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Posts Tagged ‘redley’

O mercado de refrigerantes é bastante disputado e até poderíamos dizer que Coca-Cola e Pepsi travam uma batalha diária por market share. A luta por uma bela fatia do mercado e pela cabeça e coração dos consumidores se dá através de diversas estratégias de marketing.

A Pepsi optou por uma ação baseada em novas mídias, associada à um ícone moderno: a vending machine (aquelas máquinas que ficam em ruas, metrôs e até em escritórios e nas quais você pode comprar pequenos lanches e bebidas usando moedinhas). A ação pretende engajar os consumidores através das mídias que já fazem parte do nosso dia a dia, como SMS, Facebook e vídeo, entre outras, fornecendo acesso à informações sobre produtos e até mesmo permitindo que você presentei um amigo com uma garrafinha de refrigerante. Funciona assim: basta selecionar uma bebida e digitar o nome do destinatário, número de celular e a mensagem de texto com um código personalizado resgatável ​​em outras máquinas será enviado. Os consumidores podem customizar a mensagem com um curto vídeo gravado pela máquina.

Por outro lado, a rival Coca-Cola mergulhou de cabeça na estratégia do storytelling, ou seja, na construção de narrativas que estabeleçam conexões com histórias e comunidades pré-existentes. Assim, as pessoas se envolvem com a marca, pois se enxergam como personagens dessas histórias e compram os produtos necessários à satisfação de uma necessidade humana.

Cada vez mais a marca se empenha em estabelecer vínculos com comunidades de nicho e com outra estratégia importante, conhecida como consumer advocacy , os famosos “advogados da marca” que nada mais são do que pessoas que simplesmente amam determinada marca e podem dar seu testemunho valioso a respeito desse relacionamento (ajudando, assim, a convencer outros consumidores). Praticamente é a estratégia que resume o que estamos falando por aqui em vários posts: lovemarks, interação, deixar o consumidor ser o dono da sua marca – todas essa estratégias são cada vez mais fundamentais para alcançar o sucesso no mercado.

Campanha "Abra a Felicidade"

Em 2007 a Coca-Cola lançou uma série de comerciais da campanha “Abra a Felicidade“, cuja idéia central era a de que felicidade é aquilo que criamos diariamente em nossas vidas. O foco no produto ou na marca foram colocados em segundo plano, destacando o produto apenas como suporte aos experimentos individuais sobre o significado da felicidade. O resultado foi tão positivo que a empresa resolveu expandir os comerciais, usando narrativas envolvendo músicos e artistas. O processo culminou uma verdadeira “fábrica da felicidade“, gerando tanto interesse dos consumidores que outras mídias foram adotadas na divulgação da campanha (blogs, vídeo, games e aplicativos para celular). E a história não parou por aí: uma expedição de três embaixadores da alegria foi lançada em janeiro de 2010 com o objetivo de descobrir o que faz as pessoas felizes nos 206 países onde a Coca-Cola é comercializada e blogs como o Coca-Cola Conversations, com curiosidades sobre a marca, produtos relacionados e sua história.

Os resultados? Bem, em comparação com a Pepsi, a página do Facebook da Coca-Cola tem 21 milhões de fãs a mais que a concorrente; as vendas globais aumentaram consideravelmente desde o início da campanha “Abra a Felicidade”; a campanha tornou-se uma plataforma global para todo marketing integrado da marca; e, para culminar, a empresa ainda teve sua campanha reconhecida com o prêmio Best In Show de publicidade.

O que podemos concluir disso tudo? Que as marcas devem convidar seus consumidores ao diálogo, quer seja relacionado à marca, quer seja sobre suas próprias experiências ou alguma coisa que os inspire a participar e criar suas próprias formas de mídia. Boas narrativas são capazes de agregar, ao seu redor, nichos diversos da sociedade, geralmente extrapolando seus suportes iniciais, devido ao grande potencial de adoção e crescimento.

Para saber mais sobre uma outra ação bem legal, que envolveu os consumidores através da ativação de sua criatividade e uma marca de refrigerante, basta procurar informações sobre a parceria Sprite e Redley e a campanha Refresque suas Idéias. Acesse o site que explica o processo de criação das artes individuais e da coletiva e divirta-se!

Fontes: Mídias Sociais, SparkSheet

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Tiramos fotos de algumas vitrines no Shopping da Gávea, onde muitas lojas ainda estão em liquidação (e, simultaneamente, com preview da coleção de verão 2010). A comunicação com o cliente em época de liquidação pode comprometer um pouco a vitrine. Como a grade de produtos sempre fica “furada”, ou alguns produtos acabam rapidamente, existe o risco diário de movimentação na vitrine, o que pode ser um problema em determinadas lojas (não só pela estrutura da loja em si, sua arquitetura e VM, como também por regras impostas pela administração do próprio shopping, que geralmente autoriza a realização das vitrines apenas antes da abertura e depois do fechamento).

O boneco articulável segura sacolas da Mara Mac, na loja do Fashion Mall

Algumas marcas, visando driblar o problema de movimentação de manequins durante o horário de funcionamento e manutenção da vitrine, aderiram aos adesivos ou produções básicas e artifícios que dessem leitura do momento de redução de preços, como a Casual Street e a Checklist. Outras lojas, sem vitrine alguma, como a Puket, trabalharam com uma programação visual bacana na parte central da loja. A Redley apostou numa programação visual com letras bem grandes e tridimensionais, em vermelho, além de um tag, como o que geralmente encontramos nas roupas, versão gigante, em sua vitrine menor. E, finalmente, a Maria Bonita Extra fez uma vitrine com muitos manequins usando roupas da coleção em liquidação e um adesivo com um detalhe muito fofo, que remete ao universo delicado e feminino da marca (o coração usado no ponto de exclamação) 

Vitrine na Checklist, com manequim usando produção básica e carregando sacolas vermelhas, onde podemos ver os descontos oferecidos aos clientes

A Puket, que não possui vitrine, usou programação visual na parte central da loja

Vitrine da Casual Street, onde também vemos as sacolas vermelhas, só que acompanhadas de uma arara e manequim com peças em liquidação

Uma das vitrines da Redley, com letras tridimensionais em vermelho

O detalhe do tag gigante na vitrine da Redley

A vitrine da Maria Bonita Extra, apenas com adesivo minimalista indicando a liquidação, mas que remete ao universo da marca

É claro que, como sempre, gostaríamos de ver as vitrines com programação visual diferenciada também em época de liquidação, mas sabemos que o varejo brasileiro, em geral, ainda trabalha muito com a noção de “guerra de preços” e considera que anunciar apenas os descontos é suficiente. Outro problema que geralmente acontece nessa época (e que, diga-se de passagem, deveria ser evitado a qualquer custo) é a vitrine transbordando produtos. Além de ser desagradável aos olhos, devido à grande poluição visual, uma vitrine abarrotada pode comunicar aos clientes que os produtos da estação não tiveram grande aceitação e, portanto, não venderam muito bem.

Também achamos importante descatar que liquidação não é sinônimo de bagunça. Algumas marcas ainda acreditam que os consumidores associam araras abarrotadas e bagunça com loja movimentada e que vende muito (provavelmente, porque o preço é ótimo). Essa crença está totalmente ultrapassada e, ao nosso ver, configura inclusive descaso com o cliente, tanto aquele que compra só na liquidação, quanto os que compram rotineiramente. Tratar o cliente com dignidade e o produto com cuidado são considerações ainda mais importantes durante a época dos descontos.

No mais, uma loja sempre limpa, cujo interior, mesmo durante a liquidação, parece organizado, com tags especiais sempre pendurados adequadamente e no mesmo sentido, transmite uma sensação ótimas aos clientes, de que a loja é bem cuidada, qualquer que seja a data especial do varejo.

Uma curiosidade: o vermelho (cor vibrante que normalmente é associada à paixão, amor, energia e até perigo) é sempre muito usado em época de liquidação (achamos até que já fazemos uma associação entre vermelho e liquidação naturalmente) e, geralmente, as lojas que fogem deste padrão em suas vitrines acabam se destacando. A Osklen, por exemplo, anuncia sua liquidação através de um adesivo verde, com letras vazadas onde se lê a palavra “SALE”. Já  multimarcas Valen apostou num adesivo que cobriu suas duas vitrines, na cor roxa (que, dizem, é a cor que atrai riqueza), numa decoração simples e sofisticadamente despojada, bem de acordo com a filosofia da marca.

Vitrine da Valen durante a realização do bazar

O adesivo verde da Osklen já faz parte da identidade visual da marca. O verde é uma cor que geralmente tem boa aceitação. A vitrine acima é da filial do Fashion Mall.

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