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Posts Tagged ‘tom ford’

Difícil não ter mil fantasias com Mr. Ford: além de talentoso, o designer de moda foi eleito recentemente uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time. E nem precisamos dizer como ele é lindo, charmoso, tem bom gosto… Enfim, o que nos interessa aqui é que, desde os tempos de Gucci/YSL, Tom Ford explorou a temática sexual em campanhas e até mesmo em desfiles e roupas (quem não se lembra do desfile masculino, no qual duas modelos de biquini e camisa social encarnavam pole dancers?). E para fotografar as campanhas de sua estréia solo no mercado, Ford uniu forças ao polêmico Terry Richardson, famoso pelas fotos que beiram o porn.

Para o lançamento da linha Neroli Portofino, de produtos de banho, não poderia ser diferente. Voltada para o público masculino, a linha ganhou uma vitrine de lançamento muito especial na Selfridges neste mês, que traduz e se integra muito bem ao conceito abordado pela campanha: além da foto super provocante, retratando um casal completamente molhado (by the way, toda a campanha foi clicada por Terry Richardson e os modelos das fotos são brasileiros), brincando com esponjas e muita espuma, num clima super descontraído, feliz e bem sexy, a vitrine ganhou um efeito muito especial. Assista ao vídeo abaixo para entender…

A linha de produtos para banho Neroli Portofino, by Tom Ford

Gostou da vitrine? Então selecionamos duas fotos da campanha para publicar para vocês aqui. Lindas, não?

A foto que aparece na vitrine da Selfridges

E uma foto ainda mais provocante, bem no estilo Ford + Richardson

Fotos: Reprodução

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Sim, somos fanáticas por Tom Ford desde os tempos de Gucci. Quando ele resolveu abrir sua loja na Madison Avenue, em NY, quase passamos mal de tanta emoção. E depois de toda a polêmica sobre o desfile da coleção feminina (que foi totalmente fechado e sem divulgação de fotos, o que gerou  a ira da imprensa de moda ao redor do mundo), chegou a hora de conferir a primeira vitrine feminina da marca, acompanhando o lançamento da coleção na loja, que aconteceu dia 7 de março, em Nova Iorque.

Tom Ford em ensaio para a Vogue, cercado de suas modelos especiais

Em outra página do ensaio para a Vogue, algumas das peças da coleção feminina

Senhoras e senhores, a primeira vitrine feminina Tom Ford. Adoramos os manequins dramáticos e brancos, para destacar a estampa de onça

Mais um manequim sexy, dentro da loja, usando o mesmo vestido que Karen Elson usa na primeira foto acima, da revista Vogue

Uma foto do VM dentro da loja, com destaque para os vestidos de noite

Esses displays para sapatos são incríveis!

Lembrando que é proibido fotografar dentro da loja e que todas as fotos foram tiradas pela jornalista Fawnia Soo Hoo na surdina, no dia do lançamento, para a matéria que saiu na revista digital Racked (aliás, todas as fotos são de lá).

Definitivamente o trabalho de visual merchandising na vitrine e no interior da loja traduzem o luxo e a exclusividade da marca e seus produtos.

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Às vezes fazemos uma certa confusão entre determinados conceitos de marketing que nos ajudam a compreender melhor as mensagens que marcas nacionais e internacionais nos enviam diariamente. Não entendemos muito bem como certas marcas, como Tom Ford, fazem desfiles fechados, apenas para poucos convidados, sem permitir que a imprensa registre, ou mesmo os convidados, e sem liberar nenhum tipo de informação sobre as roupas através do próprio site. 

Então decidimos refletir um pouco mais sobre o assunto, com a ajuda do próprio Mr. Ford (auxílio luxuoso, diga-se de passagem) e os últimos acontecimentos envolvendo o tão aguardado desfile da sua coleção feminina, após anos se dedicando ao mercado de vestuário masculino, acessórios, cosméticos e até ao cinema. 

Mr. Ford: o homem, a lenda

Identidade é o conjunto de associações com a marca que se deseja criar. No caso de Tom Ford ocorre, até mesmo, uma mistura, proposital, entre a personalidade/preferências do designer e a identidade da marca. Desde seu trabalho na Gucci, Ford é conhecido pelo seu perfeccionismo, sua capacidade de, a cada coleção, promover mudanças extraordinárias, surpreendendo e encantado todos. Segundo Anna Wintour, editora da Vogue America,  Ford é apaixonado por detalhes e tem uma visão muito clara dos seus objetivos estéticos. Nas palavras da própria Anna, “raros são os designers que conseguem orquestrar a experiência do seu mundo de forma que tudo faça sentido e se volte para uma única coisa: uma experiência sensorial maravilhosa e sensual, sempre carregada com algum frisson erótico.” E Tom conseguiu enquanto esteve na Gucci e na YSL, e não seria diferente agora, em sua marca própria.

Ford se esmereou muito ao idealizar e construir sua loja na Madison Avenue, em Nova Iorque. O interior nos diz muito a respeito das associações que podem surgir em nossas mentes quando pensamos na marca/no designer Tom Ford. Um ambiente sofisticado, totalmente construído com materiais nobres,  de altíssima qualidade e que abriga inúmeras obras de arte moderna e contemporânea, algumas da coleção particular do próprio Tom Ford. Os ambientes nos remetem ao antigo glamour hollywoodiano dos anos 30 e 40, e a equipe é treinada para servir e se dedicar completamente aos clientes que frequentam a loja.

A sensação é de que a marca deseja ser vista como sofisticada, mas não uma sofisticação pós-moderna, do século XXI. É quase como se ela nos dissesse que, aqui e agora, nos falta algo que ficou esquecido no passado e deve ser recuperado. E como isso pode ser contemporâneo, inovador, elegante e sexy. Uma mistura de elementos que parecem não funcionar quando imaginamos, mas é claro que ao olharmos o produto final, todas as dúvidas desaparecem.

Detalhes do interior da loja Tom Ford na Madison Avenue, uma mistura de materiais de alta qualidade, sofisticação, glamour hollywoodiano de antigamente e arte moderna/contemporânea

Aliás, outra associação que a marca promove e que reflete em como a percebemos (ou seja, em sua imagem) é com uma atmosfera sexy, às vezes até um pouco apelativa (para alguns). O que melhor representa essa associação é a parceria entre Tom Ford e o polêmico fotógrafo Terry Richardson, que clicou várias campanhas para a marca. Isso sem falar que Terry Richardson estava entre os convidados para o secretíssimo desfile da coleção feminina de Tom Ford, que ocorreu durante a semana de moda em NY, na sua própria loja.

Algumas amostras da parceria entre Terry Richardson e Tom Ford: imagens carregadas de sensualidade, quase explícita

E quando olhamos as mulheres escolhidas para desfilar as roupas da novíssima e secretíssima coleção feminina que Tom Ford lançou na presença de uma platéia muito restrita, sem divulgação de nenhuma imagem pela imprensa, nem sequer através do seu site (frustrando todas as sua fãs, que ansiosamente aguardavam pelo seu retorno desde sua saída da Gucci), entendemos ainda mais certas associações: mulheres de personalidade fortíssima, nem todas elas modelos. Não são mulheres comuns, são praticamente deusas sofisticadas, avant-garde: Julianne Moore (atriz que atuou no filme de Ford, Direito de Amar), Beyoncé (cantora, atriz e produtora, musa pop onipresente e com várias conexões com o mundo da moda), Lauren Hutton (ex-modelo e atriz, sempre advocou a beleza natural e posou nua aos 61 anos para a revista Big), Karen Elson (modelo, cantora e esposa do vocalista do White Stripes, Jack White), Daphne Guinness (herdeira da  cervejaria irlandesa Guinness, ícone de estilo, jornalista e colecionadora de alta costura), entre outras.

Algumas das mulheres escolhidas para desfilar as criações de Tom Ford para sua linha feminina

A seleção das modelos é um indicador importante sobre as associações que a marca pretende fazer e que refletirão em sua imagem

Enfim, são muitas as associações que uma marca deve e pode promover e o mais importante é entender que elas influenciarão diretamente na forma como nós, consumidores e interessados em moda, perceberemos a marca, ou seja, elas contribuirão para a formação da sua imagem.

Imagem é a maneira como a marca é percebida pelos clientes. Tudo o que descrevemos acima nos permite entender, de certa forma, quem é Tom Ford, o que é sua marca e o que ela quer nos dizer, ainda que não tenhamos visitado sua loja ou comprado seus produtos. Em praticamente todas as matérias sobre a marca e os produtos Tom Ford podemos citar palavras que são repetidas exaustivamente, como “sexy”, “sofisticada”, “perfeição”, “luxo”, “inovação”, entre tantas outras. Lembrando que absolutamente tudo, principalmente os produtos e suas embalagens, além das campanhas e exposição, parecem “gritar” todos os vetores estéticos traçados por Tom Ford desde o início: sobriedade e elegância, coerência e atenção aos detalhes, sofisticação e contemporaneidade, glamour.

Alguns exemplos de campanhas e embalagens de produtos que ajudam a criar a imagem que os consumidores têm da marca

Posicionamento é a forma de expressar o que há de mais essencial na identidade da marca. Trata-se de um fator primordial para garantir a coerência entre imagem e identidade. E quando o assunto é a marca Tom Ford, achamos que o posicionamento é bem diferente das demais marcas que estão no mercado de luxo. A marca oferece produtos como óculos, perfumes e maquiagem como várias outras, não necessariamente num preço acessível, mas definitivamente numa escala muito menor do que outras marcas, como Chanel e Louis Vuitton. Alguns produtos, por exemplo, são distribuídos em lugares especiais, como os perfumes da linha Private Blend, que são vendidos nas lojas próprias TF e em lugares muito selecionados, como Bergdorf Goodman e 10 Corso Como, em Milão). Não existe um esforço da marca para se identificar com um público mais jovem-pop (pop, inclusive, entendido como popular mesmo, de grande alcance).

A marca também oferece uma linha masculina prêt-à-porter e outra, feita sob medida, segundo os padrões de alfaiataria italiana e de Savile Row, em Londres. E mais impressionante, o lançamento da linha feminina TF, durante a semana de moda de NY, foi feio dentro da loja da Madison Avenue, para poucos e selecionados convidados, sob o controle total de Tom Ford e sua equipe para evitar o vazamento de imagens (e deu certo, com apenas algumas imagens nada reveladoras tiradas por celulares dos convidados, como as que postamos acima). 

Ford foi bastante criticado pela sua postura com relação ao segredo ao redor do lançamento da sua esperada coleção feminina, mas explicou que o processo tradicional de desfile-divulgação acaba deixando o consumidor entediado assim que as roupas chegam às lojas, pois até que isso aconteça, todos já viram as roupas, celebridades já as usaram e foram exaustivamente fotografadas com elas, as peças já apareceram em editoriais de moda e, assim, perde-se o frescor, o senso de novidade e isso apenas contribui para alimentar o processo descontrolado e quase “canibalístico” da indústria da moda. Isso sem falar, como bem ressaltou Ford, na banalização promovida pelas marcas de fast fashion que, em poucos dias, já copiaram todos os modelos e lançaram em suas filiais ao redor do mundo, às vezes antes das próprias marcas. Além disso, as pessoas que realmente pagam pelas roupas querem comprar imediatamente algo que olham e gostam, ao invés de esperar meses a fio. Portanto, segundo a visão de Ford, o ideal é divulgar imagens da coleção quando as peças estiverem realmente disponíveis para o seu público.

Acreditamos que, assim, a marca Tom Ford se posiciona no mercado de luxo apostando no respeito aos consumidores, na exclusividade e no mistério, que são fatores importantes e, contraditoriamente esquecidos muitas vezes no mercado de moda. Temos certeza de que jamais veremos clientes Tom Ford entediados, não desejando suas criações. E, através desse processo, Tom Ford busca, dentro do seu próprio universo, força e inspiração para inovar, ao invés de contar, a seu favor, com a banalização promovida pela própria indústria.

Ford não costuma revelar suas fontes de inspiração, mas sentimos um certo toque de Halston e Rouland Mouret em suas criações e na sua filosofia. Nos resta, agora, descobrir qual é o propósito da marca, ou seja, o que sustenta tudo o que a marca faz. Se a marca Tom Ford deixar de existir, o que o mundo perderia? Bem, não fica tão difícil de responder esta pergunta, depois de tantos anos que passamos sem a assinatura de Tom Ford em diversos produtos. Achamos que o mundo da moda perderia toques de mistério e sensualidade, aliados à sofisticação característica do “universo Tom Ford”. O mundo perderia um pouco da sua capacidade de sonhar. Perderíamos, novamente, um pouco de glamour.

Fonte: Fashion Telegraph,  Mundo do Marketing, Chic

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Tom Ford fez aniversário ontem e nada melhor do que homenageá-lo admirando sua loja na 845 Madison Avenue, em Manhattan. Mais uma vez, lembramos que um espaço comercial capaz de transmitir ao cliente os valores da marca sempre é melhor do que um lugar impessoal, voltado apenas para a venda de mercadorias.

Campanha do perfume masculino lançado por Tom Ford. Em sua loja na Madison Avenue os clientes encontram toda sua coleção Private Blends (coleção de perfumes com misturas exóticas em frascos lindíssimos ), abrigados numa sala especial, toda decorada com mármore e espelhos

Quem segue a trajetória de Tom Ford, desde de sua presença como diretor criativo da Gucci, conhece seu trabalho, seu charme, sua determinação e elegância. Aliás, Ford é um daqueles designers que consegue ter um estilo pessoal tão forte que o imprime a tudo que o cerca e faz com que nós, meros expectadores, consigamos perceber seu toque em cada detalhe. Não seria diferente na sua primeira loja, situada à Madison Avenue. Um verdadeiro reduto do bom gosto e da sofisticação, sua loja é marcada pela escolha de belos materiais, atenção aos detalhes e uma certa opulência.

Bem-vindo à loja de Tom Ford, na Madison Avenue.

Em 2006, dois anos após deixar a Gucci, Ford anunciou a criação de uma linha de roupas masculinas e a abertura de sua primeira loja. Ninguém esperava pouco, afinal Tom Ford sempre foi sinônimo de glamour e design sofisticado. E ele não decepcionou: seus produtos, inspirados nas criações de Savile Row e na alfaiataria italiana feita à mão, foram reunidos num espaço que une arte e moda.  Logo na entrada nos deparamos com um quadro da coleção particular do próprio designer, feito pelo artista Lucio Fontana, além de uma mesa esculpida em bronze, em formato de crocodilo, do escultor francês Claude Lalanne. As duas peças de artes estão devidamente emolduradas pelo impecável chão de mármore e paredes forradas em camurça customizada, tingida à mão.

A dramática escadaria oval, com paredes recobertas por painéis de ébano, é a atração central da loja de Tom Ford e serve de moldura para uma esculta de Jean Arp

Tudo isso para que, segundo Tom Ford, o espaço tivesse uma determinado mood. “A loja deveria transmitir uma idéia como se o antigo glamour hollywoodiano tivesse invetando o conceito de atelier de roupas masculinas”. Para tal, Ford trabalhou lado a lado com o designer de interiores  Bill Sofield, seu antigo parceiro na elaboração de interiores para as lojas Gucci, e concebou uma loja com um clima residencial, na qual cada espaço fosse como um cômodo de uma casa. Por exemplo, toda a coleção de ready-to-wear fica numa espécie de sala de estar, iluminada durante o dia com luz natural, após a abertura das cortinas, onde também encontram-se cadeiras do período neoclássico, urnas no estilo art déco, entre outros detalhes magníficos.

O salão que vende a linha de ready-to-wear nos lembra uma salada de estar e é ricamente decorado

“Tudo dentro da loja foi customizado, ou é antigo ou uma obra original de arte contemporânea”, diz Bill Sofield, do Studio Sofield em Nova Iorque. O maior desafio foi garantir que todos os aspectos do design fossem executados dentro dos padrões precisos exigidos por Tom Ford. O consultor de visual merchandising e display, John Field, concorda com a declaração de Sofield. Tom Ford é conhecido por sua precisão e exigência, mas por igual envolvimento e paixão por seu trabalho. “Ele trabalhou duro para levar para a loja seu elemento artístico pessoal”, diz Field. “Para ele, é como se fosse sua outra casa. É assim que ele quer se tratado numa loja. É a versão atual para um tratamento diferenciado e exclusivo. As pessoas mais abastadas estão à procura de individualidade”, conclui o visual merchandiser. Para quem quiser ser atendido com horário marcado, a loja ainda disponibiliza os serviços de um mordono e de uma empregada particulares para atender todos os pedidos do cliente.

Muitas das peças estão em armários de vidro, como neste cômodo que nos lembra uma sala de estar, com lareira de mármore

Outra área da loja, totalmente preparada para receber seus clientes como se eles estivessem em casa

Para mais detalhes sobre materiais e objetos utilizados em cada “cômodo”, basta clicar aqui.

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