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Posts Tagged ‘novas mídias’

É quase impossível esquecer a campanha Never Hide promovida pela Ray-Ban. Tudo começou quando a marca espalhou 12 telões pela movimentada e internacionalmente conhecida Times Square, em NY, nos quais eram projetadas fotos de consumidores usando seu Ray-Ban favorito, que foram enviadas por eles mesmos através de um hotsite criado pela marca.

Outdoor na Times Square, NY

Dando continuidade à campanha, a Ray-Ban montou grandes molduras que ficavam próximas aos principais pontos turísticos ao redor do mundo (teve até uma aqui no Rio de Janeiro!). Quem quisesse poderia tirar uma foto, que acabava parecendo um cartão postal. Depois, as pessoas eram estimuladas a fazer o upload dessa foto no site da empresa, onde foi criada uma verdadeira comunidade virtual e todos poderiam ver as fotos uns dos outros. No fim, a campanha ganhou espaço nas redes sociais, como Facebook e Twitter.

Foto tirada em Paris

E a empresa não parou por aí! O sucesso foi tão grande e a mensagem já estava tão gravada na mente das pessoas que o projeto de merchandising visual nos pontos de venda seguiu os mesmos rumos da campanha publicitária. Brincando com a idéia das fotos e dos cartões postais, foram montados displays nos quais vemos, ao fundo, pontos turísticos badalados (como Big Ben, o letreiro de Hollywood, a Torre Eiffel, entre outros), e em primeiro plano, desenhos de pessoas, no quais foram aplicados óculos Ray-Ban de verdade!

Vitrine Ray-Ban

Cartões postais, recordações de viagens - sempre com Ray-Ban!

Impossível se esconder e não ser notado quando se usa Ray-Ban.

Um excelente trabalho que demonstra a continuidade da campanha publicitária, sua conexão com as novas mídias e sua coordenação com o trabalho de merchandising visual no ponto de venda. Garantia de que a mensagem da marca não se perderá, o que é muito importante no caso da marca Ray-Ban, uma vez que ela não possui lojas próprias, apenas corners e/ou displays em grandes pontos comerciais e, como vimos anteriormente, nem sempre esses locais são explorados da melhor maneira possível.

Fotos: Step Into The Window

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Nicola Formichetti, diretor criativo da marca Thierry Mugler e stylist de Lady Gaga, vai invadir a cena fashion de NY em setembro, com um pop-up store em TriBeCa. O anúncio foi feito pelo próprio designer via Twitter, que ainda deixou bem claro que precisa de um arquiteto para cuidar do interior da loja (veja na foto abaixo).

Formichetti planeja dividir o interior da loja em quatro diferentes espaços: digital, minimal, nature e punk rock/vintage, incluindo, também, uma possível floricultura. Como ainda restam alguns meses até setembro, nada ainda foi formalizado.

A organização cultural sem fins lucrativos BOFFO ajudará a encontrar o melhor arquiteto para cuidar do visual da loja temporária de Formichetti através de uma competição, mas essa ajuda irá além. A organização pretende selecionar não apenas um, mas vários arquitetos cujos perfis criativos combinem com as idéias de alguns outros designers de moda (será que novas pop-up surgirão em breve?). Os vencedores receberão US$ 20,000,00 para tornar seus projetos realidade!

Para saber mais sobe Formichetti e o projeto, basta assistir ao vídeo abaixo. E vá se planejando para visitar NY em setembro, pois a pop up store só funcionará entre 01/09 e 14/09!

 

Fonte: Modern Destiny, Ladylux, Fashionably Marketing Me

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Mango é uma empresa internacionalmente famosa, uma verdadeira gigante no cenário do varejo de moda. Recentemente ela alcançou a extraordinária marca de mais de 2 milhões de fãs no Facebook e simplesmente quis agradecer a todos eles por permitir que a marca fizesse parte de suas vidas. Um diálogo direto entre marca e consumidor, como velhos e bons amigos que, juntos, compartilharam momentos incríveis, atraíram olhares e coloriram o mundo ao seu redor. Muito emocionante!

No final, uma mensagem simples, mas que resume perfeitamente o espírito do vídeo: “Thank you for liking us. We like you too!” (“Obrigada por curtir a marca. Nós também curtimos você!”).

LINDO, LINDO, LINDO!

Fonte: B9

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Produtos Ed Hardy: amados por muitos, internacionalmente consumidos e caríssimos. Para alguns, símbolo de rebeldia e status. Para outros, a melhor representação do mau gosto. Muitas pessoas sequer conseguem olhar para uma peça Ed Hardy sem torcer o nariz! Camisetas e bonés com silks inspirados no universo da tatuagem, combinados com aplicações de bordados, cristais e glitter simplesmente lotaram páginas e mais páginas de revistas, sempre usados por celebridades como Madonna, Britney Spears, Kim Kardashian, entre outras.

Famosas "trabalhadas" na marca Ed Hardy

Como todo produto, teve sua fase de introdução, de crescimento, atingiu sua maturidade no mercado e, finalmente, começa a entrar em declínio – pelo menos, achamos que a campanha promovida pela agência de publicidade Super Top Secret aponta para esse caminho.

Segundo o site da agência, a campanha Giving Back  visa “tornar o mundo melhor, uma camiseta ridícula por vez” (e até tem página no Facebook e seguidores no Twitter!). Funciona assim: os interessados doarão suas camisetas Ed Hardy para a Super Top Secret, que as repassará para moradores de rua. Além de ajudar os menos favorecidos, os doadores receberão em troca uma camiseta novinha em folha, produzida pela agência. Ainda segundo o site, trata-se de uma “win-win situation“: ao mesmo tempo que você ganha uma camiseta novinha em folha, ajuda uma pessoa necessitada e contribui para acabar com a tendência da camiseta masculina espalhafatosa, possibilitando que ela assuma novamente sua função como uma mera camiseta.

À esquerda, a campanha; à direita, Eli, morador de rua, usando uma camiseta Ed Hardy doada pelo sorridente rapaz à direita, de camisa xadrez

É claro que a campanha tem um toque de humor bastante ácido, mas vamos deixar de lado nossos posicionamentos politicamente corretos, nossos pudores e sejamos honestos: alguém acha que a Madonna gostaria de ver um morador de rua usando uma camiseta original Ed Hardy, assim como ela?  Você gostaria de ver vários moradores de rua usando camisetas iguais as suas, pelas quais você pagou R$ 280,00 (o preço é meramente ilustrativo)? Claro que não, não é?

E qual seria o impacto dessa campanha para as vendas e para a marca Ed Hardy? Com certeza, não seria nada positivo para ambos. Por outro lado, ficamos tristes, pois isso também não é nada bom para a imagem do tatuador Don Ed Hardy, americano da Califórnia, aprendiz do respeitado Sailor Jerry Collins, que teve seu nome e desenhos atrelados a produtos que são sinônimos de mau gosto.

No mais, não conseguimos levantar nenhuma informação sobre o posicionamento da marca em relação à ação, mas achamos que, neste caso, caberia inclusive recurso judicial para evitar que a agência continuasse a promover esse tipo de atividade, sendo fácil comprovar os potenciais danos à imagem da marca.

E se alguém já se perguntou se consumidores ou a sociedade podem destruir uma marca, literalmente, achamos que a campanha acima dá todas as informações necessárias para responder a questão.

Fonte: GOOD

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O mercado de refrigerantes é bastante disputado e até poderíamos dizer que Coca-Cola e Pepsi travam uma batalha diária por market share. A luta por uma bela fatia do mercado e pela cabeça e coração dos consumidores se dá através de diversas estratégias de marketing.

A Pepsi optou por uma ação baseada em novas mídias, associada à um ícone moderno: a vending machine (aquelas máquinas que ficam em ruas, metrôs e até em escritórios e nas quais você pode comprar pequenos lanches e bebidas usando moedinhas). A ação pretende engajar os consumidores através das mídias que já fazem parte do nosso dia a dia, como SMS, Facebook e vídeo, entre outras, fornecendo acesso à informações sobre produtos e até mesmo permitindo que você presentei um amigo com uma garrafinha de refrigerante. Funciona assim: basta selecionar uma bebida e digitar o nome do destinatário, número de celular e a mensagem de texto com um código personalizado resgatável ​​em outras máquinas será enviado. Os consumidores podem customizar a mensagem com um curto vídeo gravado pela máquina.

Por outro lado, a rival Coca-Cola mergulhou de cabeça na estratégia do storytelling, ou seja, na construção de narrativas que estabeleçam conexões com histórias e comunidades pré-existentes. Assim, as pessoas se envolvem com a marca, pois se enxergam como personagens dessas histórias e compram os produtos necessários à satisfação de uma necessidade humana.

Cada vez mais a marca se empenha em estabelecer vínculos com comunidades de nicho e com outra estratégia importante, conhecida como consumer advocacy , os famosos “advogados da marca” que nada mais são do que pessoas que simplesmente amam determinada marca e podem dar seu testemunho valioso a respeito desse relacionamento (ajudando, assim, a convencer outros consumidores). Praticamente é a estratégia que resume o que estamos falando por aqui em vários posts: lovemarks, interação, deixar o consumidor ser o dono da sua marca – todas essa estratégias são cada vez mais fundamentais para alcançar o sucesso no mercado.

Campanha "Abra a Felicidade"

Em 2007 a Coca-Cola lançou uma série de comerciais da campanha “Abra a Felicidade“, cuja idéia central era a de que felicidade é aquilo que criamos diariamente em nossas vidas. O foco no produto ou na marca foram colocados em segundo plano, destacando o produto apenas como suporte aos experimentos individuais sobre o significado da felicidade. O resultado foi tão positivo que a empresa resolveu expandir os comerciais, usando narrativas envolvendo músicos e artistas. O processo culminou uma verdadeira “fábrica da felicidade“, gerando tanto interesse dos consumidores que outras mídias foram adotadas na divulgação da campanha (blogs, vídeo, games e aplicativos para celular). E a história não parou por aí: uma expedição de três embaixadores da alegria foi lançada em janeiro de 2010 com o objetivo de descobrir o que faz as pessoas felizes nos 206 países onde a Coca-Cola é comercializada e blogs como o Coca-Cola Conversations, com curiosidades sobre a marca, produtos relacionados e sua história.

Os resultados? Bem, em comparação com a Pepsi, a página do Facebook da Coca-Cola tem 21 milhões de fãs a mais que a concorrente; as vendas globais aumentaram consideravelmente desde o início da campanha “Abra a Felicidade”; a campanha tornou-se uma plataforma global para todo marketing integrado da marca; e, para culminar, a empresa ainda teve sua campanha reconhecida com o prêmio Best In Show de publicidade.

O que podemos concluir disso tudo? Que as marcas devem convidar seus consumidores ao diálogo, quer seja relacionado à marca, quer seja sobre suas próprias experiências ou alguma coisa que os inspire a participar e criar suas próprias formas de mídia. Boas narrativas são capazes de agregar, ao seu redor, nichos diversos da sociedade, geralmente extrapolando seus suportes iniciais, devido ao grande potencial de adoção e crescimento.

Para saber mais sobre uma outra ação bem legal, que envolveu os consumidores através da ativação de sua criatividade e uma marca de refrigerante, basta procurar informações sobre a parceria Sprite e Redley e a campanha Refresque suas Idéias. Acesse o site que explica o processo de criação das artes individuais e da coletiva e divirta-se!

Fontes: Mídias Sociais, SparkSheet

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A Lacoste é uma marca mundialmente famosa e seu símbolo/logo, o famoso crocodilo verde, é simplesmente inesquecível. Recentemente a empresa lançou a campanha Me & My Crocodile em seu site, que consiste em estimular o seu público a enviar fotos nas quais o crocodilo apareça. Todas as fotografias, envias pelo próprio site ou via email, farão parte de um painel e receberão votos. O vencedor receberá uma bolsa Lacoste da coleção primavera-verão, num valor mínimo de US$ 150,00.

Detalhe da página do concurso

Ok, ok, depois da campanha Never Hide da Ray-Ban e de tantas outras envolvendo a participação dos consumidores (inclusive algumas ações de marketing, como a da W+K, sobre a qual falamos semana passada, lembram?), a campanha da Lacoste até parece meio bobinha, não é? Aí é que todo mundo se engana! Para uma marca que está no mercado há anos (seu criador, René Lacoste, foi apelidado pela imprensa francesa de “crocodilo” no final de 1920, depois de ganhar vários torneios de tênis, resolveu bordar em seu blazer um pequeno crocodilo verde, antes mesmo da empresa se tornar famosa por suas camisas pólo em várias cores e sua relação com o mundo esportivo), é sempre importante entender como as novas gerações de consumidores estão percebendo a marca, interagindo com ela e ao que exatamente a estão associando. E essa é uma bela maneira de fazer isso, pois demanda a colaboração do próprio consumidor, o que é muito mais interessante do que uma pesquisa de mercado cujo start é dado pela própria marca.

Algumas das fotos enviadas este mês. E quem diria que, um dia, veríamos um skate associado à marca Lacoste, não é?

Além disso, os fãs e consumidores da marca têm total liberdade de interpretar a marca, deixando um pouco de lado todas as questões legais envolvendo trademark que, às vezes, criam verdadeira barreiras legais e obstáculos à realização de algumas campanhas.

Boa idéia para algumas empresas nacionais cujos logos já fazem parte do nosso imaginário, não é?

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A agência Wieden + Kennedy tem algo em comum com o mais novo casal real britânico: as mesmas iniciais (W+K = William e Kate, Widen e Kennedy). De olho num dos eventos mais badalados de abril e que já está na mídia global desde que o noivado foi anunciado, a empresa resolveu interagir com os curiosos que passam pela sua filial na Hanbury Street.

A "vitrine" do escritório da Wieden + Kennedy

A instalação na “vitrine” do escritório conta com um super bolo de quase dois metros de altura, inspirado nos bolos dos casamentos reais do passado. Será que o bolo do casório de William e Kate será parecido?

O bolo cenográfico, com quase 2 metros de altura

 Do lado direito da vitrine, a agência resolveu oferecer aos mais empolgados com as bodas reais um souvenir digital: basta a pessoa se posicionar em frente ao local indicado, seguir as instruções e, depois, seguir até a página da empresa no Facebook para “pegar” seu postal-foto. Isso nos lembrou muito a campanha Never Hide, da Ray-Ban, que também contava com fotos especiais que poderiam ser divulgadas no site da marca e no perfil do Facebook. Foi assim também que funcionou com a fotocabine do evento de lançamento da coleção de inverno da Farm.

Mais uma campanha que une vitrine interativa e Facebook

Um exemplo interessante. Atenção para a minicoroa!

Depois é só pegar sua foto no perfil do Facebook e compartilhar com todos os seus amigos!

A agência espera que os londrinos e  os visitantes especialmente atraídos pelo casamento do ano (1,1 milhões de pessoas, dá para acreditar?) se sintam um pouco mais envolvidos com o grande evento do ano. Além disso, no dia 28 de abril (um dia antes do casamento), a empresa resolveu oferecer a quem decidir passar pelo seu escritório lindos cupcakes W+K, feitos pela rainha dos cupcakes, Lily Vanilli.

A Wieden + Kennedy declarou que já que nem todo mundo conseguiu um lugar na lista de convidados do casamento real, a idéia é oferecer uma experiência especial aberta a todos. Os convidados com certeza se sentirão como os membros e amigos da família real e poderão saborear um delicioso cupcake, além de apreciar a exposição de souvenirs do casamento real, na galeria da Wieden + Kennedy (que fica no escritório da agência e é tão pequena que cabe na sua recepção!).

Amamos a estratégia da agência britânica que gerou brand awareness internacionalmente para a empresa/marca e ainda contribuiu para divulgar não apenas a agência, bem como seus serviços, usando como gancho um dos eventos mais comentados do ano, que com certeza contará com cobertura da mídia internacional. Isso sem falar na interação com o público e o belo uso da rede social, o que potencializa ainda mais a divulgação da agência. Se fosse possível, faríamos uma reverência aos colaboradores da Wieden + Kennedy, responsáveis pela brilhante idéia.

Fotos: Wieden + Kennedy

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