas riam e tiravam fotos em frente a vitrine. Aparentemente nenhuma reclamação foi feita.

Vale tudo em nome de “chamar atenção”? Má publicidade é melhor do que nenhuma publicidade? Acho que devemos parar por alguns instantes e refletir sobre o assunto. Antes dessa foto, nunca tínhamos ouvido falar na Party On, o que faria muita gente dizer que, graças à polêmica vitrine, a loja ficou conhecida até mesmo no Brasil. Porém, para nós, a impressão em relação à Party On foi extremamente negativa. Se morássemos ou visitássemos a cidade onde fica a loja, jamais compraríamos lá. Resumindo, achamos a vitrine de um tremendo mau gosto, além de ser tremendamente grosseira! Portanto, derrubamos o argumento de que uma vitrine desse tipo seria capaz de gerar brand awareness, afinal quem se interessa se o consumidor conhece a marca, mas a associa a algo grotesco?

E o que uma vitrine desse tipo pode trazer de bom para a marca? Absolutamente nada! Que marca gostaria de ter sua imagem associada a algo grosseiro e até mesmo visto por muitos como preconceituoso? A vitrine de uma loja é o primeiro ponto de contato que a marca tem com o consumidor. Se você não conhece uma marca, mas passa por uma vitrine que lhe atrai, você se sente “puxado” para o interior da loja. Então para que jogar fora uma oportunidade de atrair clientes para o interior da sua loja e, ainda por cima, ter sua imagem associada a adjetivos nada favoráveis?

Enfim, esperamos que nenhuma outra marca, em nenhum outro lugar do mundo, resolva seguir o péssimo exemplo da Party On. Assim como o que aconteceu envolvendo a marca Kenneth Cole e a questão política no Egito (falamos sobre isso aqui), esses assuntos são delicados, envolvem questões mais profundas do que podemos imaginar e não devem ser tratados desrespeitosamente, ainda mais numa vitrine.

Fonte: Yorkshire Post

Read Full Post »