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Posts Tagged ‘prosumers’

Quem trabalha com desenvolvimento de produto vai amar essa novidade, que vem reforçar o que já abordamos aqui no blog ano passado: se a sua marca não dá espaço para o consumidor agir, participar ativamente, ela está condenada. Permitir que os consumidores participem da marca é um instrumento muito poderoso, como nos ensina Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi. Quanto mais poder você dá, mais ganha em troca. Cria-se entre consumidores e marca uma sensação de intimidade, que vai da empatia (envolve ouvir sempre e cada vez mais seus consumidores), passa pelo compromisso (que, misturado com doses certas de fidelidade, origina uma fidelidade além da razão, como a dos consumidores da Apple) e, finalmente, vira paixão (assim como nos relacionamentos humanos, é a única força capaz de fazer com que os consumidores resistam a tempos difíceis, quando o bom senso lhes diz para mudar).

O estilista Derek Lam, ao fechar uma parceria inédita com a empresa eBay, declarou: “ter um diálogo direto e imediato com os internautas é o que faz a moda ser excitante e relevante nesse momento. A tecnologia do eBay me oferece uma oportunidade única e inovadora de alcançar clientes novos e os que já existem diretamente, e de criar a moda que eles desejam”.

Por essas e por outras, adoramos descobrir o site Garmz, cuja proposta até nos lembra o nacional Camiseteria. Funciona assim: o designer envia seu croqui para o site, que realizada um processo de votação online, aberto ao público. A Garmz incentiva seus leitores a compartilhar o conteúdo, para que outras pessoas possam participar da votação (e, ao fazer isso, a própria marca Garmz ganha em brand awareness e se torna mais relevante em buscas orgânicas feitas na rede). A peça mais votada é produzida pela Garmz e vendida pelo site da empresa. E a melhor parte vem agora: além de ver sua criação ganhar vida e ser divulgada globalmente, os lucros são divididos entre o criador e a Garmz.

Passo a passo, o site explica como funciona o processo

O compartilhamento de conteúdo só traz benefícios para a Garmz e para o próprio designer de moda

E aí, se empolgou? Então mande logo seu projeto para a Garmz. E depois não esqueça de nos contar o resultado!

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A Ray-Ban, empresa que lançou no mercado o clássico modelo de óculos aviador, resolveu apostar numa campanha de marketing global, visando atingir consumidores jovens, corajosos e que não se conformam nunca. O grande diferencial é que a Ray-Ban entendeu a importância das redes sociais e a participação ativa do consumidor na criação de conteúdo (falamos sobre isso aqui, aqui e aqui, lembram?).

Página da campanha na internet

Never Hide (nunca se esconda) começou oferecendo ao consumidor a chance de não se esconder das 100 milhões de pessoas que circulam pela Times Square, em NY. Bastava enviar uma foto usando qualquer modelo Ray-Ban e aproveitar seus 15 minutos de fama: ela seria exposta em simplesmente 12 telões enormes em um dos mais famosos e movimentados pontos turísticos do mundo.

Fotos dos consumidores usando Ray-Ban apareceram em 12 telões na Times Square

E a campanha não parou por aí. No site da empresa existem várias posters, fotos e vídeos, mas o que nos chamou atenção foram as fotos enviadas de vários cantos do mundo, por consumidores usando Ray-Ban, destacando pontos turísticos ou marcos históricos que nos permitem reconhecer imediatamente o local onde a foto foi tirada, com um detalhe muito especial: uma grande moldura branca, na qual se lê “never hide” bem no alto. Alguém tira a sua foto e, quando você chega em casa, basta ir ao site da Ray-Ban, fazer upload e dividir sua experiência com outros milhares de consumidores!

Alemanha

Brasil, Rio de Janeiro

Espanha

França, Paris

Reino Unido, Londres

Assim, a empresa consegue atingir os consumidores, envolvendo-os na própria campanha de uma maneira bem divertida, simples e fácil de entender. E quem não gosta de ver uma foto sua online, associada à uma marca tão cool?

Fotos: Adverblog, Ray-Ban

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O crescente papel do Facebook no varejo foi um dos temas da National Retail Federation’s Innovate 2011 em São Francisco, semana passada. E enquanto muitas marcas acham que estão tirando o máximo proveito dessa mídia social através de fan pages e do fluxo de visitas via Twitter, estudiosos sobre o tema garantem que isso é apenas arranhar a superfície de uma ferramenta de grande potencial.

Já se fala em f-commerce, onde o “f” significa Facebook, como a nova fronteira. E não pensem que essa é uma realidade distante: créditos do Facebook, que são usados para compras virtuais de bens no site, não são vendidos apenas na forma de gift cards em lojas como  Target, Wal-Mart e Best Buy, também já são oferecidos aos clientes American Express como opção de prêmio.

Muitos varejistas desenvolveram sofisticadas estratégias de mídias sociais que estão trazendo mais do que fãs e seguidores para as empresas – elas estão definindo novos parâmetros e causando impacto.

O gerente de informação da Wet Seal (focada em roupas adolescentes), Jon Kubo, não dá a mínima para a fidelidade do cliente, que considera um conceito bastante vago. Para ele, o mais importante para obter resultados nas mídias sociais é garantir o envolvimento dos clientes, ou seja, manter um diálogo verdadeiro e virtual com os consumidores.

Os esforços da empresa incluem dar aos consumidores a possibilidade de desenvolver e recomendar looks numa espécie de competição online  e um jogo para iPhone que permite que consumidores gerenciem sua própria loja virtual da Wet Seal. Tudo começa com vídeos postados nas páginas do Facebook e YouTube que atraem 35 mil visitas. Ao envolver os consumidores em cada etapa do projeto, a empresa gera 100 mil visitas nas lojas, 300 mil visitas no YouTube e 10 milhões de posts no Facebook.

A estratégia interativa ajudou a Wet Seal a contabilizar 1,3 milhões de fãs no Facebook, colocando a empresa entre os 15 varejistas com mais fãs nessa mídia e chamando a atenção para a retenção e acúmulo de todos os “curtis” enviados diariamente. A idéia é saber exatamente o que chama a atenção dos fãs e o que eles gostam. E o que é melhor: toda essa movimentação é responsável por 20% das vendas online da Wet Seal, o melhor ROI (retorno do investimento) de um projeto tecnológico que a empresa já obteve.

Parece que nosso alerta para a importância dos prosumers e da interatividade não foi em vão, não é? Kubo ressalta que se a empresa não sabe que tipo de relacionamento quer ter com seus consumidores e que tipo de controle sobre a marca eles terão, simplesmente não tem um programa de mídia social.

A empresa Steve Madden, que fabrica sapatos femininos, lançou recentemente uma campanha para contabilizar 100 mil fãs no Facebook, oferecendo descontos para compras online e avisando aos clientes que se um deles liberasse seu código de desconto para outros, toda a promoção seria cancelada. Além de contabilizar os fãs necessários, a promoção gerou 200 mil dólares em vendas em apenas 15 dias.

Atualmente 32% dos usuários de redes sociais acessam páginas de empresas no Facebook e no Twitter pelo menos 1 vez ao mês. E nós damos nosso testemunho de que acessamos esse tipo de página diariamente. O mais importante é ter sempre em mente que, qualquer que seja a experiência ou canal oferecido ao cliente, o importante é que isso se converta em vendas.

Outra grande novidade é o Big Commerce, uma página no Facebook de uma empresa que oferecia seus serviços offline e agora lançou um aplicativo online através do qual qualquer empresa ou pessoa pode vender, comprar ou avaliar produtos. Para entender melhor como funciona o processo, basta assistir ao vídeo abaixo.

Empresas como a Levi’s já possuem uma loja dentro do BigCommerce chamada Friends Store, permitindo que os 400 milhões de usuários do Facebook compartilhem suas informações sobre as peças de roupa. Ao acessar a loja, qualquer usuário pode conferir quais são as peças mais votadas e, se desejar, entrar na brincadeira apenas clicando no botão “Connect with Facebook”. Automaticamente o Facebook mostra  seus amigos que também gostaram de algo da Levi’s e vocês começam a trocar avaliações.

Para entender melhor esse processo, que tal ver o vídeo abaixo? E vale lembrar que o que parece estranho pode virar realidade em breve: um recente acordo entre Facebook e PayPal aponta para o futuro das transações comerciais online, que por enquanto acontecem nos sites das empresas, mas em breve poderão acontecer através do próprio Facebook.

Fonte: Investors, Blog3

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O futuro do marketing de moda está na colaboração com seus consumidores. Integrá-los ao processo de criação e desenvolvimento de peças ou quem sabe até na produção das vitrines é uma maneira bem esperta de estar em contato com o consumidor, envolvê-lo com a marca, conhecê-lo melhor e, assim, conquistá-lo. Uma vez criado esse vínculo emocional entre marca e consumidor, o retorno na hora de consumir será mais positivo.

Achamos que essa será a próxima grande tendência na área de marketing. Já superamos a fase de customização e a interatividade está começando a se estabelecer numa “área de conforto” (aquele momento no qual a marca que ainda não adotou a tendência acabou ficando de lado na corrida pelos consumidores), que não pode mais ser apontada como inovação – já virou must do no varejo de moda.

Mas no que consistiria essa colaboração? Revendo nosso post sobre interatividade, citamos o caso da marca Connected Generation, que já trabalha o conceito de crowdsourcing, envolvendo seus consumidores no modelo de produção. No caso da Connected Generation, o processo funciona assim: a equipe de estilo captura looks bacanas pelas ruas e incentiva seus consumidores a fazerem o mesmo, enviando as fotos via internet. Depois é montada uma galeria virtual com as melhores fotos e os consumidores podem votar online e escolher as melhores, que servirão de inspiração para a equipe de estilo.

A interação e colaboração voluntária dos consumidores com certeza ajuda a aproximá-los das marcas e, segundo Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi, cria-se entre eles uma sensação de intimidade, que começa na empatia (envolve ouvir sempre e cada vez mais seus consumidores), passa pelo compromisso (que, misturado com doses certas de fidelidade, origina uma fidelidade além da razão, como a dos consumidores da Apple) e, finalmente, vira paixão (assim como nos relacionamentos humanos, é a única força capaz de fazer com que os consumidores resistam a tempos difíceis, quando o bom senso lhes diz para mudar).

Recentemente foi a vez de Derek Lam assinar um contrato com o eBay para criar uma coleção exclusiva que será exibida durante o desfile dele, em fevereiro. Em seguida, os interessados votarão nos seus looks favoritos, contribuindo, assim, para determinar quais deles estarão disponíveis para compra. Segundo Lam, “ter um diálogo direto e imediato com os internautas é o que faz a moda ser excitante e relevante nesse momento. A tecnologia do eBay me oferece uma oportunidade única e inovadora de alcançar clientes novos e os que já existem diretamente, e de criar a moda que eles desejam”.

Crowdsourcing:o novo rumo das marcas de moda para fortalecer o contato com seus consumidores e garantir sucesso nas vendas já foi adotado pelo estilista Derek Lam, em parceria com eBay

O mercado de moda deve abrir os olhos e aceitar que o conceito tradicional de consumidor não existe mais. Agora todos nós somos prosumers, ou seja, um híbrido de producer (produtor) e consumer (consumidor), ou professional (profissinal) e consumer (consumidor). O termo, criado por Alvin Toffler, escritor de “A Terceira Onda“, define bem o papel do consumidor na sociedade pós-moderna e aponta o rumo que já está sendo seguido por muitas empresas internacionais do segmento de moda.

Outro exemplo interessante é o da Anthropologie, que se aproximou dos seus consumidores e fãs promovendo workshops sobre suas famosas vitrines de final de ano durante os meses de outubro e novembro. Os interessados poderão ajudar a equipe que cria e monta antecipadamente todos os displays e vitrines para uma das épocas mais especiais do ano. Muito legal!

Fonte: Blog Lilian Pacce, Orange Beautiful

Foto: She Finds

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