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Posts Tagged ‘ponto-de-venda’

Você também é apaixonado por visual merchandising? Deseja entender melhor o que envolve essa atividade? Tem interesse em comportamento do consumidor e ferramentas para tornar o ponto de venda mais atrativo e rentável? Se você respondeu que sim para todas as perguntas, compre agora uma passagem para Dusseldorf, na Alemanha, e vá participar da próxima edição da Euroshop, feira com mais de 100 mil visitantes e 2 mil expositores, que acontecerá entre 26 de fevereiro e 2 de março deste ano.

O evento está dividido em 4 áreas: EuroConcept ( equipamentos para refrigeração, iluminação, construção e reforma de lojas); EuroSales (visual merchandising, promoção de vendas); Euro CIS (comunicação, tecnologia, sistemas de segurança e logística); e EuroExpo (sistemas de exposição e design de eventos).

Para esta edição do evento, uma novidade: MQ-City, um espaço exclusivo para manequins especiais dentro de uma estrutura semitransparente e que também inclui um lounge e um champagne bar. Segundo o diretor de projetos da Messe Dusseldorf, organizadora do evento, a empresa está investindo na estrutura ideal para apresentações de primeira linha de marcas e produtos, num atmosfera estilosa.

Como o interesse por sustentabilidade também ganhou novas proporções, foi criado o ECOPark, em parceria com outras duas entidades (uma educacional e outra, governamental), especialmente dedicado à exposição de produtos sustentáveis e com consumo inteligente de energia, além de fóruns.

Abaixo, algumas das novidades dessa edição da Euroshop.

O manequim batizado de "The Eye See Mannequin" consegue gravar o comportamento do consumidor, revelando quem foi atraído por determinado display e por quanto tempo ficou observando.

Para muitas marcas de moda ainda é um desafio expor bijuterias e afins, principalmente tendo em vista o grande índice de furto. Esses expositores são uma ótima solução, podem ser adaptados às colunas ou paredes das lojas e possuem trancas, além de garantirem a visibilidade dos produtos (afinal, são feito de vidro)

Combinando excelente iluminação e sustentabilidade, a tecnologia LED é apontada como a melhor saída quando o assunto é economia de energia, garantindo um efeito desejado

Estante expositora com manequim acoplado, bem como display de bolsa - uma ótima solução para usar em eventos voltados para o varejo ou até mesmo em lojas

Manequins brilhantes aparecem como tendência para os próximos anos e são encontrados e diversas cores, com ou sem cabeça, realistas ou abstratos, em poses dramáticas, etc.

Fonte : VMSD

 

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O ponto de venda é visto por algumas pessoas como um espaço no qual são travadas, diariamente, várias batalhas e diversas estratégias são traçadas, todas com o mesmo objetivo: chegar ao consumidor em primeiro lugar e fazê-lo comprar, se apaixonar e retornar.

Às vezes esse conceito de guerra é seguido ao pé da letra por algumas empresas. Aparentemente é o caso da Coca-Cola, que comprou o espaço de uma vitrine ao lado de uma loja da rede Starbucks e  colocou um cartaz no qual podemos ler: “Quem tem tempo de ficar na fila por um latte?”

Guerra na vitrine: Diet Coke em ação agressiva pelo market share que provavelmente perdeu para a rede Starbucks

Temos certeza de que, durante o inverno, os consumidores vão optar por um latte quentinho ao invés de uma bebida extremamente gelada. Sorry, Diet Coke!

Fonte: Store Windows

Foto: Floyd Hayes

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Se você sonhar com algo, pode fazê-lo“, disse Walt Disney. A cada dia sonhamos mais e mais com espaços comerciais diferenciados, inovadores, que nos surpreendam. Sonhamos, desejamos, esperamos… E não estamos, neste momento, pensando apenas em lojas voltadas para o varejo de moda. Gostaríamos de ver farmácias, salões de beleza, padarias e outros pontos de venda dos quais entramos e saímos todos os dias segundo um novo ponto de vista, totalmente renovados.

Sabemos que alguns desses estabelecimentos não vendem nada além de commodities, mas em certos casos tal pensamento deveria ser revisto. Se farmácias se posicionam através de uma guerra de preços, outros tipos de varejo deveriam entender que lidam com um tipo de serviço/produto que, quanto mais diferenciado, mais atrairia consumidores. E nada melhor do que um ponto de venda que esteja de acordo com tal diferenciação, para envolver ainda mais o consumidor num clima que combine mistério, sensualidade e intimidade (critérios que identificam uma lovemark, conceito elaborado por Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi, na busca por marcas que promovam, em seus consumidores, fidelidade além da razão, trabalhando esses três fatores).

Já citamos aqui alguns exemplos de estabelecimentos comerciais que se diferenciaram ao criar pontos de venda que possibilitam aos consumidores novas formas de experimentação dos produtos/serviços e até mesmo da marca. Empresas como Snog (frozen iogurte), Victor Churchill (açougue de luxo) e Patisserie des Rêves (doces e afins) deixaram de ser mais um negociante de commodities para virar marcas reconhecidas internacionalmente.

Deixando de lado os exemplos gastronômicos, sempre nos perguntamos como poderia ser uma ótica dentro desses conceitos que abordamos acima. Se pararmos para pensar em todas as óticas pelas quais passamos nas ruas e dentro de shoppings, percebemos que elas seguem, normalmente, um mesmo padrão: vitrines amontoadas de displays das principais marcas de moda internacionais que trabalham óculos de sol e de grau como acessórios, atrás de um vidro com adesivos que destacam formas de pagamento. Lá dentro, vendedores que não entendem absolutamente nada sobre visagismo (portanto, muitas vezes, não podem ajudar o consumidor a achar o melhor modelo de óculos para o seu formato de rosto), balcões brancos ou de madeira, cadeiras que normalmente não combinam com o ambiente.

Chega a ser engraçado ver tamanha contradição: de um lado, os displays das marcas internacionais com fotos que tentam nos vender um estilo de vida através de seus produtos e, de outro, os produtos em si, expostos em ambientes descuidados que praticamente os transformam em commodities, fazendo com que o consumidor não se importe com o local onde compra, mas sim com o menor preço que o produto pode alcançar dentre as diversas opções no mercado.

Felizmente nem sempre isso acontece! Stefan Flatscher e Uwe Pinhammer, donos da Freudenhaus, resolveram inovar, repensando toda a estrutura de uma ótica através de um olhar diferenciado do produto: óculos não são apenas instrumentos técnicos, mas devem, também, expressar a personalidade de quem os usa. São verdadeiros acessórios de moda, devem ser divertidos e deixar os consumidores felizes.

Interior ds FreudenHaus, predominantemente branco, o que confere um aspecto clean, claro e amplo

Para acompanhar tal pensamento, os sócios resolveram apostar numa linha própria de produtos e, além disso, num ponto de venda totalmente diferenciado e inovador. O projeto é do escritório de arquitetura alemão Aigner Architecture e o briefing era criar um interior com materiais de altíssima qualidade e apelo ao público jovem. A predominância da cor branca cria, além de um ambiente claro e clean, uma certa surpresa aos consumidores, pois foge completamente dos padrões de uma ótica comum. Os displays parecem gavetas em forma de tubos presos nas paredes, o que também confere ao ambiente um certo ar futurista.

Displays em forma de tubos, que ficam presos às paredes e também pendem do teto

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A loja Chanel, no SoHo, reabriu semana passada (dia 09/09), um dia antes do evento mundialmente badalado Fashion’s Night Out (10/09). Depois de cinco meses fechada para reformas, a loja abre novamente suas portas aproveitando a passagem de Karl “Kaiser” Lagerfeld por Nova Iorque, onde recebeu o prêmio Fashion Visionary Award do Couture Council.

Poster anunciando a reabertura da loja do SoHo

Com a colaboração do parceiro de longa data da marca, Peter Marino (também responsável pela maravilhosa flagship store da Louis Vuitton em Londres, que mencionamos aqui), a nova loja-galeria apresenta os tradicionais produtos Chanel (alguns deles exclusivamente vendidos só nessa loja), além de trabalhos dos artistas Alan Rath, Gregor Hildebrandt e Robert Greene, num verdadeiro mix entre moda, arte e entretenimento no ponto-de venda.

Visão parcial do interior da loja Chanel no SoHo, projeto de Peter Marino

É fundamental destacarmos que a associação moda-arte é uma excelente forma de posicionar os produtos de luxo no inconsciente dos consumidores como “pequenas obras primas”, o que reforça a idéia de exclusividade e, de certa forma, ajuda a justificar os altíssimos preços dos produtos à venda. Além disso, como já comentamos tantas vezes, não existem mais, pelo menos no exterior, espaços comerciais que sejam apenas pontos-de-venda de produtos. Ninguém mais quer sair de casa apenas para comprar. Os consumidores querem diversão e interação, afinal se for para comprar um produto sem emoção, é mais fácil fazê-lo via internet (e com Net-a-Porter, além das lojas virtuais das próprias marcas de luxo, isso não é mais um problema).

Uma das principais atrações da loja, além das linhas exclusivas de produtos e obras de arte, é um imenso frasco de Chanel No.5, com mais de 3 metros de altura, todo feito em acrílico e iluminado com LED, onde os clientes poderão ver as imagens dos desfiles da Chanel em Paris, além de video art do multitalentoso Karl Lagerfeld.

Tela de plasma? Isso é para lojas comuns. Na Chanel os desfiles e video art são transmitidas num frasco de Chanel No.5

Sempre adoramos como a marca Chanel é gerenciada, com ênfase em sua própria história, símbolos e ícones, misturando com perfeição tradição e contemporaneidade, o que confere vida nova a produtos que estão no mercado há muitos anos, como o perfume Chanel No.5. Muitas são as histórias e mitos sobre o lançamento do perfume e seu frasco, o que, diga-se de passagem, é outra característica de Chanel: toda sua trajetória é um verdadeiro mistério e nunca saberemos com certeza o que se esconde atrás de cada criação. Talvez por isso seja uma marca tão desejada e celebrada até hoje, com tantos fãs. 

Frascos do perfume Chanel No.5, na versão pop art de Andy Warhol

Tudo sobre a loja da Chanel no SoHo está aqui. E para entender melhor como o frasco de Chanel No.5 é importante para a história da marca e marca presença no inconsciente de seus consumidores, basta clicar aqui para ver imagens do lançamento inovador do perfume Eau Première, uma verdadeira experiência de marketing sensorial.

Fonte: Hint

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Marketing sensorial é uma expressão que “entrou na moda” nos últimos anos aqui no Brasil, mas que muitas marcas já utilizavam como ferramenta para seduzir e estimular os sentidos de seus clientes. Quem é capaz de esquecer o cheirinho característico de lojas como Osklen e Leeloo? Foram tantos os pedidos dos clientes que essas marcas acabaram incorporando suas essências às linhas desenvolvidas para casa (linha home), de modo que cada um de nós pudesse levar mais um pedacinho da marca/loja para sua própria casa.

A cada dia o trabalho de envolver o cliente no ponto-de-venda, proporcionando uma experiência de compra mais complexa, ganha novas dimensões. Verdade seja dita, você pode comprar uma calça jeans hoje em quase qualquer loja, inclusive nas grandes redes de fast fashion (que já até trabalham, no interior da loja, sinalização específica através de tags, totens e araras especiais, indicando cada modelo disponível), mas que tal comprar seu jeans na flagship store da Levi’s, em São Francisco, e ter a oportunidade de amaciá-lo e ajustá-lo às suas curvas, mergulhando numa espécie de banheira e secando-o no próprio corpo?  

Entedemos que o varejo de moda, assim como qualquer outro, necessita de lucro para fazer sua engrenagem girar, mas com tantas opções disponíveis atualmente, inclusive as virtuais (e-commerce e m-commerce), lotar uma vitrine com produtos pode garantir apenas a venda de uma peça, mas jamais ganhará o coração do consumidor. E pra quem acha que isso é balela, basta checar os dados obtidos através de uma pesquisa realizada pela POPAI:

  1.   83% de decisão de marca é tomada no ponto-de-venda (fonte POPAI-Brasil – o consumidor é altamente sugestionável, podendo trocar de marca conforme o esforço aplicado); 
  2.  53% dos consumidores fazem compras sem lista (fonte: ACNielsen 2001);
  3.  83% comprariam um produto após uma degustação satisfatória, independente do preço (fonte M&M, 02/04/01)

Acreditamos que o mais importante atualmente é proporcionar aos consumidores a oportunidade de experimentar a marca no ponto-de-venda, entretendo-os, de forma que, ao sairem a loja, eles tenham sempre em mente aquele momento especial, que trasncendeu o ato de comprar. Os consumidores precisam sair das lojas seduzidos, emocionados, a ponto de querer levar um pouco daquele ambiente para suas próprias casas.

Cada ação envolvendo um dos nossos sentidos acaba atraindo os consumidores e, ao mesmo tempo, comunicando os valores da marca, sua identidade, além do que existe por trás de cada uma das coleções. Afinal, não podemos nos esquecer que as lojas mudam a cada estação por conta de suas coleções e não podem parar de contar essas histórias para todos os compradores.

Abaixo, destacamos algumas ações de acordo com cada sentido que se pretende atingir. Contudo, antes de prosseguir, uma pesquisa feita por Veronis, Shler & Associados nos aponta que os seres humanos são capazes de aprender através de seus 5 sentidos nas seguintes proporções:

 1% pelo paladar

1,5% pelo tato

3,5% pelo olfato

11% pela audição

83% pela visão

 

VISÃO: Somos bombardeados com imagens por todos os cantos e temos grande apego a tudo que é visual (salvamos imagens, tiramos fotos, nos produzimos antes de sair de casa, viramos a cabeça para olhar alguém que passa por nós na rua, etc). Não seria diferente na moda, principalmente no ponto-de-venda.

Pensando nisso, muitas marcas começaram a contratar arquitetos, merchandisers e especialistas em marketing para desenvolver, em conjunto, espaços comerciais que não fossem meras lojas (mas que, ao mesmo tempo, gerassem lucro). E nós só podemos agradecer por isso, afinal são tantas as lojas maravilhosas, inovadoras, divertidas, interativas, camaleônicas e deliciosas que existem por aí… Isso sem falar nas programações visuais das vitrines e as temáticas, para datas comemorativas (dia das mães, namorados, crianças, Natal, entre outras).

A cada coleção as marcas nos brindam com muitas novidades que estimulam nossa visão. Falamos aqui dos manequins customizados da coleção Material Girl, mas podemos citar também os feitos pela C&A, para o lançamento da linha de produtos da modelo Isabeli Fontana.

Manequim personalizado com as feições da modelo Isabeli Fontana para o lançamento da sua coleção em parceria com a C&A

Detalhe do merchandising no interior de uma das lojas da C&A

Além disso, não vamos nos esquecer da vitrine,  que “corresponde a 70% da atratividade da loja por causa disso um manequim bem apresentado é o melhor vendedor que uma grife pode ter, isso se ele estiver encaixado no conceito da marca”, afirma Marcos Andrade, diretor da Expor Manequins.

Outras empresas, como a Maria Filó, apostam forte na tecnologia e usam softwares que permitem que as consumidores experimentem suas roupas em casa, através do recurso da realidade aumentada. A ação foi usada para divulgar uma edição limitada de camisetas com estampas desenvolvidas por quatro designers, inspiradas no tema de uma de suas coleções. Para tal, bastava ter uma computador com webcam. O sucesso foi tanto que as peças esgotaram em uma semana!

AUDIÇÃO: Nada como uma boa música para nos fazer esquecer do tempo, das filas, do esforço físico, do mundo que nos cerca, não é? E, além disso, a música ainda é um canal maravilhoso de comunicação, além de ajudar a ambientar espaços, criando atmosferas que podem ser mais leves, divertidas ou, até mesmo, tristes.

E, como sempre, a trilha sonora ajuda a situar o cliente sobre o tema da coleção que se encontra disponível no interior da loja e, com isso, pode até mesmo colaborar para aumentar o ticket médio. Até mesmo os sites e blogs das marcas usam a música como recurso importante na hora de entreter os visitantes, tornar a experiência virtual mais divertida e, ao mesmo tempo, divulgar a história que cada coleção quer contar.

No ponto-de-venda, algumas empresas apostam não apenas numa trilha sonora personalizada, mas em recursos especiais, como dispositivos de som dentro dos provadores, com canais de músicas diversos, para que as clientes escolham a trilha sonora enquanto experimentam as roupas . É assim na Farm, por exemplo. Já outras marcas apostam em trilhas sonoras para cada peça de roupa. Sim, em cada etiqueta é colocado um dispositivo musical que ajuda o cliente, quando no provador, a se imaginar no local onde vai usar a roupa. Tal idéia é desenvolvida pela empresa Gomus.

Detalhe do provador da Farm, onde os clientes podem escolhar a música ambiente da cabine através de um dispositivo com diversos canais, de estilos musicais diferentes

PALADAR: Praticamente todas as marcas de moda, quando realizam seus lançamento de coleção, oferecem uma pequena festa em suas lojas para receber seus clientes. E uma das principais atrações, além das coleções, é sempre o cardápio. Os petistos oferecidos geralmente se relacionam ao tema da coleção, ou ao perfil da marca, dependendo do caso. E, é claro, todas as lojas oferecem, geralmente no balcão do caixa, balinhas e chocolatinhos personalizados às clientes, além de expressos, águas aromatizadas, biscoitinhos e até mesmo brigadeiro de colher! Lembram dos brigadeiros de chocolate belga na inauguração da loja da Alice Disse, no Shopping da Gávea?

Barraca de guloseimas na loja da Farm, durante o lançamento da coleção "É Coisa Nossa!", voltada para elementos bem brasileiros. Foram oferecidas balas 7 Belo, jujubas, delicados, biscoito Globo, paçocas Amor, balas Juquinha, entre outras delícias. Foto: Blog Adoro!

OLFATO: “O olfato é a forma mais eficaz para acessar o sistema límbico (responsável pelas emoções) de uma pessoa, por isso é importante trabalhar o aroma, especialmente se ele for exclusivo”, explica Fátima Leão, proprietária da Camaleão Olfative Marketing, que cobra R$ 20 mil para desenvolver aromas exclusivos que podem passar diversas emoções como alegria e acolhimento, de acordo com o desejo do cliente. O aroma cria uma sensação agradável que se espalha pela loja, graças ao movimento do ar, e faz com que os clientes permaneçam mais tempo em seu interior, aumentando as chances de compra. Além disso, os aromas fazem tanto sucesso entre os clientes que muitas marcas transforam sua “assinatura olfativa” em produtos e lançaram linhas para casa, com aromatizadores de ambiente e até mesmo produtos para cuidados pessoais, como hidratantes e perfumes.

O famoso aromatizador Vento, da Osklen

TATO/INTERATIVIDADE: O consumidor brasileiro adora tocar em praticamente tudo dentro as lojas. Não existe quem não vá direto para uma arara, pegue um cabide com uma mão e, com a outra, sinta o tecido no qual a peça de roupa é feita. Algumas marcas acreditam que a exposição de produtos em pilhas no interior da loja promove esse desejo de tocar nas peças. Outras marcas, cujos produtos são exclusivos, limitados ou feitos à mão, podem promover experiências diferentes (dizem que, na Hèrmes, os clientes tem que calçar luvas para tocar em alguns acessórios, principalmente em algumas bolsas). Por outro lado, existem aquelas marcas que promovem a interação com seus clientes através de experiências multisensoriais. Isso acontece, por exemplo, na Fábula, onde as crianças podem se sentar e rabiscar livremente em livros de páginas brancas em versão extragrande, que ficam abertos no chão da loja.

Fonte: Mundo do Marketing; Regina Blessa; “Merchandising Visual e Varejo de Moda” (trabalho de conclusão de curso do MBA de Marketing da PUC-RJ, por Renata Couto de Oliveira)

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